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Alunos contam como os desafios das ANPs se transformaram em aprendizagens para a vida toda

Data de Publicação: 17 nov 2020 14:54 Data de Atualização: 17 nov 2020 15:09
Depois de quase 20 anos sem estudar, Lisiane Pereira Canabarro (37) ingressou no Proeja Técnico em Cozinha no Câmpus Florianópolis-Continente e logo viu a pandemia alterar por completo o seu retorno à escola. "Nunca tive computador. Tinha acesso à internet no celular. No início me adaptei aos encontros virtuais, mas quando começou a unidade de oficinas de informática foi um desafio enorme. Não sabia nem editar um texto, fazer um currículo", conta.
O aprendizado já seria para ela um desafio nas aulas presenciais, à distância teve que se superar. O que poderia ser motivo para desistir se transformou em uma experiência que ela define como "maravilhosa": "Essa pandemia pra mim foi um divisor de águas. Eu era uma pessoa antes e agora, durante as aulas, estou me transformando em outra que nunca imaginava, quebrando paradigmas e me superando."
Lisiane trabalha das 9h às 18h e conta que ao chegar em casa vai para o celular assistir às aulas e depois entra no Sigaa para fazer os exercícios. Para ela, esse processo de aprendizagem não seria possível sem o suporte e, principalmente, o apoio dos professores. "Hoje mexo em aplicativos e programas que nem conhecia. É um batalha, mas estou ficando craque!"
 

"Se colocar no lugar do outro" também se aprende na escola

Se para Lisiane o desafio foi aprender a lidar com as tecnologias, para Camila Margarida Pires foi o oposto: perceber que nem todos têm a mesma realidade que a dela. Aluna do Curso Técnico em Guia de Turismo, ela conta que sempre teve muita facilidade em mexer com programas, já havia inclusive cursado uma faculdade à distância. Por conta disso a mudança para atividades não-presenciais (ANPs) foi para ela mais tranquila, mas como líder da turma foi uma experiência difícil. 
"Percebi como as pessoas estavam despreparadas para aquela mudança repentina e isso me assustou. Insistia muito com os colegas. No início não percebi as dificuldades das pessoas. Mas no decorrer das atividades com os depoimentos dos colegas de que não tinham computador e internet ou que várias pessoas da família precisavam usar o mesmo computador fui percebendo que a minha realidade não era a mesma dos meus colegas."
Um aprendizado para a vida toda, assim como a percepção sobre o trabalho dos professores, segundo ela, ficou ainda evidente. Ao falar sobre as dificuldades do início com as aulas a distância, ela se emociona: "Eles se apartaram e insistiram pela qualidade, não desistiram, o que me estimulou a não desistir da turma também, por isso minha admiração por eles só aumentou."
 

Uma nova forma de pensar

É assim que o aluno Diovani Filipi Censi, do Curso Superior em Gastronomia, define o que desse momento vai ficar para sempre. Ele cita as aulas em que os professores deixavam conteúdo - como textos, filmes ou algum vídeo gravado - disponível antes do encontro com a turma. "Isso tornou as aulas mais proveitosas, podíamos nos interar dos assuntos antes. Já íamos para a aula mais preparados."
As salas virtuais, em diferentes aplicativos, também são destaque. Elas já existiam, mas não eram muito utilizadas. Diovani diz que fica com a impressão que os momentos com a turma estão muito ricos, em que há mais interesse em trocar e construir os saberes juntos."
 

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