Sepei 2016: premiados no Desafio IFSC de Ideias Inovadoras contam suas histórias


Durante o 5º Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC (Sepei), em Criciúma, foram apresentados os resultados do Desafio IFSC de Ideias Inovadoras, finalizado em novembro de 2015, em uma mesa-redonda que reuniu quatro das cinco equipes premiadas. Lançado em abril do mesmo ano, o projeto envolveu um total de 84 equipes, que participaram de uma capacitação para futuros empreendedores oferecida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), parceiro da iniciativa.

Natan Ogliari, aluno do curso de Engenharia Eletrônica do Câmpus Florianópolis, na equipe CN Agricultura de Precisão apresentou seu protótipo de monitoramento agrícola. Ele é filho de agricultores e a ideia surgiu pela necessidade de mapear a lavoura para para detectar a falta de micro e macro nutrientes nas plantas. Por meio de um drone que realiza a coleta de dados, um software faz uma varredura para identificar os pontos problemáticos da plantação, principalmente entre as fases de pré-plantio e pós-colheita. “Vi que o agricultor chega a perder de 5 a 10% da produção por causa disso. Eu cresci no meio da agricultura e meu pai sempre me incentivou a estudar. Depois do curso técnico eu fiquei com ideias nessa área agrícola de precisão, que cresce muito no Brasil, mas ainda está defasada em relação a outros países. Decidi participar do Desafio para criar ideias nessa área”, comenta.

A aluna do curso de Engenharia de Telecomunicações do Câmpus São José Kristhine Schaeffer Fertig representou a equipe Tele2U, que desenvolveu o sistema Tkmed, um dispositivo eletrônico para controle de medicamentos. Através de aplicativos de celular em conexão com o dispositivo será possível cruzar dados para fornecer ao usuário a possibilidade de controlar horários, dosagens, saber se o medicamento está acabando ou se a receita está próxima do vencimento. “É um problema real de saúde. Segundo o IBGE haverá um crescimento de 88% no número de idosos até 2050 e a grande maioria deles já utiliza medicamentos controlados. O que nos move é esse anseio de usar a tecnologia na criação de soluções de problemas do dia a dia. Aprendemos no desafio que se não deu certo foi um aprendizado, e assim vamos buscar uma nova maneira de resolvê-lo”, comenta. Fazem parte da equipe também as alunas Jessica da Silva Hahn, Leticia Aparecida Coelho e Katharine Schaeffer Fertig.

Procurar um jeito de produzir energia hidrelétrica com baixo custo e menor impacto ambiental. Esse era o objetivo da equipe Aprova, do curso de Engenharia de Controle e Automação do Câmpus Chapecó. Nas palavras do aluno Eduardo Figueiró o protótipo criado pela equipe permite um aproveitamento de pequenas quedas d’água e tem uma alta eficiência, utilizando os princípios do Parafuso de Arquimedes. Além disso, permite a passagem de peixes e assim evitando danos ambientais. “A nossa região (Oeste de Santa Catarina) é muito forte na agroindústria. Participar do desafio ajudou a propor benefícios para esse setor, por meio do corte de custos e melhoria na produtividade. Já temos empresas interessadas em desenvolver a ideia”, conta.

Em 2011, mais de mil pessoas morreram em decorrência de eventos extremos da natureza. Para tentar reduzir esse número, a equipe Comando, composta por alunos da Engenharia Mecatrônica do Câmpus Florianópolis, criaram um sistema de rádio inteligente para transmissão de dados remotos. O objetivo é ajudar na prevenção desses eventos por meio da coleta de dados meteorológicos que possam avisar as autoridades locais da iminência de um acontecimento dessa natureza. “Os governos costumam agir já no pós-evento e hoje esse monitoramento é feito com sinais de telefonia, o que é ruim em regiões de difícil acesso. Participamos da empresa júnior e contamos com apoio dos laboratórios e materiais do câmpus, isso ajuda muito na execução do projeto. Tivemos dificuldade no aproveitamento dos dados técnicos, uma vez que não contávamos com meteorologista na equipe. Mas foi muito bom”, conta Matheus Souza dos Santos. Participaram da equipe Lucas Dal Ponte Feliciano e Carolini de Souza Pocovi.

Após a explanação de cada projeto, as equipes responderam a perguntas da plateia e trocaram experiências. “Foram três fases de competição, além da quarta que era a execução dos projetos. Quase 300 alunos se inscreveram no Desafio, com idades entre 15 e 58 anos, de diversos cursos, sejam técnicos ou superiores. Ficamos muito felizes com os resultados e investimos muito para despertar essas inovação nos alunos. As oportunidade estão por aí quando descobrimos problemas em coisas que nos incomodam”, completa o Chefe de Departamento de Inovação e Assuntos Internacionais, Luiz Henrique Castelan Carlson, mediador da mesa e coordenador do Desafio IFSC de Ideias Inovadoras.

Por Rafael Xavier dos Passos | Jornalista IFSC


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