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Estudantes desenvolvem aplicativo que facilita a comunicação dos surdos com ouvintes

CÂMPUS PALHOÇA BILÍNGUE Data de Publicação: 04 out 2018 18:22 Data de Atualização: 05 out 2018 14:45

Melhorar a comunicação entre surdos e ouvintes que não dominam a língua de sinais é o objetivo de um projeto desenvolvido por quatro estudantes do curso superior de tecnologia em Produção Multimídia do Câmpus Palhoça Bilíngue. O aplicativo “Hand for Us” (“Mãos para Nós”, em inglês) foi construído para funcionar de maneira colaborativa, por meio de voluntários, e foi inscrito no Desafio IFSC de Ideias Inovadoras, cujo resultado foi divulgado no encerramento do Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei), realizado em setembro. A equipe de Palhoça ficou em quinto lugar no concurso.

Por meio do aplicativo, o surdo pode pedir auxílio a pessoas ouvintes cadastradas voluntariamente no aplicativo – o sistema envia um alerta a essas pessoas, que podem atender ao chamado. Abre-se, então, uma chamada de vídeo, na qual o surdo pode dizer em língua de sinais o que necessita ao voluntário que, por sua vez, explica ao outro ouvinte o que o surdo necessita. Ao final, o atendimento feito pelo voluntário pode ser avaliado, semelhante ao que ocorre com aplicativos de carona, por exemplo.

“Uma pessoa usa o aplicativo para pedir auxílio e a outra para auxiliar”, resume o professor Bruno Panerai Velloso, mentor da equipe IPB no Desafio IFSC. Isso pode ocorrer, por exemplo, numa situação em que a pessoa surda  precisa pedir informações ou comprar algum produto e precisa falar com alguém que não domina a língua de sinais.

O grupo de estudantes responsável pelo projeto é formado por Carlos Eduardo Rocha de Carvalho, Flávia Anderson, Gustavo Rodrigues Paes e Júlio César Demétrio. “Trabalhamos em conjunto, mas cada um com suas funções”, diz Flávia, responsável pela parte de identidade visual. Gustavo e Júlio atuam com a programação e desenvolvimento. O protótipo do Hand for Us já foi elaborado e, no momento, o grupo estuda melhorias na tecnologia.

Carlos é o idealizador do aplicativo, que surgiu do convívio com colegas e servidores surdos no Câmpus Palhoça Bilíngue. “Eu não tenho caso de pessoas surdas na família, então nunca tinha pensado sobre isso”, comenta o estudante, natural de Imbituba, no Litoral Sul catarinense. Mesmo com o fim do Desafio IFSC, o grupo continua trabalhando no aplicativo e planeja apresentá-lo à comunidade surda.

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