“Educação profissional precisa de novos professores”, afirma palestrante

 

“Para dar conta de uma nova educação profissional, precisamos de novos professores”, destaca o educador, sociólogo e filósofo Francisco Aparecido Cordão, palestrante da aula inaugural da especialização em Docência na Educação Profissional, realizada nesta quinta-feira (20), no auditório da Reitoria.

Cordão, que já atuou como conselheiro nos conselhos de Educação do município e do estado de São Paulo e na Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), afirma que “a educação do século 21 foi estruturada no século 20, inspirada em diretrizes do século 19” e, para mudar esse cenário, é preciso repensar as práticas educativas, em especial no ensino profissional. Nesse sentido, elogiou o “curso ousado e inovador na formação de docentes de educação profissional” ofertado pelo IFSC.

Durante sua fala, Cordão ressaltou as rápidas mudanças no mercado de trabalho e na produção de conhecimento. “Os enciclopedistas do século passado achavam que se poderia ensinar na escola todo o conhecimento acumulado pela humanidade. Hoje, a produção de conhecimento é imensa e isso é impossível. Por isso, o professor não deve preparar o aluno para os dias atuais, porque ao terminar o curso, esse conhecimento estará defasado. O aluno precisa aprender a aprender”.

Para que a aprendizagem seja efetiva, segundo o palestrante, o professor precisa ter clareza do seu papel, de fazer com que a aprendizagem aconteça. Para isso, precisa ensinar o aluno a fazer, não apenas a reproduzir conteúdos. “Se o aluno não sabe fazer, então ele não aprendeu”, enfatiza.

Também destacou a importância de um projeto pedagógico alinhado com o setor produtivo e com os anseios sociais, tendo o aluno com o agente do processo: aquele que faz, pergunta, pesquisa, discute, descobre, cria e aprende. “O grande diferencial do professor da educação profissional é que ele deve preparar o cidadão para aprender a trabalhar em contextos profissionais cada vez mais complexos e exigentes de qualidade, produtividade e competitividade”, resume.

Especialização teve 1,5 mil inscritos

A  especialização em Docência na Educação Profissional teve cerca de 1,5 mil inscritos para as 300 vagas oferecidas em 11 polos de educação profissional do IFSC, localizados nos câmpus de Lages, Tubarão, Gaspar, Garopaba, Canoinhas, Caçador, São Lourenço do Oeste, Criciúma, São Miguel do Oeste, Florianópolis-Continente e São Carlos.

O coordenador do curso, Carlos Alberto de Mello, explica que esta é a primeira turma da especialização com plano pedagógico desenvolvido por grupo de trabalho do Cerfead. Em 2014, foi ofertada uma primeira especialização com esta temática, mas a partir de um plano pedagógico desenvolvido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e exclusivo para docentes da rede federal. “Entendemos que tinham pontos a serem melhorados e por isso desenvolvemos um projeto próprio, mais adequado ao público-alvo”, explica Mello.

Com o novo projeto, foi possível oferecer a especialização também para técnicos administrativos e profissionais de outras instituições, como a redes públicas estaduais e municipais e a iniciativa privada. Porém, a servidores das redes públicas de ensino têm pontuação maior na classificação.

O resultado positivo do projeto foi o grande número de inscritos. Segundo Mello, há alunos do Tocantins que virão a Santa Catarina para as atividades presenciais nos polos. Também é expressivo o número de inscritos residentes em várias regiões do Rio Grande do Sul.

A palestra foi transmitida ao vivo pela IFSCTV. Veja a gravação completa:

 


Carla Algeri | Jornalista IFSC

 

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