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Comitê de Direitos Humanos e Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do IFSC promovem campanha “IFSC contra o preconceito”

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 04 nov 2021 14:01 Data de Atualização: 01 dez 2021 18:49

Durante o mês de novembro, o Comitê de Direitos Humanos e os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabis) do IFSC promovem a campanha “IFSC contra o preconceito”. Ao longo de todo o mês, serão postados conteúdos nas redes sociais do IFSC (acesse o canal do IFSC no Instagram e no Facebook) sobre questões étnico- raciais em uma proposta de promover uma educação antirracista em alusão ao mês da consciência negra.

O primeiro post da campanha é sobre os Neabis. Atualmente, o IFSC possui cinco núcleos de estudos afro-brasileiros e indígenas nos câmpus Gaspar, Canoinhas, Caçador, Palhoça Bilíngue e São Miguel do Oeste. O primeiro deles foi criado no câmpus Gaspar em 2015. “No Brasil, os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) têm como experiência fundante o Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, criado em 1959. Também é uma referência o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, criado por Abdias Nascimento em 1981 na PUC-SP. Ao longo dos anos 1980, no contexto da celebração do centenário da abolição da escravatura, diversas instituições criaram espaços para refletir sobre o tema. Ao longo dos anos 1990, essas discussões se fortaleceram junto com movimentos sociais populares para a articulação das políticas de ações afirmativas no Brasil. Um marco histórico importante foi a criação, em 2000, do Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (Copene) e a criação da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros /as (ABPN). Esses se constituíram como espaços de ensino, pesquisa e extensão em torno da história afro-brasileira e foram determinantes para a elaboração da Lei federal nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas instituições educacionais. A partir desta legislação, uma diversidade de instituições criaram Neabs”, explica o professor do câmpus Canoinhas e integrante do Neabi Cícero Santiago de Oliveira. O professor explica que a partir dos anos 2000, muitos núcleos de estudos afro-brasileiros passam a incluir também em suas ações a questão indígena, o que representa uma transformação dos Neabs em Neabis. “O protagonismo desses grupos foi fundamental para a elaboração da Lei nº 11.645/2008, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática história e cultura afro-brasileira e indígena. As ações desses grupos, ligada diretamente aos direitos humanos, constituem uma grande rede, formando um consórcio de Neabis.” 

Além da atuação dos Neabis no IFSC, a partir de 2020, criou-se o Coletivo “IFSC Negro” formado por mais de 50 servidores negros do IFSC de diferentes câmpus. “Em 2020, a partir de um protagonismo do câmpus Chapecó, o coletivo escreveu o projeto “Grupo IFSC Negro debatendo as questões étnico-raciais com os servidores dos institutos federais e o movimento negro” que foi aprovado pelo edital nº15/2020 Proex - Direitos Humanos. Com esse recurso, foi organizado o Encontro Nacional de Servidores Negros e Indígenas dos Institutos Federais (Enegris)”, afirma o professor Cícero Santiago de Oliveira.

Além do post sobre a atuação dos Neabis e do coletivo IFSC negro, serão publicadas informações sobre o sistema de cotas e as bancas de heteroidentificação e sobre frases racistas que costumamos ouvir no dia a dia. A campanha também irá destacar a série de atividades em alusão ao mês da consciência negra que serão promovidas pelos Neabis e pelos comitês de direitos humanos do IFSC em diferentes câmpus.

Confira a programação

A partir de 03 de novembro

Exposição de livros de autores negros
Local: biblioteca do Câmpus São Miguel do Oeste

5 de novembro

Roda de conversa promovida pelo câmpus Gaspar
Temas necessários em Ciência e Tecnologia
Convidados: Anna Benite (UFG) e Anderson Honorato (Câmpus Gaspar)
Local: google meet
Horário: 18h

A partir de 15 de novembro

Mostra de trabalhos resultantes do projeto “(Re)encontros preciosos de histórias e culturas afro-brasileiras”
Local: hall do Câmpus Criciúma

15 de novembro

Roda de conversa promovida pelo Câmpus Gaspar
História dos negros e negras de Gaspar
Convidados: Movimento AfroRaízes do Vale
Horário: 18h30
Local: google meet

16 de novembro

Palestra promovida pelo Câmpus Caçador
Transcendência histórica da revolução haitiana e sua influência na saúde psíquica dos negros de hoje
Convidado: Paul André
Horário: 19h
Transmissão pelo canal do Câmpus Caçador no Youtube

17 de novembro

Palestra promovida pelo Câmpus Caçador
A representação das afrobrasilidades no rap-canção de Criolo
Convidado: Lucas Toledo de Andrade
Horário: 14h
Transmissão pelo canal do Câmpus Caçador no Youtube

Roda de conversa promovida pelo Câmpus Gaspar
Negritude e estigma social
Convidada: Naideci Xavier
Horário: 18h30
Local: google meet

A partir de 17 de novembro

Exposição de trabalhos de estudantes e exibição de filmes sobre a temática no horário do almoço
Local: Câmpus São Miguel do Oeste

18 de novembro

Roda de conversa promovida pelo Câmpus Criciúma
Branquitude 
Convidada: Carolina Cavalcanti
Horário: turno da noite
Local: google meet

Oficina promovida pelo Câmpus Caçador
Corpo afroreferenciado: danças afro-brasileiras
Convidado: Jessé da Cruz
Horário: 19h
Transmissão pelo canal do Câmpus Caçador no Youtube

19 de novembro

Roda de conversa promovida pelo Câmpus Caçador
Religiões de matriz africana e a luta contra a intolerância religiosa
Convidados: Eduardo Antônio dos Santos e Antônio Carlos Venâncio Aniceto
Horário: 19h
Transmissão pelo canal do Câmpus Caçador no Youtube

20 de novembro

Exposição de fotografias sobre o tema nas redes sociais do Câmpus Caçador

25 de novembro

Sessão especial do cineclube 1 minuto do Câmpus São Miguel do Oeste
Horário: 19h

26 de novembro

Roda de conversa promovida pelo Câmpus São Miguel do Oeste
Vamos conversar sobre branquitude e privilégio branco
Convidada: Alessandra Nascimento

30 de novembro

Roda de conversa promovida pelo Câmpus Gaspar
Os corpos rejeitados pela academia e pela arte
Local: google meet

Mais informações sobre a programação serão divulgadas ao longo do mês de novembro.

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