Relato do Luiz Fernando | Intercambista do Propicie 13

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 08 jun 2018 15:07 Data de Atualização: 08 jun 2018 15:35

O aluno Luiz Fernando, do curso técnico integrado em Mecatrônica, teve uma experiência fantástica em Portugal, ele está participando do projeto Visir no Instituto Politécnico do Porto – IPP, pena que os 3 meses passam tão rápidos, não é ? Mas o que mais importa é a experiência, que temos certeza que fará grande diferença na sua vida.

 

Vamos acompanhar?!

 

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Quando descobri o PROPICIE, em 2017, vi que era realmente possível realizar um intercâmbio fora do país, pelo IFSC. Logo, fui fazer a minha inscrição para a 12º edição do programa!

 

Entretanto, a 12° edição serviu para mim apenas como experiência no que se refere ao processo de seleção, pois cheguei até a última etapa do processo, que foi a entrevista de proficiência inglesa, onde não obtive sucesso. Se eu estava nervoso? Um pouco, porém não foi isso que me impediu de expressar-me bem, a questão é que o meu inglês (speaking) realmente não estava bom/adequado para que eu fosse contemplado.

 

Mas isso não foi um problema, foi uma experiência. A 13° edição estava à minha espera, logo no próximo semestre (2017/2). Nesse intervalo que tive até o próximo período de inscrição iniciar, estudei inglês como nunca havia estudado, na verdade não estudei, pratiquei! Conversava nos intervalos com um colega americano estudante do IFSC, pedia auxílios para os profs. da língua, pedia aulas extras de conversação inglesa no meu curso particular, enfim, fui atrás de recursos para que, em alguns meses, eu estivesse preparado para a entrevista, pois eu estava confiante que alcançaria novamente a última etapa. Felizmente, a 13º edição do PROPICIE chegou e eu estava pronto para agarrá-la. Minha nota da entrevista foi de 2,0 para 7,0. Naquele momento, percebi que mesmo antes de realizar o intercâmbio, eu já havia aprendido muita coisa! Felicidade resumia tudo o que estava se passando. E ainda está.

 

Um ponto interessante desta história toda é que eu não havia falado nada pra minha mãe. Falei pra ela da 12° edição e percebi que no dia do resultado ela havia ficado mais triste do que eu. Portanto, da 13° edição eu falei pra ela só no dia do resultado! E aí, foi onde muita coisa iniciou. Ficamos todos muito felizes, mas já era hora de botar a mão na massa para que tudo desse certo e eu chegasse realmente em Porto – Portugal.

 

Eu já havia saído de Brasil, mas não da América do Sul, e muito menos sozinho! Este fator fez com que minha mãe se preocupasse com muitas coisas. Sobre o edital, por exemplo, ela quis saber de tudo (risos). Mas, além de tudo, ela sempre confiou em mim e sabia que eu era capaz de vivenciar de forma correta e aproveitadora essa incrível experiência, até porque ela sempre foi professora, e como professora e mãe ela tinha consciência da oportunidade que eu estava recebendo, algo de muita importância e que não é tão simples de realizar como bolsista, mas no IFSC, é possível!

 

Bom, como eu já havia tentado a 12° edição, muitas coisas ficaram mais simples para mim já nesta edição. Não tive tanta correria quanto aos documentos, por exemplo, na 13° edição eu já estava emancipado, já possuía passaporte, etc. Após o resultado, tive apenas que ir atrás das passagens, do seguro de saúde, da moradia em Portugal, etc. Tudo isso com o auxilio financeiro que o IFSC me concedeu, é claro.

 

Para finalizar, declaro que tudo isso valeu a pena. Cheguei em Porto no dia 11/03 e estou, no meu ritmo, aproveitando o máximo que esta experiência está me fornecendo. Já estou para embarcar de volta ao Brasil no dia 09/06, meu projeto já está se encerrando, pude cumprir com o meu compromisso. Aí se completam 3 meses. Minha sensação é que aproveitei bem, tudo é experiência, por isso é claro que houve erros e acertos, o bom disso é que ambos me ajudaram a crescer.

 

Volto para o Brasil com a mesma aparência, com o mesmo jeito. Mas, com uma visão, pensamento, um pouco diferente. Convivi com portugueses por todo o lugar, em casa convivi com um filipino, um tcheco, brasileiros e portugueses. A diversidade é linda!

 

Obrigado ASSINT, obrigado professores e colegas, obrigado família. Para estudantes interessados e que estão lendo este relato, o que eu tenho a dizer é que experimentem! Eu posso até contar como foi e está sendo, mas não tem comparação com a vivência em si, real, de estar aqui. Recomendo para todos os estudantes que respeitem os requisitos exigidos, participam!

 

Desculpas pelas longas palavras, mas é que tudo isso inspira, muito.

 

Abraços,

Luiz Fernando Anacleto.

 

 

 

 

Assessoria de Assuntos Estratégicos e Internacionais 

 

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