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Mostra cultural alcança público recorde e supera expectativas

EVENTOS Data de Publicação: 07 jun 2019 07:29 Data de Atualização: 07 jun 2019 07:34

O Câmpus Criciúma viveu, na última terça (4), um dia tomado por manifestações artísticas e culturais. Isto porque aconteceu a 4º edição da Mostra Curto Circuito de Arte e Cultura, evento anual que busca trazer o trabalhos de artistas profissionais e amadores da região para dentro do Câmpus, transformando o IFSC como palco de um levante cultural.

Com o hall repleto de desenhos, poemas e histórias, a Mostra alcançou o maior número de inscritos desde a sua primeira edição, o que acabou resultando em um auditório lotado e demais espaços cheios de oficinas multiculturais. “Conseguimos alcançar um público recorde em todos os espaços com propostas de ocupação”, afirma o professor de Artes e membro da organização do evento, Jonathan Braga. A organização estima que, entre público e propositores, cerca de 500 pessoas participaram da Mostra. O auditório esteve lotado durante os três turnos e o Câmpus recebeu visitas de pais de alunos do IFSC e também alunos de outras escolas que trouxeram suas apresentações.

O evento trouxe para o palco dezenas de apresentações musicais, além de dança, saraus literários e curta-metragens. Gabriel Brunél e Renan Goularti, estudantes do terceiro ano de Química e Mecatrônica do Câmpus Criciúma, foram responsáveis por arrancar muitas risadas do público ao se apresentarem com a peça “A Encadernadora”, de Karl Valentin. Eles participam do Laboratório de Expressão Corporal, um projeto que busca promover a interação entre as pessoas por meio de jogos e exercícios, algo que certamente ajudou os alunos a se “soltarem” em frente à plateia.

Para Gabriel, a Mostra Cultural é um dos eventos mais importantes do Câmpus, já que aproxima as pessoas de linguagens que elas não costumam ter contato no cotidiano. “É uma imersão de cultura que todo mundo necessita”, comenta.

Professor de Artes Visuais no Colégio Michel, Gabriel Valga foi o responsável por inaugurar a primeira oficina multicultural do dia, apresentando aos alunos a Body Art Camouflage, um tipo de maquiagem artística contemporânea. Formado em 2014 pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Gabriel já realizava trabalhos como maquiador artístico e, ao ser chamado para trabalhar em um salão, pôde aprimorar ainda mais suas técnicas em Body Art e na área da beleza.

“A body art veio como uma vertente para mim porque eu sempre gostei bastante da técnica da pintura e da maquiagem”, afirma o professor, que destaca a importância de eventos como este para a valorização de artistas de região.

A capoeira também marcou presença entre as oficinas. O professor de Educação Física Lucas Barbosa trabalha com um projeto de capoeira desenvolvido na área da educação especial, e viu na Mostra uma oportunidade de resgatar esta cultura tão rica que costumava ser trabalhada dentro das escolas. “Às vezes o currículo escolar não consegue dar conta de todo o tipo de cultura, então quando surge como uma cultura diferente como esta acaba abrindo a mente de um aluno”, afirma Lucas.

Estudante do terceiro ano de Mecatrônica, Douglas Pereira participou ativamente das últimas três edições da Mostra, na comissão organizadora, e descreve esta como a melhor de todas. “Essa com certeza foi a melhor Mostra de todas, com muitos artistas que nunca haviam se apresentado. Como aluno, acredito que seja um evento legal para distrair um pouco da sala de aula, sair desse ambiente fechado e praticar atividades mais lúdicas”, afirma.

Segundo Jonathan Braga, a Mostra vem se mostrando um espaço importante tanto para a comunidade interna quanto externa, adquirindo uma certa relevância dentro do calendário educacional, o que explica o crescimento de público no evento. “É muito importante que esses espaços culturais cresçam, pois mostram que há uma necessidade e uma demanda de outros discursos e formas de comunicação e expressão”, conclui.

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