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Pesquisa estuda influência da recarga da cuia na aceitação do chimarrão

PESQUISA Data de Publicação: 20 set 2019 17:39 Data de Atualização: 20 set 2019 17:52
Típica bebida da região Sul do Brasil, o chimarrão está presente na rotina de muitas pessoas, seja em casa ou no trabalho, em família, sozinhas ou entre amigos. O consumo de chimarrão é tão importante cultural e economicamente que também recebe a atenção de pesquisadores. No Câmpus Canoinhas, a pesquisa “Influência da marca na aceitação sensorial de chimarrão” já começa a apresentar os primeiros resultados.

Para dar suporte às análises sensoriais que serão realizadas para estudar a influência da marca, a equipe de pesquisadores realizou uma pesquisa inicial para saber quantas recargas de chimarrão são possíveis até a alteração do sabor da erva. A conclusão? “Até a quarta recarga da cuia, os consumidores podem consumir o chimarrão sem que a sua aceitação seja influenciada”, responde o coordenador do projeto, Luiz Paulo de Lima.

O número de quatro recargas possíveis foi encontrado após um experimento de avaliação com 72 julgadores, entre estudantes e servidores do Câmpus Canoinhas, realizado nos dias 1, 8 e 9 de agosto. Todos os avaliadores receberam cuias referentes à primeira, segunda, terceira e quarta recargas de uma mesma erva, de uma única marca. “A cada nova recarga da cuia, uma fração dos constituintes da erva-mate migra para a água. Dessa forma, não havendo substituição da erva, a concentração destes compostos no chimarrão tende a ficar cada vez menor, o que pode influenciar a sua aceitação”, explica o professor.

Mas, qual a importância de saber quantas recargas influenciam na aceitação do chimarrão? “Se há indícios de que cuias de diferentes recargas podem ser servidas sem prejuízo à aceitação do consumidor, para projetos futuros, isso pode proporcionar uma grande redução de custos com a aquisição de ervas e com o preparo do chimarrão”, justifica.

O projeto foi aprovado com recursos do próprio IFSC, por meio do Edital Proppi/DAE nº 23, de 2018, e conta com uma equipe de cinco estudantes: Ariel Laurentino Pereira, Ernani Antonio Wolter Júnior, Hiago Tadeu Lopes Pereira e Larissa Cacilda Leite, do curso superior de tecnologia em Alimentos; e Nathália Pereira, do curso técnico integrado em Alimentos.

Os resultados da pesquisa serão apresentados no Workshop de Ciência e Tecnologia de Alimentos que o Câmpus Canoinhas realiza nos dias 24 e 25 de setembro. Com o tema “Tecnologia em Alimentos no Planalto Norte Catarinense”, o evento é organizado pelos dois cursos de Alimentos, o técnico integrado e o superior de tecnologia. As inscrições, gratuitas e abertas à comunidade externa, devem ser feitas até o dia 23, pela internet, no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

A proposta do evento deste ano é estimular discussões sobre as pesquisas que colocam em destaque culturas agropecuárias que possuem relevância social, cultural e econômica para a região, como erva-mate, pinhão, leite e carne, por exemplo. A programação terá palestras, publicação de trabalhos e apresentação de pesquisas.
 
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