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Intercambista relata aprendizados de vida após quase três meses do outro lado do oceano

ENSINO Data de Publicação: 27 mai 2019 08:29 Data de Atualização: 27 mai 2019 08:40

Faltando duas semanas para retornar de Portugal, a aluna do Câmpus São Miguel do Oeste, Marcielly Buttner, já começa a refletir sobre os principais benefícios de estudar três meses no outro lado do oceano, em Portugal: aperfeiçoar o inglês, sair da zona de conforto e ser resiliente.

Ainda antes de entrar no Instituto Federal, Marcielly acompanhava alunos participando do Propicie, o intercâmbio do IFSC. Quando começou a cursar o Ensino Médio Técnico Integrado em Agropecuária, a aluna era sempre estimulada pelos professores e pelos pais a participar de projetos extraclasse.

“Quando eu lia relatos de pessoas que já fizeram intercâmbio crescia o desejo de conhecer o novo e ter novas experiências com culturas, lugares e pessoas diferentes e também por saber o quanto uma oportunidade como essa agrega na vida de qualquer pessoa”, conta.

Com a decisão tomada de participar da seleção do Propicie, Marci começou a se dedicar ainda mais para o inglês – que já havia começado a estudar cinco anos antes em um cursinho – e para todas as outras disciplinas. “É importante ter boas notas escolares, assiduidade e interesse, dessa forma, estudar torna-se algo prazeroso, sobretudo, na área de interesse de cada pessoa. No primeiro ano, abdiquei de outras atividades para focar nos estudos, hoje percebo que tudo valeu a pena”, afirma.

O embarque foi no início de março e o retorno está marcado para 7 de junho. Embora esteja em Portugal, ou seja, em um país de língua portuguesa, Marci tem contato o tempo todo com pessoas de outros países. “Estou em um quarto com duas francesas e uma italiana e sem o inglês não aconteceria o mínimo entrosamento”, relata.

Marci estuda no Instituto Politécnico de Beja, na cidade de Beja. Ela participa do projeto “INTERATrigo”, que avalia as respostas da cultura do trigo para diferentes tipos de adubação nitrogenada e métodos de irrigação, levando em consideração o clima mediterrâneo da região.

A participação no projeto e a moradia com pessoas de outros países fez com que Marci saísse totalmente da zona de conforto: “resiliência nunca esteve tão presente na minha vida. A todo momento circunstâncias diferentes e, em alguns momentos, inusitadas acontecem, ainda mais por estar em outro país com uma cultura diferente”.

“Eu aprendi a lidar com essas vicissitudes e a valorizá-las, pois são por meio dessas que surgem meus maiores aprendizados, tornando-me uma pessoa melhor, mais madura e com uma visão ampliada do mundo que me cerca. Além disso, o contato com novas culturas, pessoas e lugares é imensuravelmente enriquecedor, são inúmeras lições e ensinamentos, muitas vezes demoro dias para discernir tudo”, afirma.

Marci também conta que, além das pessoas que estão na própria residência (que nesse semestre são espanhóis, turcos, italianos, franceses e brasileiros), há os estudantes do Programa Erasmus, que vem de outros países da Europa, como a Bélgica. “A única forma de comunicação é o inglês, mas outros idiomas como o espanhol também é válido e muito útil.”

Também surgem oportunidades de visitar outros países próximos a Portugal. “São sempre viagens incríveis, pois estamos no velho continente, cada canto é histórico. Poder estar em lugares que ocorreram fatos tão importantes no passado para a história da humanidade, os quais você estudou na escola, e perceber o quanto o contemporâneo entrelaça o antigo é inexplicável.”

Quer fazer um intercâmbio?
Os alunos selecionados no Propicie 15 embarcaram para seus destinos internacionais no mês de março. É possível acompanhar suas experiências pelo Blog dos Intercambistas. Os alunos interessados também podem acompanhar as informações pela página de intercâmbio e já ir providenciando alguns documentos como passaporte e vistos, além de aprender um segundo idioma.

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