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Estudantes do IFSC apresentam diferentes maneiras de ensinar Química em seminário

CÂMPUS SÃO JOSÉ Data de Publicação: 04 dez 2018 15:06 Data de Atualização: 04 dez 2018 16:51

A cozinha, os quadrinhos ou o sistema de vermicompostagem podem ser aliados no ensino de química, como mostram três trabalhos apresentados no Seminário de Estágio do curso de licenciatura em Química do Câmpus São José do IFSC. O evento, realizado na quarta-feira, 28 de novembro, fez parte do Ciclo de Seminários em Química do câmpus e teve como tema os estágios realizados por estudantes do curso de licencatura.


Uma das alunas que apresentou trabalho no Seminário de Estágio inspirou-se na expressão "pudim de passas" (doce comum no Reino Unido), conhecida na área da Química por causa do Modelo de Thomson ("Modelo do Pudim de Passas"), proposto pelo físico inglês Joseph John Thomson em 1898 para provar a existência do elétron, uma subdivisão do átomo (até então, acreditava-se que o átomo era indivisível).

Carolina Toledo literalmente usou a cozinha - a copa do Câmpus São José, que serviu de laboratório - para ensinar Química a estudantes do curso Proeja em Operador de Computador do câmpus, onde fez estágio de regência. Por meio da produção de alimentos como um pudim de leite com calda de laranja, ela abordou teoria atômica, modelos atômicos de Bohr e de Rutherford, conceitos de pressão, volume e temperatura, estados da matéria e misturas homogêneas e heterogêneas, entre outros assuntos.

O público com o qual Carolina trabalhou, estudantes da educação de jovens e adultos, é bastante heterogêneo - na turma, havia pessoas de 18 a 76 anos -, em geral está há longo tempo fora da escola e precisa ter todo o conteúdo do ensino médio em dois anos. "Todo o conteúdo de primeiro ano do ensino médio, com o qual trabalhei, foi dado em um semestre", conta. Para envolver ainda mais a turma nas aulas, ela pediu para que cada um trouxesse uma receita de casa e trabalhasse, por meio, dela, conceitos de química. “Foi uma experiência e tanto e me motivou ainda mais a dar aula”, relata.

Carolina fala sobre como pensou em usar a cozinha para ensinar Química a estudantes do Proeja


No áudio a seguir, ela explica quais conteúdos conseguiu trabalhar

Foi a primeira experiência de Carolina com público de educação de jovens e adultos. Ela relata como foi



Quadrinhos, animes e mangás

Em seu estágio de regência com uma turma do primeiro ano da escola estadual Francisco Tolentino, do Centro Histórico de São José, Rosalbia Falcão usou quadrinhos, animes (desenhos animados japoneses) e mangás (quadrinhos japoneses) como material de apoio para as aulas. “Eu sempre gostei de quadrinhos, então, achei que podia unir esses dois lados da minha vida: os quadrinhos com o ensino de Química”, afirma. Com os materiais, abordou temas como a história dos modelos atômicos e a alquimia, conforme explica no áudio a seguir.



Os alunos dela também desenvolveram, como trabalho final do projeto, seus próprios quadrinhos para demonstrar o que aprenderam. Ela mostra um exemplo no vídeo abaixo.



"Deu para perceber que eles gostaram de trabalhar com um método diferente e entenderam o assunto. É algo que está muito próximo da vida do jovem, então seria uma forma mais fácil de eles conseguirem assimilar os conteúdos e se identificar mais com a Química", avalia. No vídeo a seguir, ela dá mais detalhes sobre por que teve a ideia e como os alunos da escola Francisco Tolentino receberam a proposta.


Vermicompostagem

Denise Gomes da Silva Costa também fez estágio com turma do primeiro ano do ensino médio na escola Francisco Tolentino e desenvolveu um material didático próprio para ensinar Química. Ela elaborou uma composteira pedagógica com garrafas de cinco litros de água mineral e trabalhou, durante os dois meses de estágio de regência, a vermicompostagem (produção de fertilizante natural com uso de minhocas) como apoio ao ensino.


A turma foi dividida em grupos e cada um montou sua própria composteira e depois relatou o que aprendeu. A ideia de usar a vermicompostagem surgiu de um curso sobre o tema que Denise fez como ouvinte em Florianópolis.

“Eu tinha vontade de trabalhar com educação ambiental e queria que eles mesmos fizessem suas composteiras, para que se sentissem protagonistas do processo”, conta Denise. Nos dois vídeos a seguir, ela explica como montou as composteiras e como obteve o fertilizante.



Os temas de Química que Denise conseguiu abordar  com a composteira foram, entre outros, pH, sais, óxidos e formação de gases, conforme explica nos áudios abaixo. Além disso, a escola acabou construindo uma composteira no qual são depositados os resíduos orgânicos da cantina. "Foi a partir desse projeto que a escola decidiu ter a composteira. Esse era o objetivo também: trazer um benefício para a escola", explica a estudante do IFSC.


 

Estágios

Os três projetos fizeram parte dos estágios supervisionados do curso de licenciatura em Química do Câmpus São José, que são realizados da sexta até a nona (e última) fase do curso. Para saber mais sobre eles, leia reportagem publicada no Portal do IFSC.

 

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