Projeto leva robótica a estudantes de escola estadual


Um projeto de extensão do Câmpus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) fez com que 20 estudantes de ensino médio da escola estadual Humberto Hermes Hoffmann, de Nova Veneza (a 25km de Criciúma), descobrissem o mundo da robótica e as possibilidades que se abrem com uma simples caixa de Lego.

Entre agosto e novembro deste ano, alunos do segundo e do terceiro anos participaram de oficinas de programação dos kits Lego Mindstorm NXT, utilizados em projetos de robótica nas escolas. Na quarta-feira passada, 29 de novembro, uma disputa de “sumô” entre os robôs montados e programados pelos próprios alunos marcou o encerramento do projeto de extensão, que plantou uma semente na escola para o ano que vem.

Coordenado pelo professor Douglas Lucas dos Reis, o projeto “Robótica para o ensino básico utilizando o kit robótico Lego Mindstorm” teve como ponto de partida a iniciativa da própria escola Humberto Hermes, que possuía kits de robótica doados pelo governo estadual. A diretora Silvana Ghellere Milanez procurou o IFSC para estabelecer uma parceria. Com o curso técnico em Mecatrônica e a graduação em Engenharia Mecatrônica, o Câmpus Criciúma se destaca em competições estudantis de robótica em Santa Catarina, sendo o atual tricampeão.

 

 

O primeiro impacto na escola foi o da descoberta. Os alunos puderam conhecer o mundo da programação a partir de peças de Lego. E o projeto despertou o interesse de outras turmas, que queriam saber o que estava acontecendo. “Os alunos perceberam que podem ter acesso à área tecnológica, por mais simples que sejam os robôs. Por isso, o que chamou mais atenção para a escola e para os alunos foi eles saberem que tinham esses robôs aqui e que os colegas estavam desenvolvendo isso. Outros alunos de outros anos queriam saber o que estava acontecendo”, relata Douglas.

Além do professor, orientaram as oficinas três estudantes do curso técnico em Mecatrônica do IFSC: Daniel Carvalho, Guilherme Lopes e Cristian Augustinho Siqueira. “Eu já conhecia os kits da Lego, mas foi uma experiência interessante poder passar nosso conhecimento para outras pessoas. Quem se interessou pelas oficinas aprendeu bastante sobre programação”, diz Cristian.

Os kits já eram utilizados com os alunos do primeiro ano do ensino médio, em atividades que não envolviam programação. O projeto desenvolvido pelo IFSC veio trazer um novo conhecimento aos estudantes, que tiveram contato com a área da robótica, conheceram o próprio IFSC e despertaram o interesse para as carreiras tecnológicas.

“O projeto foi de grande valia, porque os alunos tiveram um outro olhar sobre a robótica, não só montar as peças de Lego. Além disso, foi importante para eles conhecerem outras realidades. Eles foram no IFSC, conheceram outra realidade e viram que podem expandir seus conhecimentos. Alguns têm o interesse em encerrar o ensino médio e iniciar algo na área de Mecatrônica ou Informática”, afirma a professora Maria Saionara Accordi, responsável pelo projeto na escola ao lado da colega Marlene Damiani.

O encerramento do projeto, com a luta de robôs realizada no dia 29 de novembro, teve a presença, na plateia, de estudantes de outras turmas do ensino médio da escola. Em duplas, os alunos envolvidos no projeto colocaram seus robôs à prova na “arena” montada no ginásio da escola. Ao final da disputa, sagraram-se vencedores a dupla formada por Luís Fernando Vitali e Vinicius de Lima Xavier.

 

Para o aluno do segundo ano Luiz Otávio Milanez, participar do projeto foi uma oportunidade de ter o primeiro contato com a área de programação. “A gente aprendeu muita coisa nova. Nunca pensei que a gente faria isso numa escola pública. A gente ficava esperando muito o dia da robótica”, diz.

Uma das preocupações do projeto era que os alunos conseguissem desenvolver conhecimentos de forma autônoma, a partir da observação e da experimentação. A intenção agora é que os alunos que mais se destacaram na atividade possam formar equipes para a Olimpíada Catarinense de Robótica em 2018. “É provável que o projeto ocorra novamente ano que vem, com este foco, de que os alunos progridam e aprendam sozinhos, um ensinando o outro”, explica o professor do IFSC.

O projeto foi viabilizado pelo Programa Institucional de Apoio a Projetos de Extensão do IFSC.


Por Jornalismo IFSC | Câmpus Criciúma

 

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