Estudantes produzem alimentos para pessoas com restrições alimentares

Às vezes resultado de uma doença, às vezes uma condição com a qual a pessoa nasce. São muitas as causas das chamadas “restrições alimentares”, como intolerância à lactose, diabetes, doença celíaca (intolerância ao glúten). Para atender a esse perfil de consumidor, os estudantes do curso técnico pós-médio em Panificação e Confeitaria do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) aprenderam, no terceiro semestre do curso, a produzir alimentos adequados a diversos tipos de restrição alimentar e, na manhã desta sexta-feira, dia 4, realizaram um café para pessoas que possuem essas restrições.

Durante o café foram servidos doces e salgados adequados às seguintes restrições: dislipidemia (alteração nos níveis sanguíneos de lipídeos), constipação (“prisão de ventre”), doença celíaca (intolerância ao glúten), intolerância à lactose e diabetes. Entre os alimentos especiais servidos estavam pão de batata salsa, empadão de frango, quibe, mini pizza, quiche de palmito, torta de nozes, brownie, cookies e bolo de cenoura.

Segundo uma das professoras responsáveis pela atividade, Andréia Giaretta, não é devido a uma restrição alimentar que as pessoas devem ser privadas do prazer da alimentação. “Por meio dessa atividade queremos mostrar que existem pratos muito saborosos também para quem possui essas restrições”, diz.

Para a professora, o mercado de trabalho é promissor para aqueles que quiserem apostar no ramo de alimentos direcionados a pessoas com restrições alimentares. “É um mercado em crescimento, tanto devido ao número de pessoas com essas restrições quanto ao avanço da medicina, que cada vez mais cedo detecta problemas como, por exemplo, a doença celíaca”, explica.

A atividade, que fez parte da disciplina de “Restrições Alimentares” do curso técnico em Panificação e Confeitaria, chamou a atenção dos presentes pela variedade e sabor. Para a mãe de uma das alunas, Joceli Felippe, que é diabética há oito anos, foi muito bom conhecer um pouco melhor o cardápio que os alunos aprendem no curso. “Eu adoro doce e eles estavam deliciosos”, afirma.

A filha de Joceli, Josiany Felippe Trilha, convidou a mãe para participar do café com o objetivo de que ela conhecesse de perto alguns dos pratos que são ensinados no curso. “Como ela tem diabetes, agora ela vai saber de novas possibilidades de doces e salgados que podem ser feitos”, conta. “O problema é que agora ela também mais poder pedir que eu faça todas essas opções!”, brinca Josiany.

Além da professora Andréia, também a professora Mariana Martelli coordenou a atividade na manhã desta sexta-feira. Clique aqui e confira as fotos do evento.

Confira, abaixo, um pouco mais sobre as restrições alimentares mais comuns:

Dislipidemia: é a alteração nos níveis sanguíneos de lipídeos (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos).

Constipação: popularmente conhecida como “prisão de ventre”, é a dificuldade na eliminação das fezes (fezes endurecidas e ressecadas, dor abdominal, gases, distensão abdominal).

Doença celíaca: é a intolerância permanente ao glúten. Ele é encontrado no trigo, centeio, cevada, aveia e malte.

Intolerância à lactose: é quando o indivíduo não consegue digerir a lactose (açúcar do leite), pois não produz a enzima lactase.

Diabetes: caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue. A pessoa não produz ou produz pouca insulina.

Diet x Light: Alimento diet é aquele com isenção total de açúcares. Alimento light é o alimento com redução do valor calórico.

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