Alunos do curso técnico em Mecânica desenvolvem aerobarco

 

Você pode nunca ter ouvido falar em aerobarco, mas certamente conhece um. Lembra de James Bond navegando no pântano? Mais do que efeito de cinema, ele só conseguia se locomover em uma área tão rasa sem encalhar por conta de um aerobarco. Diferente de um barco comum, o veículo não tem calado, quilhas e a propulsão é com leme e hélice externos à água. Inspirados na ficção e de olho nas necessidades locais, os alunos da quarta fase do técnico concomitante em Mecânica do Câmpus Itajaí desenvolveram um aerobarco no projeto integrador. O veículo tem 1,5 m de largura por 3 metros de comprimento, motor de 6.5 Hp e capacidade para até três tripulantes.

O protótipo do IFSC começou a ser projetado em fevereiro deste ano e já foi testado no rio Itajaí-Açu, em uma região conhecida como Saco da Fazenda. “O trabalho começou com os cálculos para garantir a flutuabilidade do aerobarco, depois tivemos que colocar em prática tudo o que aprendemos sobre soldagem, usinagem, resistência de máquinas, acionamento de motores e sistema de direção”, explica o aluno Vitor de Borba. 


Enquanto os aerobarcos vendidos no mercado custam em média R$ 40 mil, o protótipo do IFSC custou menos de R$ 1 mil. “Um dos diferenciais é que reaproveitamos uma série de materiais como resíduos da construção do próprio Câmpus. Uma parte das esquadrias de alumínio das janelas foram utilizadas na estrutura e a hélice foi uma doação”, comenta o aluno Givanildo do Carmo.

Para desenvolver o aerobarco, além dos conhecimentos em Mecânica, os alunos precisaram também pesquisar e entender as normas técnicas para construção de embarcações. Patrick da Silva ficou encarregado de verificar os trâmites para registro do protótipo junto à Marinha do Brasil, que é o órgão responsável pela homologação de embarcações. “Para que seja feito o registro, é preciso que haja o laudo pericial de um engenheiro, que seja feita a vistoria, os testes com a embarcação e que haja materiais de salvatagem.”

O professor Adonis Menezes foi o orientador do projeto e o professor Sérgio Sanches também auxiliou a equipe. “O aerobarco vai ficar como um legado da primeira turma a se formar no técnico concomitante em Mecânica do Câmpus. Pretendemos fazer melhorias no protótipo com as novas turmas de Mecânica e a ideia é que ele possa ser utilizado também pelos cursos técnicos de Aquicultura e Recursos Pesqueiros do Câmpus”, explica Adonis Menezes.


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

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