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Programa Futuros Líderes das Américas

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 08 fev 2022 10:09 Data de Atualização: 08 fev 2022 10:20

Além dos intercâmbios institucionais, nossos alunos têm a chance de participar de programas externos para ampliar seus conhecimentos. Este foi o caso da estudante Ana Laura Gonçalves que faz o curso superior de tecnologia em Gestão de Turismo no Câmpus Florianópolis-Continente. Ela foi selecionada para o Programa Futuros Líderes das Américas (PFLA), do Governo do Canadá em parceria com a Université du Quebéc à Trois-Rivières (UQTR). Leiam seu relato abaixo: 

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Meu nome é Ana Laura Gonçalves, tenho 29 anos e resolvi embarcar em uma experiência de intercâmbio. A oportunidade veio através de minha segunda graduação: Gestão de Turismo no Câmpus Florianópolis-Continente. 

O curso tem um grupo no whatsapp e no Instagram que se chama GESTUR e lá enviaram um edital explicando sobre o Programa Futuros Líderes das Américas (PFLA) e a possibilidade de os alunos do IFSC realizarem o intercâmbio na Universidade de Quebec em Trois-Rivières (UQTR). Como o meu é um curso de graduação, o período de intercâmbio é de um semestre.

Havia dois requisitos para poder participar da primeira etapa: enviar o histórico escolar, que teria que ter uma nota média mínima, e ter nível intermediário/avançado no francês. A comprovação do idioma poderia ser feita enviando o exame de proficiência ou uma declaração descrevendo que realmente teria o nível esperado.  Como eu não tinha o exame de proficiência e não daria tempo de fazer, então eu fiz a carta.

Daqueles que enviaram ambos os documentos seriam sorteadas cinco pessoas. Eu não fui sorteada e fiquei em uma lista de espera, até que chegou no meu nome e marcamos de fazer uma entrevista online em francês. Eu me preparei em um final de semana e fui bem na entrevista, recebendo no mesmo dia um atestado que eu tinha realmente o nível necessário. 

Depois da entrevista, eu e mais quatro estudantes do IFSC passamos pelo processo de inscrição da UQTR. O resultado saiu no começo de junho. Estava bastante ansiosa, pois iríamos saber se havíamos ganhado a bolsa do governo de 7 mil dólares para custear os nossos custos no Canadá. Infelizmente nenhum de nós foi contemplado, mas poderíamos optar pelo processo de ficar na fila de espera, de tentar vir com os próprios recursos ou tentar novamente no próximo ano. No momento eu não pensei muito na possibilidade por achar que seria obviamente muito caro arcar com meus próprios custos.

Mas no mesmo mês eu comecei a trabalhar para uma empresa de intercâmbios, a Intercultural, o que me aguçou ainda mais a vontade de realizar o intercâmbio. Percebi o quanto difícil era conseguir realizar os estudos gratuitamente em uma universidade no exterior, pois mesmo as públicas são pagas. Na UQTR o custo seria em torno de 38 mil reais, o que me deixou ainda mais interessada. 

Então resolvi responder à universidade que seguiria com o interesse em realizar o programa de intercâmbio durante um semestre e em outubro recebi a carta de aprovação da UQTR, a LOA. 

Com a LOA, eu já pude dar entrada no processo para tirar a permissão de estudos e também consequentemente a permissão de trabalho para o meu companheiro. Realizamos isso através de um despachante. 

No final de outubro conseguimos enviar todos os documentos e uma semana depois realizamos a biometria em São Paulo. Resolvemos arriscar no processo, porque o site do consulado do Canadá dá um prazo médio de 3 meses para obter um retorno e nós precisávamos que ficasse pronto antes, pois dia 18 de janeiro seria o último dia que eu poderia iniciar o curso no Canadá. 

Assim que o consulado solicitou que enviássemos o passaporte, já compramos a passagem e começamos a ver acomodação em Trois-Rivières, trabalho, locomoção, etc. O passaporte de meu companheiro chegou depois que o meu em uma quinta-feira, dia 13 de janeiro e embarcamos no dia 17. Também foi um sufoco no aeroporto. Conseguimos realizar o check-in 5 minutos antes do mesmo finalizar. O atraso foi devido ao teste PCR do Covid que precisamos fazer no aeroporto. Devido à alta demanda, demorou mais do que o normal. A equipe da aeronave nos disse que poderíamos embarcar no outro dia, sem problemas, mas o problema era que eu precisava chegar lá no outro dia. Eu precisava ter a minha permissão de estudos em mãos até o dia 18 de janeiro para poder enviar à Universidade e assim começar as aulas. 

Enfim, aos trancos e barrancos, deu tudo certo. Tive que fazer muitas pesquisas, ainda mais sendo em outro idioma que não o de costume. Enviei inúmeros e-mails à universidade do Quebec tirando todas as dúvidas possíveis. A única coisa da faculdade que precisei pagar foi o seguro de saúde que é obrigatório. Os demais são os custos de moradia durante o tempo que eu e meu companheiro ficaremos aqui - cinco meses. 

Conseguimos achar um apartamento com tudo incluso, geralmente destinados a estudantes e achamos um trabalho para o meu companheiro. Tivemos que nos preparar, nos organizar, nada é fácil. Pensei em desistir quase todos os dias, achando que seria loucura da minha parte. Trabalhei os últimos seis meses para tentar ir pagando visto, despachante, tradução, etc. 

Acredito que trará uma experiência enorme para minha vida acadêmica, profissional e pessoal. Estou cursando aulas de três matérias e também aulas de francês.  Vou poder colocar o idioma em prática e, imersa na cultura, aprender de forma muito mais rápida. Sou grata pelo IFSC por ter aberto as portas para mim. Agora é agarrar a oportunidade, ter paciência, foco e seguir em frente. 

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