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Bronze na Olimpíada Pan-Americana de Matemática para Garotas, estudante de Joinville afirma: matemática é um caminho que pode abrir portas

CÂMPUS JOINVILLE Data de Publicação: 20 out 2021 18:28 Data de Atualização: 21 out 2021 14:05

Única representante de Santa Catarina e de escola pública na equipe brasileira, a estudante joinvilense Andrea Quintanilla Torrez, de quinze anos, conquistou medalha de bronze na primeira edição da Pan-American Girls’ Mathematical Olympiad (PAGMO), ou, em português, Olimpíada Pan-Americana de Matemática para Garotas. A competição aconteceu em formato virtual, entre 3 e 9 de outubro.

Na época da seletiva e até o final de setembro, Andrea era estudante do segundo módulo do curso técnico integrado em Eletroeletrônica do Câmpus Joinville. Graças ao seu interesse por matemática e conquistas inéditas ainda tão nova, ela recebeu várias propostas de bolsas de estudo e acabou optando por uma escola de Fortaleza (CE), conhecida pelo seu trabalho de preparação dos alunos para olimpíadas do conhecimento.

O convite para mudar de escola e estado, com bolsa integral e todas as despesas pagas, é uma resposta à concepção que Andrea tem sobre a importância da matemática em sua vida. “A matemática é um caminho que pode abrir portas no meu futuro”, disse ela na época da convocação para integrar o time brasileiro na PAGMO. Atualmente, ela é oficialmente aluna da escola cearense, mas ainda reside em Joinville, com aulas virtuais de treinamento olímpico. A mudança deve ocorrer em janeiro.

Desde o ensino fundamental, na Escola de Educação Básica João Colin, Andrea coleciona participações e medalhas em olimpíadas: bronze, prata e ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e classificação para seletivas da Olimpíada de Matemática do Cone Sul, da Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e do Torneio Meninas na Matemática (TM²), além do recente bronze na PAGMO.

Para o futuro, mais que se destacar em competições, Andrea também espera que mais meninas participem de olimpíadas de matemática. Como sugestão para aumentar a participação feminina nesta área, ela indica a criação de grupos de estudos, que, pra ela, funcionam bem. “Ao conhecer gente com os mesmos interesses, acabamos mais interessadas no tema.”

Sobre a olimpíada

A Olimpíada Pan-Americana de Matemática para Garotas, inspirada na European Girls’ Mathematical Olympiad (EGMO), seguiu o mesmo modelo da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), com dois dias de prova, cada um com três problemas e 4h30 de duração. “A prova foi um pouco mais difícil do que eu esperava, mas tinha um nível bom. Não me dei tão bem como eu queria, mas continuo estudando para melhorar mais ainda, ano que vem”, avalia Andrea.

A medalha da catarinense se somou às outras três conquistadas pelo time brasileiro na competição: ouro de Fabrícia Marques, de Fortaleza (CE), e prata de Bilhana Kochloukova, de Campinas (SP), e Carolina Mallmann, de Porto Alegre (RS). “Conheci as garotas do time brasileiro apenas virtualmente. Antes da competição, recebemos aulas de treinamento e pudemos socializar”, conta.

Assim como as demais representantes, Andrea conseguiu a classificação para a final da olimpíada pan-americana após passar pela seletiva nacional com outras alunas do ensino médio, com idade inferior a 17 anos, além da conquista de certificado de Aluna Destaque pelo seu desempenho na OBM.

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