Primeira engenheira formada no IFSC retorna como professora em três cursos


Um ano após formar a primeira turma de Engenharia de Controle e Automação, o Câmpus Chapecó do IFSC consegue colher diretamente um dos frutos: a única mulher formada tornou-se professora do câmpus.

Pricila Cerezolli formou-se em março de 2016 e em janeiro deste ano iniciou sua jornada em sala de aula como professora substituta de três cursos técnicos do câmpus: Eletromecânica, Eletroeletrônica e Mecânica.

A primeira mulher a se formar no curso ofertado em Chapecó também tem outra marca: é a primeira engenheria formada em todos os 22 câmpus do Instituto Federal de Santa Catarina.

Além de trabalhar durante o dia em uma empresa de energia eólica, ela engatou um MBA em Gestão de Projetos no ano passado e agora inicia esta nova carreira.

“A vontade de ser professora cresceu muito quando comecei a trabalhar com projetos de iniciação científica e tecnológica e quando realizou intercâmbio. Gostaria de contribuir com os alunos, da mesma forma como os professores que tive ao longo da minha vida, influenciaram na minha formação acadêmica e profissional”, conta a agora professora Pricila.

Entrevista:


IFSC - Você sempre teve ideia de ser professora? Como surgiu essa vontade?

Pricila Cerezolli - Eu sempre tive curiosidade em relação a isso. A questão do ensino, a oportunidade de poder repassar de alguma forma tudo o que aprendemos, e sem dúvidas também aprender muito com a experiência e o conhecimento das pessoas a quem estamos ensinando é muito interessante. A vontade de desenvolver atividades nesta área cresceu muito quando comecei a trabalhar com projetos de iniciação científica e tecnológica. Sem dúvidas, o intercâmbio que realizei também influenciou significativamente neste sentido. Gostaria de contribuir com os alunos, da mesma forma como os professores que tive ao longo da minha vida, influenciaram na minha formação acadêmica e profissional. Acredito que ser professor é um diferencial. Enquanto professores somos também formadores de opinião, e poder apresentar diferentes caminhos e escolhas a pessoas que estão buscando o conhecimento é, sem dúvidas, uma grande oportunidade que vem com muitas responsabilidades.

IFSC - Como foi o processo para ser professora substituta?

 

Pricila - No final do ano passado o IFSC abriu um edital para professor substituto na área de automação industrial. O processo seletivo consistiu em duas fases. Na primeira, foi lançado um tema relacionado à automação industrial, neste caso, Programação de CLP, onde foi necessário desenvolver um plano de aula respeitando algumas especificações do edital. Após a prova escrita, foi realizada a entrevista e avaliação curricular. Nesta etapa, tive a oportunidade de apresentar a minha experiência profissional, além das atividades acadêmicas das quais fiz parte enquanto aluna do IFSC Câmpus Chapecó.

IFSC - Como foi sua trajetória no curso?

Entre junho e setembro de 2015, tive a oportunidade de realizar um intercâmbio no Canadá, onde trabalhei como estagiária em um projeto de pesquisa na Universidade Carleton, o qual estava relacionado à modelagem da rede elétrica da província de Ontário, e a integração de fontes renováveis de energia. Sem dúvidas foi uma experiência única, onde pude aprender muito, além de ter a oportunidade de conhecer diversas culturas, e um país maravilhoso. Concluí o curso de Engenharia em cinco anos, e no dia 19 de março de 2017 completará um ano da minha formatura.

IFSC - Desde que você se formou, quais tem sido suas atividades profissionais e estudantis?

Pricila - Eu iniciei no curso de Engenharia de Controle e Automação do IFSC no ano de 2011. Logo que ingressei no curso, procurei por projetos de iniciação científica e tecnológica que pudesse participar. Fiz parte de alguns projetos como voluntária, e mais tarde como bolsista do Cnpq. Alguns dos projetos que participei foram sobre o ensino de química, energia solar, e reciclo do vidro. Em 2013 comecei a procurar por oportunidades de estágio em empresas da nossa região. Em julho do mesmo ano iniciei minhas atividades como estagiária na empresa Messtechnik Instrumentações, localizada em Chapecó. No ano de 2014 fui contratada por esta empresa, onde sigo trabalhando até hoje. Entre junho e setembro de 2015, tive a oportunidade de realizar um intercâmbio no Canadá, onde trabalhei como estagiária em um projeto de pesquisa na Carleton University, o qual estava relacionado à modelagem da rede elétrica da província de Ontário, e a integração de fontes renováveis de energia. Sem dúvidas foi uma experiência única, onde pude aprender muito, além de ter a oportunidade de conhecer diversas culturas, e um país maravilhoso. Concluí o curso de Engenharia em cinco anos, e no dia 19 de março de 2017 completará um ano da minha formatura.

IFSC - Desde que você se formou, quais tem sido suas atividades profissionais e estudantis?

Pricila - Eu continuo trabalhando na empresa Messtechnik Instrumentações. Em julho deste ano completo quatro anos como funcionária. A Messtechnik é uma empresa que atua no ramo de prospecção eólica. E hoje eu trabalho com o monitoramento e análise de dados anemométricos (dados do vento), elaboração de relatórios técnicos e também com algumas atividades relacionadas a pesquisa e desenvolvimento. No fim de janeiro deste ano iniciei minhas atividades no IFSC, onde trabalho todas as noites. Em relação às atividades estudantis, iniciei um MBA em Gestão de Projetos em novembro de 2016, o qual finalizo ainda este ano. Agora, estou em busca de um mestrado, para que possa dar continuidade aos meus estudos.

IFSC - Para quais cursos e quais disciplinas você vai dar aula?

Pricila - Eu iniciei as atividades no IFSC em 31/01/2017. No momento estou com a disciplina de Eletricidade e Circuitos Elétricos para o curso de Eletromecânica. Em março, quando inicia o semestre 2017/1, vou trabalhar com as disciplinas de Eletricidade no curso técnico em Eletroeletrônica; Eletrotécnica I para o curso técnico em Mecânica e Instrumentação e Medidas Elétricas para o curso técnico em Eletromecânica (modalidade EJA).

IFSC - O que você acha que teve de diferente na sua formação, na sua vida, para você já atingir esse objetivo menos de um ano depois de formada?

 

Pricila - Sem dúvidas o apoio da minha família e amigos ao longo da minha vida foi um diferencial para todas as conquistas e objetivos que consegui alcançar até hoje. Ao longo da minha formação acadêmica, os nossos professores sempre procuraram apresentar as diferentes possibilidades que o mercado de trabalho poderia nos oferecer, e sempre nos instigaram a não nos "acomodarmos". Eu procuro evitar ao máximo a minha zona de conforto, acredito que precisamos buscar sempre por novas experiências, para que possamos nos manter curiosos, e em constante aprendizado. Penso, que o maior diferencial consiste na nossa força de vontade, na dedicação e empenho com que realizamos as nossas atividades, o nosso trabalho. Não devemos apenas fazer, é necessário que façamos bem feito, e que toda a nossa força de vontade seja colocada em nossos desejos para que possamos realizá-los.

 

Por Rafaela Menin / Jornalista IFSC

 

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