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Um novo olhar sobre a história: estudantes do Câmpus Garopaba relatam experiência em participar de Olimpíada

EVENTOS Data de Publicação: 27 out 2020 15:00 Data de Atualização: 27 out 2020 15:43

Um novo olhar sobre o aprendizado de História, uma nova forma de analisar fontes, fatos de dados históricos foi o prêmio para seis estudantes dos cursos técnicos integrados do Câmpus Garopaba, que participaram da 12ª Olimpíada Nacional em História do Brasil.

A primeira equipe foi formada pelos alunos do terceiro ano do curso técnico integrado em Administração, Manoela M. do Nascimento, Paula Mari e Théo Klein. A segunda equipe contou com a participação dos alunos do segundo ano do curso técnico integrado em Informática Caio Cardoso e Enricky Cardoso Hipólito e a estudante do segundo ano de Administração Chaiane de Souza. Todos contaram com a orientação do professor de História Rodrigo Cândido da Silva.

Diferente das outras olimpíadas escolares, promovidas pelo Ministério da Educação (MEC), a Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolvido pelo Departamento de História por meio da participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.

Até 2019, o evento era realizado a distância, sendo a última fase presencial, sediada na própria Unicamp. Em 2020, devido à pandemia de Covid-19, todas as etapas estão sendo realizadas a distância. A Olimpíada iniciou-se em setembro, e os estudantes de Garopaba chegaram até a terceira fase, de um total de sete fases. A Olimpíada iniciou com 17,4 mil equipes de todo o Brasil, sendo que 8,6 mil chegaram à terceira fase.

Segundo o professor orientador, houve um atraso no início das competições, que coincidiu com o final do semestre letivo do Câmpus Garopaba, o que pode ter atrapalhado um pouco a realização das provas, mas não prejudicou o interesse e o empenho dos competidores. “Os alunos se envolveram bastante, trabalhando em equipe, debatendo as questões. Eu, como professor, apenas os guiei”, explica.

Rodrigo conta que as provas da Olimpíada foram baseadas em fontes históricas (documentos, vídeos, fotografias, músicas, histórias em quadrinhos, trechos de jornais ou livros, entre outros) que exigiram dos alunos um esforço interpretativo e de pesquisa. Essa metodologia foi uma novidade para os estudantes. “Eu nunca havia trabalhado com fontes históricas de tal maneira, normalmente aprendo por ver interpretações de assuntos feitos após eles ocorrem, não estava acostumado a lidar com fontes primárias como algumas apresentadas na prova”, conta o estudante Caio. Para Chaiane, “foi muito interessante participar, tendo em vista que a leitura e interpretação é importante para a vida acadêmica”.

Expandir o conhecimento histórico e entender a função desse conhecimento é mais importante que “decorar” fatos de dados, segundo o professor Rodrigo. “A Olimpíada foca nos processos. Hoje em dia, você consegue achar nomes e datas no Google em segundos. O importante é os estudantes entenderem o funcionamento dos processos políticos, culturais e sociais”, afirma. Para a estudante Paula Mari, a Olimpíada teve como finalidade “plantar uma ‘semente historiadora’ na cabeça de cada participante e, mesmo que você não chegue ao final, com certeza vai ter adquirido aprendizagem e um novo olhar perante a história”.

Participação em 2021

O professor Rodrigo conta que, assim como os alunos, essa foi sua primeira participação na Olimpíada. Ele espera que mais equipes participem do evento em 2021. Como é professor substituto, talvez não esteja na instituição no próximo evento, mas acredita que os colegas poderão dar continuidade a este trabalho.

Os alunos do segundo ano poderão participar novamente e os do terceiro ano, que já estarão formados, poderão se inscrever como monitores. “Tenho vontade de aproveitar o próximo ano e fazer a prova novamente, não fiquei satisfeito com meu desempenho e sinto que poderia ter ido melhor”, relata Caio, do segundo ano.

Veja mais depoimentos dos estudantes competidores:

- “Não senti nenhuma necessidade de uma prova presencial, conseguimos todos discutir normalmente todas as questões. As questões eram interpretativas e algumas demandaram pesquisa pelas fontes originais para serem respondidas, coisa que eu, em particular, nunca havia realizado em provas” - Enricky Cardoso Hipólito.

- “Foi uma ótima experiência, testando meu conhecimento prévio, habilidade de aprender e interpretação, além disso anteriormente nunca havia trabalhado com fontes históricas de tal maneira, normalmente aprendo por ver interpretações de assuntos feitos após eles ocorrem, não estava acostumado a lidar com fontes primárias como algumas apresentadas na prova” - Caio Ferreira Cardoso.

- “A avaliação foi bastante interpretativa. As alternativas, pelo menos até a fase que alcançamos, mantiveram um certo padrão que ia do específico ao generalizado, que cobrou uma interpretação e lógica bem treinada na leitura das evidências históricas. Agregou consideravelmente, na capacidade de interpretação” – Chaiane Souza.

- “Mesmo que a pandemia tenha atrapalhado de certa forma nossa participação, já que não conseguimos se juntar para estudar e discutir melhor as questões, tentamos trabalhar por meio de chamadas de voz e grupos de WhatsApp. Acredito que o professor Rodrigo, também fez um papel bem importante estando presente, incentivando e tirando nossas dúvidas” – Paula Mari.

- “Adorei ter participado, tive contato com diversos textos literários e de outros gêneros, podendo assim conhece-los melhor, já que também foi preciso fazer uma pesquisa sobre os arquivos das questões” – Manoela Magenis do Nascimento.

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