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Câmpus celebra quatro anos no Dia Nacional do Surdo

CÂMPUS PALHOÇA BILÍNGUE Data de Publicação: 28 set 2017 21:00 Data de Atualização: 06 fev 2018 15:35

 

Na última terça-feira (26) não faltaram motivos para o Câmpus Palhoça Bilíngue comemorar. Isso porque, além do Dia Nacional do Surdo, a instituição estava festejando quatro anos de entrega da sua estrutura física à comunidade. A programação de aniversário contou com uma mostra de talentos de alunos e ex-alunos, surdos e ouvintes, envolvendo diferentes manifestações artísticas – música, teatro, poesia, dança, entre outras, a fim de gerar integração e reflexão a respeito das causas das pessoas surdas.

Além da presença de estudantes, servidores e ex-servidores, a ocasião contou ainda com a presença da reitora do IFSC, Maria Clara Kaschny Schneider, que evidenciou a relevância do trabalho desenvolvido no câmpus e agradeceu o empenho e a dedicação dos servidores, aspecto também mencionado pela diretora-geral, Carmem Cristina Beck. “O dia de hoje é um momento muito marcante e simbólico para todos nós que estamos aqui dando continuidade a um projeto que foi pensado anos atrás, quando o primeiro surdo chegou no IFSC de São José, no antigo Cefet. Precisamos honrar àqueles que nos antecederam e que, com muito esforço e muitas pesquisas, instituíram o primeiro câmpus bilíngue dos institutos federais de todo o Brasil. Temos muitos desafios, mas temos também muitos motivos para celebrar, pois temos uma missão bem importante junto à sociedade”, destacou a diretora.


Já o professor de Libras do câmpus, Saulo Zulmar Vieira, ressaltou a importância do IFSC Palhoça Bilíngue em promover o uso da língua de sinais, o reconhecimento da identidade surda, o empoderamento dos surdos e destacou ainda o aprendizado mútuo de surdos e ouvintes. “Eu me sinto muito feliz em aprender junto com os meus colegas servidores. É muito importante essa interação entre surdos e ouvintes. Nós precisamos estimular a todos para que usem a Libras”, complementou Saulo.


Do teatro à interpretações musicais, as atividades prestigiaram a cultura surda por meio da interpretação em língua de sinais de todas as apresentações, independente de terem sido realizadas por surdos ou ouvintes. “Senti a pressão de representar a cultura surda e a felicidade de ter um câmpus como esse, onde nos é oferecida a oportunidade de apresentarmos a nossa arte na língua que a gente prefere, no meu caso a Libras”, contou animada a estudante ouvinte do curso de Pedagogia Bilíngue (Libras – Português), Maiara Cristina Will, assim que deixou o palco após a sua apresentação.

 

Por Sônia Santos | Relações Públicas IFSC

 

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