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Ação com moradores do Campeche solicita título de patrimônio cultural à pesca da tainha

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 23 nov 2018 14:52 Data de Atualização: 23 nov 2018 15:05
Ação com moradores do Campeche solicita título de patrimônio cultural à pesca da tainha

A pesca artesanal da tainha no Campeche pode virar patrimônio cultural imaterial do Estado: o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e a Associação de Pescadores do Campeche farão no sábado, 24, a partir das 10h, uma solenidade para entregar à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) a solicitação do registro que pode conferir à prática o título. O evento será realizado no Rancho de Pesca Cultural (Rancho do Getúlio), na Praia do Campeche, para membros da reitoria e da Extensão dos câmpus Florianópolis e Florianópolis-Continente, e de instituições como a FCC, a Fundação Franklin Cascaes, as associações de Moradores e de Pescadores do Campeche, entre outros.

A ideia de registrar a pesca artesanal da tainha na região partiu de duas alunas que faziam a disciplina de Patrimônio Cultural do curso de Guia de Turismo Regional do IFSC, com a professora Claudia, e são da comunidade de pesca. Atualmente, cerca de 180 pessoas estão diretamente envolvidas com a pesca no Campeche. Além de partir de dentro da comunidade a ideia, os pescadores e outros membros participaram ativamente das ações de extensão e pesquisa e do processo de solicitação.

O dossiê, resultado da pesquisa do IFSC sobre o tema, será entregue à FCC na solenidade. O pedido oficial de registro foi feito pela reitora Maria Clara Kaschny Schneider em dezembro de 2017. Se a fundação acatar o pedido, após passar por um conselho interno, a pesca artesanal da tainha no Campeche será patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina.

O objetivo de registrar um patrimônio cultural imaterial, que abrange expressões culturais e de tradições de um grupo de indivíduos, é preservar e dar condições para que as práticas continuem. No caso da pesca artesanal, algumas medidas de proteção incluem, por exemplo, impedir a demolição de ranchos de pesca e fiscalizar a prática de esportes aquáticos durante a temporada de pesca.

“Ninguém mais vive de pesca por uma questão econômica, a pesca é uma atividade cultural. É o único momento em que a comunidade se reúne, que ficam no coletivo, que todo mundo participa. É a questão da coletividade e da tradição que estão colocadas aí. Só acontece uma vez no ano, entre maio e junho, que é o tempo da pesca da tainha”, ressalta Claudia.

Coletividade e tradição

Para fazer o processo de registro de bem cultural imaterial, é preciso elaborar um dossiê e contar com o envolvimento de toda a comunidade, o que ocorreu a partir de duas iniciativas do IFSC: o projeto Turismo de Base Comunitária na Ilha de Santa Catarina (Tekoá) e a pesquisa “Pesca artesanal da tainha no Campeche: patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina”. O Tekoá teve ações em dois bairros, Campeche e José Mendes.

“A relação entre patrimônio cultural, principalmente o imaterial, e o turismo é muito forte. E entendemos que o tipo de turismo que pode ser desenvolvido em torno do patrimônio é aquele pensado e executado junto à comunidade e que é chamado Turismo de Base Comunitária”, explica a professora Claudia Hickenbick, que integra a equipe de professores do projeto e coordena a pesquisa.

Equipe

Participaram do projeto de extensão Tekoá, as professoras Daniela de Carvalho Carrelas, do Câmpus Florianópolis-Continente, como coordenadora até julho deste ano, e Fátima Regina Teixeira, do Câmpus Florianópolis, atual coordenadora. As ações no José Mendes incluíram também as professoras Fabiana Amaral, Flávia Losso, Silvana Lisboa e Isabela Sielski.

Já o projeto de pesquisa teve a equipe formada pelos servidores do Câmpus Florianópolis-Continente André Etti Ogawa, Claudia Hickenbick, Daniela de Carvalho Carrelas e Elisa Freitas Schemes, do Câmpus Florianópolis, Fátima Regina Teixeira, e pelos membros da comunidade do Campeche Roberta de Paula Bráz, Giselle Ramos e Hugo Daniel.

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