Acadêmica de licenciatura desenvolve jogos didáticos com alunos de escola estadual


Criar jogos que demonstram como os conhecimentos de química fazem parte do cotidiano dos estudantes. Este foi o objetivo do projeto desenvolvido durante o estágio de regência da acadêmica de licenciatura do câmpus Thayná Patrício da Rosa com a turma do terceiro ano do ensino médio da escola estadual Wanderlei Júnior, no bairro Ipiranga, em São José.

Thayná conta que o projeto de intervenção "Uma abordagem sobre combustíveis fósseis e seus impactos ambientais", iniciou ainda no estágio de observação (primeira etapa do estágio de regência), do curso de licenciatura em Ciências da Natureza com Habilitação em Química. "Aplicamos um questionário para descobrir quais metodologias os alunos mais gostavam. Já o tema, combustíveis fósseis, foi escolhido por se tratar de algo tão presente no nosso dia a dia, e que no mesmo questionário conseguimos observar que os alunos não tinham muito conhecimento prévio a respeito do mesmo."

Metodologia

Thayná
organizou então uma sequência didática de 12 aulas, que foram realizadas junto com a professora supervisora da escola, Domingas Cardoso da Silva. A acadêmica buscou uma metodologia em que os estudantes se tornassem autônomos no processo de construção dos conhecimentos químicos, trabalhados dentro da temática de combustíveis fósseis. Os estudantes utilizaram os diferentes conteúdos discutidos nas aulas de química para elaborarem as questões dos jogos.

Os alunos desenvolveram dois jogos ao longo das aulas. Um de tabuleiro, chamado 'Combustíveis fósseis e sustentabilidade', e um jogo de ação, intitulado 'caixinha dos hidrocarbonetos'.

Jogo de tabuleiro

Para o jogo de tabuleiro foram confeccionados dois tipos de cartas, um que apresentava "pegadinhas" enquanto o outro perguntas relacionadas aos combustíveis fósseis. Com as cartas os participantes tinham o objetivo de chegar em uma escola sustentável no tabuleiro. As peças foram produzidas com tampas de garrafa PET, já as regras, os cartões com as respostas e o envelope para guardar o jogo foram feitos com cartolina.

Thayná acredita que os estudantes se sentiram protagonistas no trabalho desenvolvido durante as aulas, ela diz que "os alunos ficaram tão empolgados quando viram o jogo finalizado, que quiseram assinar o envelope em que o jogo era guardado".

"Quando a turma se reuniu para jogar, percebemos que a metodologia permitiu aos estudantes rever e fixar os conhecimentos sobre o conteúdo enquanto brincavam", conta Thayná. O jogo ficará disponível no site da escola e será apresentado pela turma na feira de ciências da instituição.

Para o aluno Henrique Pereira a experiência mostrou a "importância de saber como melhorar a situação do meio ambiente, além de perceber que sua preservação é uma tarefa coletiva”.

Jogo de Ação

Já a caixinha dos hidrocarbonetos foi um pequeno jogo feito entre a turma, que foi dividida em dois grandes grupos por sorteio. Cada representante dos grupos, um de cada vez, pegava um papelzinho dentro da caixa e precisava desenhar no quadro a molécula correspondente ao hidrocarboneto sorteado. Os desenhos eram corrigidos em conjunto com a turma e os grupos que acertassem ganhavam pontos.

Thayná conta que esta atividade teve ampla participação da turma, que solicitou que a experiência fosse repetida outro dia. "Mesmo depois de duas aulas trabalhando com a caixinha dos hidrocarbonetos, os alunos continuaram pedindo que a dinâmica fosse desenvolvida novamente". Para esta atividade houve a colaboração de dois bolsistas do Pibid/IFSC [Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência], Bruno Michielin e Thaís de Oliveira.

Com os jogos os estudantes puderam refletir e (re)construir seus conhecimentos. Para a professora supervisora, Domingas Cardoso da Silva, os conteúdos químicos foram bem trabalhados, "o debate ambiental foi muito importante, os alunos se envolveram bastante com as estratégias metodológicas adotadas. Acredito que se esse trabalho fosse desenvolvido de forma interdisciplinar, poderia alcançar resultados ainda mais profundos”, conta.

O projeto teve como professores orientadores de estágio Paula Alves de Aguiar e Talles Viana Demos.

Por Comunicação Câmpus São José

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