Pular para o conteúdo

Notícias

Equipe orientada por estudante do Câmpus Florianópolis vence Technovation Challenge 2019

ENSINO Data de Publicação: 16 mai 2019 13:21 Data de Atualização: 16 mai 2019 13:24

Uma equipe de meninas da escola Herondina Medeiros Zeferino, em Florianópolis, foi a vencedora da regional do Technovation Challenge 2019, na categoria Júnior. As alunas foram orientadas pelos mentores Felipe de Oliveira e Natália Maia. Felipe é estudante do curso técnico integrado de Química do Câmpus Florianópolis.

O Technovation Challenge oferece a meninas em todo o mundo a oportunidade de aprender as habilidades necessárias para se tornarem empreendedoras e líderes em tecnologia. Mais de 19 mil garotas em todo o mundo se inscreveram para participar do Technovation em 2018, criando aplicativos e iniciando negócios que solucionam problemas em suas comunidades. O programa começou em 2009, em Mountain View, Califórnia. Em 2013, a competição foi aberta globalmente pela primeira vez e contou com a participação de meninas de países como Índia, China, Indonésia, Inglaterra, Ucrânia, Gana, Nigéria e Brasil.

A criação do aplicativo Librianos, o mundo das Libras, deu a vitória a Milleny Beck Domingues Jacobi (turma 73), Jennifer Cardoso da Luz (turma 95) e Joanna Lopes Fernandez (turma 73). Como prêmio, elas receberam o valor de R$ 10 mil em cursos de capacitação na empresa I Do Code.

Felipe foi convidado para mentor do grupo pela professora Giselle Araújo, da escola Herondina. “Eu estudei lá antes do IFSC. Nunca tinha feito nada na área de programação, mas o próprio Technovation dá um bom treinamento. O legal é que fui aprendendo com elas”, explica.

O futuro técnico em Química começou a preparação com a equipe em 2018. As estudantes relatam que ficaram envolvidas por três meses em estudos, pesquisas, debates e na construção efetiva do aplicativo. Junto com cerca de 30 estudantes da Herondina, elas participaram de 10 encontros no Sebrae e de reuniões semanais na escola, em contraturno. As atividades ainda envolveram dezenas de horas de dedicação em casa. Durante esse tempo todo, a equipe começou a entender melhor programação, design, marketing e de edições de vídeo. O software utilizado para a criação do aplicativo foi o APP Inventor, disponibilizado gratuitamente pela Google. “Eu sempre quis ser professor. Pretendo seguir carreira na Química e voltar ao IFSC como docente. Foi uma experiência muito boa poder acompanhar o desenvolvimento das meninas. No começo, elas achavam que não dariam conta, mas foram amadurecendo. Estudar no Câmpus Florianópolis agregou muito, pois os professores daqui incentivam muito a nossa participação nesse tipo de atividade. Só fortaleceu minha vontade de ser professor, inclusive às vezes me chamavam assim”, lembra Felipe.

A escolha do tema foi definido dentre muitas possibilidades. E a ideia de um aplicativo de Libras surgiu como uma forma de contribuir na inclusão da parcela da população brasileira que acaba sendo excluída de determinados espaços e atividades. O aplicativo possui vídeos que ensinam a língua e um ícone com notícias e informações envolvendo o tema. Além disso, é possível que pessoas fluentes em Libras possam gravar vídeos e encaminhar para avaliação e publicação no aplicativo. Elas planejam ainda a construção de ícones com jogos, e dicas de sites acessíveis em Libras.

Por terem vencido o Pitch regional, as meninas participarão de uma etapa online, na qual as equipes vencedoras irão para a final presencial, nos Estados Unidos, em agosto.

ENSINO