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Como as eleições influenciam na sua vida e no IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 abr 2022 09:42 Data de Atualização: 20 abr 2022 11:41

A política não acontece só de dois em dois anos quando tem eleição. A política está presente diariamente em nossas vidas. Muita gente confunde política, agentes políticos e associa tudo a algo externo à nossa vida, mas, não é bem assim. Por isso, primeiro é preciso entender o que significa a “política”.

No post do Blog do IFSC de hoje, queremos te convidar a refletir sobre política e te mostrar como as eleições influenciam nas nossas vidas. Para isso, conversamos com as professoras Ana Carolina Caridá, do Câmpus São José, e Mariana Guerino, do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. Também convidamos alguns alunos para dar um recado especial. 

Vem com a gente!

O que é Política?

A palavra “política” vem do grego e se relaciona ao conceito de “cidadãos que vivem na polis”. Ou seja, diz respeito à vida e às ações das pessoas que vivem nas cidades. Portanto, todos nós somos agentes políticos, embora não ocupemos cargos políticos.

E é entre essas pessoas - ou seja, todos nós - que iremos escolher por meio do voto quem irá comandar o país, estado ou município . Imagine a situação: você vai viajar de ônibus. Na companhia existem vários motoristas que podem dirigir e você pode escolher quem guiará o veículo. O selecionado conduzirá o ônibus com todos os outros passageiros até o seu destino. A eleição presidencial funciona da mesma forma, você escolhe quem “dirigirá” o país pelos próximos quatro anos e caso você se abstenha de escolher, a decisão ficará a cargo das outras pessoas.

🔴👉 Dica: O Câmpus Jaraguá do Sul-Centro desenvolveu o projeto Debatendo sobre Política que tem como proposta proporcionar ao público lives com reflexões sobre temas que nem sempre associamos às consequências do nosso voto. Até maio está rolando uma série de debates on-line com especialistas e figuras públicas sobre temas relacionados à política. O objetivo é reforçar que a política não se trata apenas de eleições e sim de inúmeras questões presentes no nosso dia a dia.

-> Veja o cronograma das lives e a gravação daquelas que já aconteceram clicando aqui 

Pra que falar de política?

"Ah, mas eu não gosto de falar, muito menos de me envolver em política!" 🙄

Já ouviu alguém dizer isso? Pois então, essa pessoa está sendo política com essa declaração. A professora de Sociologia do Câmpus São José Ana Carolina Caridá nos explicou que as nossas opiniões - inclusive sobre esse conceito de política - são construídas a partir da nossa experiência em sociedade, sendo, dessa forma, uma maneira política de viver o coletivo. Por isso é importante entendermos a política como esses acordos ou contratos estabelecidos para que nós vivamos em sociedade. Ou seja, se você vive no coletivo, você é um ser político e “não gostar” de falar sobre política é também um posicionamento político que serve à classe dominante. 

Inclusive, você sabia que ao escolher a forma como você se veste, a música que escuta ou o que vai comer é uma forma política de agir? Esse assunto foi abordado na primeira live do projeto Debatendo sobre Política. Assista:

 

Eleições Influenciam a vida de todos

Já percebemos que a política faz parte da nossa vida e não está restrita aos “políticos”. Mas, e as eleições, como impactam a nossa vida? A influência dos processos eleitorais pode passar despercebida por muitas pessoas. Mas, é preciso entender que quem elegemos por meio do voto é quem tomará decisões como por exemplo onde haverá investimento, quais áreas receberão quanto de verba, quais projetos de lei serão autorizados, o que será feito diante dos problemas sociais e ambientais, etc.

A professora de Sociologia do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro Mariana Guerino reforçou durante a primeira live do Debatendo sobre Política que nós vivemos em sociedade e a política faz parte do conviver em coletivo, ou seja, a forma como agimos (e interagimos) está diretamente relacionada às nossas relações construídas no social e é fruto da “política” que exercemos no nível interpessoal, assim como a política que gere a sociedade.

No contexto de eleições, momento em que entram em disputa as diversas formas de ver, pensar e planejar esse viver coletivo, a sociedade é chamada a refletir sobre o coletivo e decidir quem serão as pessoas que definirão as diretrizes para os próximos anos.

O seu voto no dia das eleições ajuda a eleger o presidente da República, governador, senador, deputados federais, deputados estaduais, prefeito e vereadores, mas você não vota em todos em uma eleição só. Os pleitos são divididos e acontecem a cada dois anos: em uma eleição você vota para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual), e na outra para prefeito e vereador. Mas não se confunda: os mandatos têm duração de quatro anos, com exceção dos senadores que permanecem no poder por oito anos, mas votamos a cada quatro porque os mandatos não começam todos ao mesmo tempo. Dessa forma, enquanto um grupo de senadores está no final do mandato, outro está na metade, portanto não há a troca de todos no mesmo ano .

Ficou complicado? Vamos dar um exemplo: as eleições para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual) aconteceram em 2018, então elas acontecerão novamente quatro anos depois, em 2022. Já aquelas para prefeito e vereador ocorreram em 2020, portanto voltarão a acontecer apenas em 2024.  

Ao votar em um candidato você está conferindo a essa pessoa o poder de decisão. Lembra da história do modelo de democracia grego? Nele todos (os cidadãos) votavam sobre tudo. Hoje, seria inviável que nós votássemos sobre absolutamente todos os assuntos que envolvem o país, por isso delegamos essa importante tarefa aos representantes públicos. Essas pessoas eleitas são incumbidas de conhecer os assuntos de interesse público e a partir desse conhecimento tomar decisões que beneficiem a nação. 

É fundamental escolher muito bem os candidatos. Ah, e não caia no boato que se 50% dos votos forem nulos, a eleição é anulada. Isso é mentira! A eleição será decidida a partir dos votos válidos independentemente do percentual. Por isso, votar nulo ou branco, apesar de ser uma forma de voto, pode não ser o melhor modo de exercer a cidadania.

->Leia aqui sobre a importância do seu voto e como escolher um candidato 

Percebe a importância que o seu voto têm? Você está escolhendo alguém cujas decisões impactarão o seu local de estudo, trabalho e lazer (ou seja, sua vida como um todo).

Mas como as eleições interferem diretamente no IFSC?

O IFSC é uma instituição federal de educação. Ou seja, o dinheiro que mantém os cursos, as estruturas e projetos é predominantemente verba federal, assim como é o Governo Federal quem define os orçamentos e as diretrizes de ensino, por meio do Ministério da Educação. 

A professora Ana Carolina Caridá explica: 

O IFSC depende da maneira como esses interesses entre o público e o privado estão sendo mediados lá dentro do Ministério da Educação, dentro da Secretaria de Educação Tecnológica… É a política que impacta no nosso orçamento, no financiamento, nas políticas curriculares etc. E a gente está falando de um corte de recursos nunca visto na última década. O que que isto tem a ver com política então? É muito importante os estudantes saberem essas mediações, quais são as características dessa escola que estão estudando e, principalmente, como é que o fato da gente estar em um tipo de governo ou outro vai impactar diretamente na educação.

-> Ficou curioso para saber de onde vem o dinheiro do IFSC? Leia aqui.

Dessa forma, quem você eleger vai ajudar a definir como o ensino deve acontecer no país e, principalmente, o quanto de verba ou que grau de importância a educação terá nos próximos anos. E isso talvez seja o que mais impacta na vida dos estudantes, porque é por meio dessa verba que mantemos ou atualizamos os equipamentos e estruturas. Além disso, é esse dinheiro que custeia os eventos, as bolsas de pesquisa e extensão, os projetos e uma série de outras atividades da instituição. Quanto menor o orçamento destinado à educação, mais difícil fica conceder bolsas e custear atividades, por exemplo.

Por isso, na hora de escolher o candidato é fundamental olhar sua trajetória e quais são suas propostas de governo. Elas estão alinhadas com o que você espera para o futuro? Elas contemplam áreas como educação, saúde e desenvolvimento social em proporções que você julga necessárias? Tudo isso faz parte do viver em sociedade, portanto, são questões políticas que precisam ser discutidas, planejadas e reajustadas, se for o caso. Cabe a nós entender que a nossa vida, o nosso trabalho e a nossa escola são questões políticas e quanto mais conversamos sobre, melhor tende a ser a compreensão a respeito do nosso agir em sociedade e da política que construímos. 

Lembre-se de tirar o título de eleitor

Para exercer o direito ao voto é necessário possuir o título de eleitor. O documento já pode ser solicitado por jovens a partir de 16 anos e se torna obrigatório aos 18 anos. O prazo para tirar o título de eleitor e outros serviços - como a regularização, transferência do município de domicílio eleitoral, a mudança de local de votação e a retificação de dados pessoais, como a inclusão do nome social - termina no dia 4 de maio de 2022. Se você já pode votar e ainda não tirou o título, veja o recado de dois estudantes do IFSC:

 

Como fazer seu título de eleitor

A solicitação é bastante simples e pode ser feita por meio do aplicativo e-título ou do site tse.jus.br. Em ambos, basta fazer a solicitação tendo em mãos o comprovante de residência e documento de identificação. O aplicativo pedirá também uma foto que deverá ser tirada no momento da solicitação.

Veja mais informações nesta campanha desenvolvida pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif, para  incentivar os estudantes da Rede Federal, com idade de 16 e 17 anos, a tirar o título de eleitor:

 

O processo para alterar o local de votação também é bastante simples e pode ser solicitado pelo aplicativo ou site. A alteração é útil para quem mudou de cidade e deseja exercer seu direito de cidadão. Veja como solicitar a alteração: 

 

E quanto à biometria?

A biometria é um sistema de registro que cadastra as digitais dos eleitores. O método torna as eleições ainda mais seguras, isso porque junto às informações pessoais também é acrescida a impressão digital do eleitor que deve ser cadastrada na Justiça Eleitoral do município.

Porém, devido à pandemia de Covid-19 o cadastramento está suspenso por enquanto. Por isso, se você tirar o título agora ou se já o possui há mais tempo (mesmo que sem a biometria) poderá votar normalmente. O objetivo é tornar a biometria obrigatória, mas apenas quando for seguro dar sequência ao cadastramento das digitais. Dessa forma, não haverá qualquer impedimento para que eleitores sem a biometria votem em 2022.

Como você quer ver o Brasil no futuro?

Não tem desculpa para não exercer o direito de voto! Se você ainda não possui título de eleitor, solicite-o o quanto antes.

Percebeu que a política está presente em todos os aspectos das nossas vidas e que o voto é parte do nosso papel como cidadãos em uma democracia? É bastante responsabilidade e depende de todos nós. 

Por isso, convidamos você a quebrar o mito que política não se discute e conversar sobre isso com outras pessoas (sempre de forma respeitosa, viu? 😉). O ponto chave não é brigar por candidato A ou B, mas entender que aquele que for escolhido vai nos representar na tomada de decisão e guiar o país pelos próximos anos. Como você quer ver o Brasil no futuro?

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