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Experiência com jogos de química é publicada em livro sobre práticas inovadoras

EXTENSÃO Data de Publicação: 10 dez 2019 20:58 Data de Atualização: 11 dez 2019 08:06

Que tal reforçar o aprendizado de química orgânica brincando? A experiência com dois jogos digitais desenvolvidos no Câmpus Joinville rendeu publicação no livro “Integração de Tecnologias na Educação: Práticas inovadoras na Educação Básica - Volume 3”. No capítulo 4, os estudantes do oitavo módulo do curso técnico integrado em Eletroeletrônica do Câmpus Joinville, Mayara Tszesnioski Maçaneiro e Matheus Henrique Nascimento da Silva, e os professores de química, Lukese Rosa Menegussi, e da área elétrica, Stefano Romeu Zeplin, assinam o artigo “Avaliação dos Jogos Educacionais Saving Nano e Space Mol no ensino de Química Orgânica”.

O livro organizado por Juarez Bento da Silva, Simone Meister Sommer Bilessimo e João Bosco da Mota Alves é resultante dos artigos apresentados no III Simpósio Ibero-Americano de Tecnologias Educacionais (Sited 2019), promovido pelo Laboratório de Experimentação Remota (RExLab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), por meio do Câmpus Araranguá. O evento aconteceu em Araranguá, de 4 a 6 de junho, com o objetivo de promover um espaço de compartilhamento de experiências voltadas à integração de tecnologias e educação.

No artigo, o grupo do Câmpus Joinville deu destaque à avaliação dos jogos desenvolvidos no projeto de extensão “Pulando pela cadeia de carbono”, criados com a finalidade de auxiliar a compreensão dos conceitos da cadeia de carbono na disciplina de química. No projeto coordenado pela professora de química, com orientação técnica do professor de eletroeletrônica para o desenvolvimento dos jogos, Mayara e Matheus atuaram como bolsistas.

A metodologia de avaliação dos jogos consistiu na análise de dados de questionários elaborados com base no modelo de avaliação de jogos educativos e aplicados para turmas de quartos, sextos e oitavos módulos dos cursos técnicos integrados em Eletroeletrônica e Mecânica, entre o segundo semestre do ano passado e o primeiro deste ano, totalizando 210 alunos. “Os bons resultados obtidos para os três aspectos avaliados - motivação, experiência do usuário e aprendizagem, aliados à baixa variabilidade das respostas, demonstram o êxito do uso dos jogos no processo de aprendizagem dos conteúdos abordados”, analisam os pesquisadores.

“A química orgânica é um ramo da química que estuda os compostos do carbono. Essas substâncias estão presentes no cotidiano do aluno. Entender a representação das moléculas desses compostos, bem como suas classificações, exige abstração, concentração e muita dedicação do aluno para apropriação desse conhecimento. Assim, o professor deve buscar diferentes abordagens para auxiliá-lo. A utilização de jogos digitais é uma opção para tornar o ensino mais dinâmico e alcançar esse objetivo”, justificam.

Os jogos

Os jogos Saving Nano e Space Mol foram desenvolvidos pelos bolsistas como uma forma mais lúdica de engajar os alunos no estudo do conteúdo de química, especialmente como alternativas às listas de exercícios complementares no treino do reconhecimento e comparação de estruturas moleculares. Segundo os alunos, os jogos permitem ao jogador um papel ativo na aprendizagem, aliada ao prazer de jogar, num processo que envolve emoções, gratificação, envolvimento social e criatividade.

O Saving Nano é um jogo no qual o “Nanokid” precisa capturar as moléculas que são solicitadas e desviar-se das demais. Este jogo é composto de três fases. Na primeira, aborda-se a classificação de cadeias saturadas e insaturadas; na segunda, as cadeias normais, mistas e ramificadas; e, na terceira fase, as cadeias homogêneas e heterogêneas. “O objetivo do jogo é salvar a Nano Girl, conforme o desafio lançado na abertura do jogo e que é alcançado após a conclusão da terceira fase pelo usuário”, explicam Mayara e Matheus.

Já o Space Mol é um jogo que consiste em controlar um foguete no espaço utilizando-se as setas direcionais, cuja missão é “resgatar” moléculas de cadeia carbônica homogênea. Porém, se o usuário fizer o foguete colidir com uma molécula de cadeia heterogênea, o foguete explode. “O que torna o jogo ainda mais dinâmico é a necessidade de recarregar o combustível ao coletar as moléculas solicitadas. A tecla de espaço faz o foguete andar mais rápido, porém consome mais combustível. O foguete pode se transportar de um canto da tela até o outro e cabe ao usuário determinar a melhor estratégia para concluir a missão”, ensinam.

Conforme os estudantes, “os jogos são atraentes porque envolvem diversão, regras, objetivos, interação, resultados e respostas, adaptação, êxito, conflito, competição e desafios, resolução de problemas, representação e enredo”. Eles lembram ainda que estudos demonstram que a aplicação de jogos auxilia no desenvolvimento da concentração e na resolução de problemas, além de possuir grande potencial no desenvolvimento cognitivo.

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