Projeto de extensão está transformando escola da rede municipal de ensino


De segunda a sexta-feira de manhã (inclusive nas férias), alunos da Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí têm um compromisso. Eles são voluntários no projeto “Intervenção – a extensão como ferramenta de integração e mobilização” e estão ajudando a melhorar a infraestrutura da Escola de Educação Básica Maria Dutra Gomes no bairro Dom Bosco em Itajaí. O trabalho começou em maio e desde então, os alunos já consertaram o portão eletrônico, instalaram uma campainha elétrica, pintaram paredes e colocaram pedra brita no pátio para drenar o solo. Eles ainda vão instalar um sensor que emitirá som para espantar pombos que costumam ficar no ginásio, pretendem também fazer arquibancadas utilizando pallets de madeira e, se conseguirem uma doação de tintas, irão pintar toda a escola.


As reformas já estão mudando o dia a dia da escola, que atende mais de 400 alunos do Ensino Fundamental. “Os pais já estão percebendo as mudanças e fazendo elogios. Quando chovia muito, os alunos não podiam entrar por um dos principais acessos da escola, as britas que foram colocadas pelos alunos ajudam a drenar a água. Antes, era preciso que um funcionário tocasse a campainha de hora em hora para avisar o início e térmico das aulas, agora, com novo sistema eletrônico, não é mais preciso fazer isso. Eles ampliaram também a fiação dos alto-falantes e agora é possível ouvir a sirene inclusive na quadra. Antes era comum os alunos se atrasarem na aula de Educação Física por não ouvirem a campainha”, explica a diretora da escola, Andrea Marques Padilha.

  

O projeto conta dois bolsistas e um grupo de 47 voluntários, todos alunos da Engenharia Elétrica, que se revezam nas mais diversas atividades. “Todos os dias quando chegamos na escola, identificamos o que precisa ser feito e nos dividimos em equipes, levando em consideração a aptidão de cada um. Como além de ser estudante de engenharia eu sou também técnico em Eletroeletrônica eu costumo cuidar da parte de instalação elétrica”, explica Tiago Moro, um dos bolsistas.

 

Os alunos participantes do projeto também poderão utilizar as horas dedicadas ao trabalho como atividade complementar. “Eles estão muito empolgados, mesmo para fazer atividades simples. Muitos nunca tinham pintado uma parede ou mesmo sabiam como emendar um fio de forma eficiente. Há programas de intercâmbio que valorizam essas experiências e empresas que vêm o trabalho voluntário como um diferencial”, avalia a professora Fernanda Argoud, coordenadora da atividade.

Francisco Gazaniga, do primeiro módulo do curso, é um dos alunos que pretende colocar a experiência no currículo. “Além de ajudar, é uma forma de colocar nosso conhecimento em prática. Sei que em algumas plataformas como o LinkedIn quando você cadastra o seu currículo é possível colocar também o trabalho voluntário que faz.”

Além das atividades para melhoria da infraestrutura da escola, estão previstas outras ações. O professor Thiago Pereira Alves, do curso técnico em Recursos Pesqueiros, irá ofertar oficinas de compostagem e o professor Paulo Fonseca, de Educação Física, irá atuar na melhoria do ginásio e no projeto de instalação de um placar eletrônico.

No dia 10 de outubro está prevista uma cerimônia para marcar o término dos trabalhos. “O Câmpus Itajaí já tinha uma parceria com essa escola para a utilização da quadra de esportes para as aulas de Educação Física e esse projeto é também uma forma de retribuirmos pelo apoio dado. Pretendemos escolher a cada ano uma nova escola para implementar o projeto”, explica a professora Fernanda Argoud.

Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

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