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Composteira no Câmpus Criciúma garante reúso do lixo orgânico e cria ferramenta para educação ambiental

ENSINO Data de Publicação: 20 jun 2022 16:08 Data de Atualização: 22 jun 2022 12:50

Uma iniciativa do curso de Licenciatura em Química está garantindo que o Câmpus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) aproveite todo o lixo orgânico produzido na instituição. No projeto, nascido na disciplina de Práticas como Componente Curricular (PCC), foram construídas uma composteira termofílica e também uma horta, iniciativas que vão se desdobrar em ações de pesquisa e extensão para ensinar compostagem e a importância do cultivo de alimentos orgânicos para escolas da região.

A atividade ocorre na terceira fase do curso de Licenciatura em Química e envolve outros cursos do Câmpus, como Engenharia Civil e o técnico subsequente em Edificações, que estão contribuindo para a transformação do espaço onde ficam a horta e a composteira. Na horta são plantadas hortaliças e temperos como alface, rúcula, cebolinha, salsa, alecrim e orégano, que serão usados como alimentação complementar para os funcionários terceirizados do Câmpus ou reaproveitados na composteira em caso de sobra de plantas. Os próprios alunos e voluntários estão trazendo os materiais orgânicos para depositar no espaço.

Um projeto de extensão está sendo escrito para que, no próximo semestre, escolas da região possam visitar o IFSC para conhecer a composteira e a horta. A iniciativa não acabará agora. “Vai encerrar um ciclo agora em julho com essa turma de Licenciatura e depois vai continuar com outras turmas no próximo semestre”, conta a professora Gisélia Antunes Pereira. “Tudo começou como projeto de ensino e está se desdobrando em extensão e pesquisa”, complementa Gisélia.

A estudante de Licenciatura em Química, Letícia Gomes Zeferino, cursa Práticas como Componente Curricular e destaca a importância da temática e o envolvimento coletivo para que o projeto saísse do papel. “É muito bom saber que você tem a oportunidade de fazer parte de um projeto tão significativo não só para a nossa turma, mas para o Câmpus como um todo. Existem pessoas dispostas a ajudar o projeto a acontecer. Confesso que esse era meu maior receio no começo: de que não haveria adesão ou que o projeto ficaria abandonado quando a nossa turma acabasse a disciplina, mas o que eu descobri foi totalmente o contrário. Muitos servidores, terceirizados e alunos se mostraram interessados e tentaram, cada um da sua maneira, ajudar no projeto. É um projeto com muito potencial e ainda na sua fase inicial, tem muito pra crescer e desenvolver. De aprendizagem, eu acho que vou ter um panorama de como funciona o método da compostagem, a separação de resíduos, as relações socioeconômicas entre o resíduo e o consumo, o que não acaba por aqui”, afirma.

Os estudantes do curso técnico subsequente em Edificações, por exemplo, estão fazendo a marcação da planta da horta e auxiliando na transformação, desenho e concretagem de bueiros que fazem parte do espaço. Já a graduação em Engenharia Civil construirá uma casinha com telhado para armazenar os equipamentos que estão sendo usados. Outro objetivo é fazer com que os canteiros fiquem no formato da marca do IFSC. 

“Eu e o professor Anderson Müller planejamos fazer a casinha para guardar os equipamentos da horta e das composteiras, com o objetivo de manter o local limpo e com segurança. Já trabalhei junto com o professor Bruno Mariano e com a turma do curso técnico em Edificações, onde fizemos a locação da primeira horta”, explica Natássia Cardoso Bilesimo, professora da graduação e do curso técnico.

As funcionárias terceirizadas que atuam na limpeza do Câmpus participaram de uma oficina pedagógica, nos dias 13 e 14, ministrada pelos alunos da disciplina de Práticas de Componente Curricular. “Proporcionamos uma formação para a nossa equipe de terceirizados porque são eles que mais estão contribuindo diariamente e esse é um momento privilegiado de aproximação que extrapola a transformação do espaço”, afirma a professora Giselia.

Composteira termofílica

A compostagem termofílica é o processo de decomposição de resíduos orgânicos, que ocorre pela dependência de oxigênio e se dá através da geração de calor, alcançando temperaturas acima de 45°C (com picos que podem chegar a mais de 70°C). Essa elevação da temperatura é o que a denomina de termofílica e o que a difere de outros métodos de compostagem que ocorrem em baixas temperaturas. Por ação das bactérias resistentes ao calor, a elevação da temperatura no interior da composteira inicia o processo de decomposição.

Ela consiste em uma divisão de materiais por camadas. A primeira parte é constituída por gravetos. Já a segunda, por húmus. Outras camadas acima são completadas com materiais orgânicos e serragem. As laterais e o topo são cobertos por palha, que mantém o depósito arejado e impedem a entrada de animais como baratas e ratos. O húmus gerado a partir da composteira é destinado para a horta. Essa já é a segunda composteira construída no IFSC Criciúma, já que a primeira, instalada em março, atingiu a altura estipulada.

‘Canto da horta’

Os alunos, professores e terceirizados estão chamando o espaço de ‘Canto da Horta’. Para eles, cada letra da palavra ‘horta’ tem um significado: h é de húmus, o é de orgânico, r é de resíduo, o t é de transformado e o a é de adubo.

ENSINO EXTENSÃO CÂMPUS CRICIÚMA

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