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Projeto de extensão prepara estudantes de escola municipal para olimpíadas de matemática

EXTENSÃO Data de Publicação: 11 abr 2019 09:10 Data de Atualização: 11 abr 2019 09:53

Resolver problemas, testar o conhecimento e passar de fase. Estes são os desafios que atraem estudantes de todo país para as olimpíadas de matemática. Para quatro alunos dos cursos técnicos integrados do Câmpus Joinville, a lista de metas ganhou um item a mais: compartilhar o conhecimento e a paixão pela matemática com estudantes do ensino fundamental. João Marcos de Oliveira, Natália Gandra dos Santos Trigoli, Raíssa Barbi Ciscon e Sarah Isabella da Costa são bolsistas do projeto de extensão Divulgação e preparação para olimpíadas de matemática em escolas da rede municipal de Joinville.

O projeto-piloto acontece em parceria com a Escola Municipal Professora Zulma do Rosário Miranda, localizada no mesmo bairro do IFSC, o Costa e Silva. Atualmente, estão sendo atendidos 85 alunos em quatro turmas, duas de nível I (6º e 7º anos) e duas de nível II (8º e 9º anos). Os encontros acontecem às terças-feiras no contraturno escolar, de manhã, na escola municipal, e, à tarde, no Câmpus Joinville.

"Nossos objetivos são fomentar o estudo da matemática, incentivar a participação nas olimpíadas e mostrar que a matemática pode ser trabalhada de forma concreta e lúdica", explica o coordenador do projeto e professor da disciplina, Paulo Amaro dos Santos. Neste contexto, ele acredita que a participação dos estudantes do IFSC no projeto é fundamental para transferir vivências positivas de aprendizado. "Eles estão tendo a experiência do outro lado da sala de aula, de didática", comenta.

Natália Trigoli, do 5º módulo do Ensino Médio Técnico Integrado em Eletroeletrônica, está aproveitando a oportunidade para confirmar sua aptidão. "Sempre gostei muito de matemática, mas tinha dúvidas se me daria bem em sala da aula. Fiquei encantada com o projeto e pretendo fazer faculdade na área", conta. "Senti que posso mudar o jeito deles aprenderem e de que estou fazendo parte do seu crescimento intelectual", complementa, entusiasmada por poder mostrar outros jeitos de se pensar a matemática.

Para planejar as aulas, os bolsistas trabalham em conjunto na resolução de problemas das edições anteriores das olimpíadas e discutem os exercícios que serão aplicados para cada turma, a partir dos materiais disponibilizados pelo Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e Olimpíada Regional de Matemática de Santa Catarina (ORM), que são o foco do projeto de extensão. Neste ano, a primeira fase da Obmep está marcada para 21 de maio. Já a primeira prova da ORM acontece no dia 18 de junho.

A experiência está agradando os alunos da escola municipal, Eduardo Will, do 8º ano, e Bruno Fusinato e Pedro Günther, do 9º ano. Apaixonados por matemática, eles ficaram ainda mais animados com as oficinas e ansiosos pelas provas das olimpíadas. "Os assuntos são mais avançados e ajudam a gente a usufruir mais conhecimento", comentam Eduardo e Pedro, que já contam com uma medalha de prata e uma de bronze cada um.

Enquanto isso, Bruno pretende inaugurar sua coleção. Ele acredita que herdou do pai o gosto pela área de exatas. "A matemática é o universo em miniatura", defende. Para ele, a felicidade está em conseguir fazer os exercícios, chegar ao resultado final. "A matemática atrai pelo desafio", concordam os colegas, dispostos a conquistar a medalha de ouro neste ano. "A medalha é só uma forma física da gente lembrar o que conseguiu."

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