Pular para o conteúdo

Notícias

Arquitetura responsiva: projeto do Câmpus Canoinhas é selecionado para evento nacional de jovens cientistas

ENSINO Data de Publicação: 28 mai 2020 14:53 Data de Atualização: 29 mai 2020 10:44

O projeto de pesquisa “Arquitetura responsiva aplicada em construções rurais”, desenvolvido por estudantes e professores do Câmpus Canoinhas do IFSC, foi selecionado para a Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC). O evento acontece de 26 a 28 de junho, com uma programação totalmente virtual de palestras, workshops, maratona de inovação e apresentação nacional de projetos desenvolvidos por estudantes do ensino médio.

“Fiquei extremamente feliz em saber que, em meio a tantos projetos, o nosso foi aprovado. E ‘bora’ representar pela segunda vez nosso câmpus em uma feira para todo o país”, comemora a estudante do terceiro ano do curso técnico integrado em Edificações, Jaíni Aparecida Corrêa, que tomou a iniciativa de inscrever o projeto depois de receber o convite de uma das idealizadoras da feira e egressa do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Juliana Estradioto.

O convite surgiu durante a participação de Jaíni na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (Febrace), onde o projeto foi apresentado pela primeira vez. Programada para acontecer presencialmente em São Paulo, de 16 de a 20 de março, a Febrace 2020 teve de ser realizada de forma virtual, de 23 de março a 4 de abril, devido à pandemia de Covid-19 e necessidade de distanciamento social.

No ano passado, o projeto de arquitetura responsiva, que prevê a medição das condições ambientais reais, via sensores, para adaptação autônoma de construções, já havia sio aprovado para a Conferência Soluções Sustentáveis ​​para o Crescimento (Sustainable Solutions for Growth - SSG), na Polônia. Mas, por conta do custo elevado, a participação ficou inviabilizada.

O projeto de pesquisa foi realizado em 2019 e teve o objetivo de identificar de que maneira a arquitetura responsiva pode contribuir com a produção agropecuária, minimizando danos de ordem climática. “Nossa região tem a economia movida pela agricultura e a maioria das propriedades trabalha somente em família ou com poucos funcionários. A ideia de automatizar os processos da área agrícola é justamente para facilitar e melhorar a qualidade da produção”, explica Jaíni, que morou até os treze anos no Pulador, comunidade do interior de Major Vieira. Há cinco anos, ela reside na área urbana do município.

Além de Jaíni, participaram do grupo de pesquisa os alunos bolsistas Antonio Marcos Siqueira (do curso técnico em Manutenção e Suporte em Informática), Luana Alves de Almeida (que concluiu o técnico em Agroecologia e ingressou no curso superior de tecnologia em Alimentos) e Evelin Karpavicius (do superior de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas) e os alunos voluntários Elian Gustavo Chorny Babireski (do técnico em Manutenção e Suporte em Informática) e Luís Carlos Wittlich Junior (que fez o curso técnico concomitante em Edificações). O trabalho foi orientado pelo professor Gabriel Moraes de Bem e coorientado pelos professores Alexandre Augusto Alberto Moreira de Abreu e Geraldo José Rodrigues.

Conheça o projeto

A partir de pesquisas e trabalho conjunto dos eixos de infraestrutura, recursos naturais e comunicação e informação, o grupo desenvolveu protótipos de baixo custo para automação de dois sistemas importantes para a agricultura familiar da região: o teto retrátil para galpão e um modelo de irrigação de forrageiras acionado por sensores de umidade. Nos dois casos, foram implementadas ferramentas de programação associadas a sistemas construtivos, para reduzir os danos de eventos meteorológicos e desperdício de recursos, especialmente energia e água.

Para o projeto do telhado, o grupo levou em conta o fato de que muitos agricultores da região constroem seus galpões voltados para a criação de animais de pequeno e médio porte, como suínos, por exemplo, e mudam a cultura sem ter a estrutura adequada para a nova produção. O protótipo foi feito a partir da observação de uma propriedade real, com a autorização do proprietário. O telhado retrátil automatizado seria uma opção para melhorar a ventilação no galpão, com baixo custo, e melhorar o conforto térmico aos animais. 

Em outra frente, o grupo de pesquisadores trabalhou na construção de um protótipo de cultivo de vegetação forrageira para estudo de um sistema de irrigação por gotejamento com acionamento automático, ativado por sensores que medem a umidade do solo. A automação, também pensada para execução com baixo custo, possibilitaria o controle da umidade, evitando que a cultura sofra pela falta ou excesso de água.

“Sinto-me orgulhosa pelo incrível trabalho que conseguimos realizar e por estar indo tão longe com este projeto em equipe. Ele nos possibilita mostrar os nossos conhecimentos e adquirir novos conceitos, que, com certeza, vão para mais além do que somente a área técnico-acadêmica”, enfatiza Jaíni Corrêa. “A produção de conhecimento significativo fortalece o vínculo entre a instituição, o discente e a sociedade.”

Confira o vídeo elaborado pelo grupo para inscrição do projeto:

 

 

No total, o IFSC teve dois projetos selecionados para a Feira Brasileira de Jovens Cientistas. O outro projeto classificado é do Câmpus Araranguá. “Análise da obra ‘O Segundo Sexo’ de Simone de Beauvoir e equiparação com os dias atuais” foi desenvolvido pela estudante do curso técnico em Vestuário, Rafaela Silva de Almeia, com orientação do professor Fernando Henrique Zarth e coorientação da psicóloga Julyelle Conceição.

ENSINO EXTENSÃO CÂMPUS CANOINHAS PESQUISA EVENTOS