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Direito adquirido: banheiro trans inclusivo é realidade no Câmpus Florianópolis-Continente

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 19 dez 2019 11:45 Data de Atualização: 23 dez 2019 10:24
Direito adquirido: banheiro trans inclusivo é realidade no Câmpus Florianópolis-Continente

Uma roda de conversa trouxe um problema à tona: a “ida ao banheiro”. O que parece tão habitual a todos, para os indivíduos trans tem causado não só desgaste psicológico como transtornos físicos. Os relatos vieram para o debate no dia 28 passado, por ocasião da "Roda de Conversa Trans", iniciativa da Diretoria de Assuntos Estudantis, que envolveu os câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Florianópolis-Continente, Criciúma e Araranguá. Para alunos trans do Câmpus Florianópolis-Continente, essa pauta não é mais problema. 

“Todos os indivíduos têm o direito de usar as instalações de higiene que correspondem à identidade de gênero do indivíduo, independentemente do sexo designado em seu nascimento.” Essa é a justificativa do câmpus ao disponibilizar desde o dia 9 de dezembro o primeiro banheiro trans inclusivo do IFSC. 

Segundo a Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão do Câmpus, a realocação do espaço não teve custo algum, já que o banheiro trans inclusivo é um WC feminino, que já tinha divisórias, e no qual a única adaptação foi da placa de identificação na porta de acesso. 

O banheiro trans inclusivo está localizado no primeiro piso, ao lado da porta de entrada do Departamento de Administração (DAM) e a Coordenadoria de Gestão de Pessoas.

Na pele

“Eu acho mais do que necessário, principalmente pra trans não binários, que não se identificam com nenhuma das binaridades de gênero. Somos obrigados a usar um banheiro fora do nosso gênero, e dentro do mesmo normalmente tem muito preconceito. Tenho amigues que por conta do medo pararam de utilizar o banheiro e desenvolveram problemas urinários. Eu já passei por preconceito dentro do banheiro, então é uma necessidade dos estudantes não binários”, ressalta Lua, 17 anos, aluna do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. 

Há relatos, conforme a Diretoria de Assuntos Estudantis, de alunos que tiveram problemas de saúde por ficarem em média 10 horas sem fazer uso de banheiro. 

Para a estudante do curso técnico integrado em Modelagem do Vestuário, o banheiro não binário, ou agênero, seria uma ferramenta que facilitaria muito o dia a dia de trans não binários que não se assumem por medo de ser alvo de piadas e preconceito. 

Não-binário é um dos muitos termos usados para descrever pessoas cuja identidade de gênero não é nem inteiramente masculina nem inteiramente feminina. 

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