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Egressa usa conhecimentos de Agroecologia e Agronegócio na vida pessoal e profissional

ENSINO Data de Publicação: 07 dez 2018 10:50 Data de Atualização: 07 dez 2018 13:30

O amor por mexer na terra, plantar mudas, colher frutos, enfim, pelo cultivo de hortifrutigranjeiros, ela herdou do tio Matusalen Iochpe, que também era dono da empresa de fruticultura Malke, de Lages. Mas o querer mais fez com que a hoje egressa do Câmpus Lages, Rita de Cássia Daboit Castagna, voltasse aos estudos em 2014, na época com 48 anos. Atuamente, possui dois cursos técnicos concluídos no seu currículo: em Agroecologia e em Agronegócio, além do curso de Qualificação Profissional (FIC) em Agricultura Familiar.

Rita, que já foi homenageada no Prêmio IFSC 2018 por ser uma aluna comprometida com suas atividades e sempre disposta a ajudar, aprendeu aos 16 anos com o tio a cultivar a terra. “O tempo passou e acabei me direcionando para outras atividades. Quando soube que teríamos um Câmpus do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em Lages com o curso técnico em Agroecologia, logo me imaginei aqui e fiz de tudo para cursar. Consegui. Sabe quando você revive momentos?”, relata.

No IFSC, ela participou do programa Mulheres Sim, no ensino do artesanato em Lages, com foco na economia solidária, e estagiou na área de agroecologia, participando de projetos na área de frutíferas com o professor Roberto Komatsu. “No estágio adquiri muita experiência. Foi muito importante, porque me proporcionou o aprimoramento na área”, explica. 

Atualmente, Rita está formada e realiza suas atividades aplicando seus conhecimentos em uma loja de produtos naturais e orgânicos. “Onde estou trabalhando é muito bom por poder aplicar o que aprendi durante os cursos. Por exemplo, na questão dos orgânicos, saber identificar a procedência”, diz. Segundo ela, as questões de sustentabilidade estão sendo trabalhadas no local e algumas mudanças estão surgindo, como as cestas de vime. 

Rita já trabalha em novos projetos e oportunidades. Foi a partir do IFSC que ela afirma ter descoberto sua verdadeira vocação. “Tive professores competentes e demais servidores sempre dispostos a me auxiliar. Com 48 anos [idade que tinha em 2014, quando ingressou no Instituto] você ter a oportunidade que eu tive, não tem preço”, afirma. E finaliza comentando que é uma pessoa feliz: “Nunca é tarde para abraçar oportunidades. Com amor, até a natureza colabora”.

ENSINO CÂMPUS LAGES