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Relato da Camila Carvalho | PROPICIE 15

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 29 mar 2019 12:00 Data de Atualização: 05 abr 2019 13:17

“Os primeiros quinze dias pareceram meses de tantas experiências vividas. A pressa do tempo aumenta, assim como a minha vontade de conhecer as vielas de Beja. A miscelânea de momentos vividos até o momento fazem-me livro em constante preenchimento. Risadas, sabores, novas pessoas, estudos. Outra perspectiva. O que mais tem chamado-me atenção é o intercâmbio cultural entre os jovens intercambistas do Instituto Politécnico de Beja. Dentro deste prisma, cabe-se destacar a empatia dos jovens brasileiros que aqui moram para ajudar o novo estudante a situar-se na moradia, escola, cidade e acostumar-se com a saudade, que, às vezes, aperta no peito dos estudantes que se acompanham na vida em um país longe de casa.

Com relação ao desenvolvimento do projeto, na primeira semana ocorreu o processo de adaptação ao ambiente, aos métodos e equipamentos utilizados. Já na segunda semana, passamos a ter a participação efetiva nas técnicas desenvolvidas no FitoFarmGest, desde o trabalho no laboratório até a viagem de campo à plantação de alho para analisar a biodiversidade de insetos na região do Alentejo.

A partir da minha área de estudo no Brasil, Química, a orientadora do projeto acabou por planejar um cronograma de atividades no viés químico do projeto. Por exemplo, como a determinação dos parâmetros físico-químicos, do azoto, bem como  potássio, fósforo e  dos metais presentes em amostras de solo da região. No dia de amanhã, passarei para o laboratório de granulometria de solos, a segunda tarefa do mês de março.

Desde o momento da minha chegada a Beja, passei a valorizar mais a cultura do meu país e defendê-la com toda força contida no gentílico pátrio que carrego. Principalmente, na tentativa de mostrar outras perspectivas das terras brasileiras para além dos estereótipos apresentados na televisão para os estrangeiros. Já dizia Chimamanda que estes podem ser verdadeiros, mas incompletos, fazendo com que uma história se torne a única história. Ademais, vale destacar a interseccionalidade dos estudos no Brasil, pelo menos no IFSC, ressignificando o conhecimento como uma teia, a qual liga o método, o pensamento crítico e a prática nas mais variadas áreas de estudo. Agradeço ao Instituto Federal pela formação de estudantes com a oportunidade de entrar em contato com a ciência a partir do protagonismo estudantil/jovem”.

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