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Codir reúne-se presencialmente em São Lourenço do Oeste e discute situação do câmpus

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 02 set 2022 18:09 Data de Atualização: 05 set 2022 18:00

O Colégio de Dirigentes (Codir) do IFSC reuniu-se nesta sexta (2) em São Lourenço do Oeste. Entre as pautas, estavam o Programa de Segurança Alimentar do Estudante (PSAE) , Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) , formação da comissão sobre Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV) e questões relativas aos Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina (JIFSC).

A decisão de se realizar o Codir em São Lourenço do Oeste (SLO) foi devido a uma das principais pautas, que foi a discussão sobre a situação do câmpus avançado no município. Atualmente, as aulas são oferecidas na escola de educação básica Rui Barbosa, no bairro Progresso e tanto a infraestrutura física quanto de servidores (23 no total) são consideradas aquém do necessário.

Situado no Noroeste do Estado, o câmpus SLO tem uma atuação em uma região com 48 mil habitantes. O diretor-geral do Câmpus SLO, Daniel Carossi, destacou a importância da atuação no IFSC, permitindo a qualificação e formação de profissionais de forma descentralizada e em cidades que, antigamente, não teriam acesso a esse tipo de curso.

“O assunto que mais nos preocupa diz respeito a uma portaria publicada em 2021 (Portaria 713 de 8 de novembro de 2021), que se aplica a todos os institutos federais em ação no país. Essa portaria define parâmetros e normas para a expansão da rede federal e para a reavaliação de câmpus avançados”, afirmou Carossi.

Entre esses critérios de reavaliação dos câmpus avançados, onde SLO se encontra, estariam ter uma sede própria e a capacidade de atender, no mínimo, 800 estudantes. Além disso, a relação de número de estudantes e professores deve ser de 20 para 1 – e SLO tem, hoje, 25 estudantes para cada docente.

Na discussão sobre o tema, que pode ser conferida no Youtube do IFSC, foram levantados pontos positivos e negativos sobre a manutenção do câmpus na cidade ou o fechamento da unidade. O reitor Maurício Gariba Júnior e o pró-reitor de Ensino, Adriano Larentes da Silva, defenderam um prazo de cerca de um ano para uma análise e definição final, no qual a gestão, comunidade e prefeituras envolvidas deveriam se mobilizar para buscar recursos para a melhoria da situação do câmpus.

“Eu não gostaria que a comunidade saísse daqui com a sensação de que o câmpus vai fechar. A gente tem que lutar até o fim. E o prazo de um ano é o prazo que eu gostaria de acertar com vocês. Porque nós temos 89 câmpus avançados em todo o Brasil. Essa luta não é só do IFSC”, defendeu o reitor.

“Entendo como muito importante essa sugestão de fazer esse esforço de sentar e dialogar com todas as esferas necessárias, mas com prazo, para a gente não ficar na promessa de dialogar por mais um período, não ter retorno e não conseguir dar toda a contribuição que o IFSC pode dar para essa região” finalizou Carossi.

Entenda o caso

A cidade de São Lourenço do Oeste foi contemplada com um câmpus do IFSC em 2014. Primeiro, os cursos eram ofertados na SC-480, no Distrito de Frederico Wastner, a 10 quilômetros do centro da cidade.

No intuito de chegar mais perto da população, com o passar dos anos o IFSC iniciou as tratativas para ofertar cursos em um espaço melhor localizado. Em 2019, a partir de parcerias com a Prefeitura Municipal e Governo do Estado, começou a ofertar cursos na estrutura da  antiga EEB Rui Barbosa, no bairro Progresso. E, em agosto de 2020, recebeu permissão oficial da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para utilizar este espaço.

É nesta estrutura que o IFSC encontra-se atualmente, ofertando cursos de qualificação profissional e cursos técnicos totalmente gratuitos, além de parcerias com órgãos do município e região. A partir da cessão de uso, o IFSC se responsabilizou com a conservação, segurança e melhorias no imóvel, e ainda comprometeu-se a utilizar a escola apenas para a oferta de cursos gratuitos.

Em junho deste ano, os diretores dos cinco câmpus do IFSC localizados no Oeste catarinense realizaram uma conversa com os servidores e coletiva com a imprensa, no auditório do Câmpus São Lourenço do Oeste. A ideia foi compartilhar a história, o contexto atual das cinco unidades, e tratar da importância dos Institutos Federais para o desenvolvimento da região Oeste catarinense.

"A presença dos cinco diretores em São Lourenço do Oeste reforça a preocupação da rede federal com a permanência do IFSC na cidade. Ainda, essa presença fortalece a importância da rede federal na região Oeste. Mostramos que cada unidade tem a sua vocação para atender a comunidade local, o que faz os IFs serem ímpar onde estão inseridos e desenvolvam aquela região, ofertando cursos de qualificação, técnicos, graduações e pós-graduações - ou seja - formando mão de obra para o mundo do trabalho e fazendo diferença na vida das pessoas", afirmou, à época, o diretor-geral do Câmpus SLO, Daniel Carossi.

No final de junho deste ano, uma reunião entre o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e a Prefeitura Municipal de São Lourenço do Oeste terminou com acordos entre os representantes: o IFSC deve conquistar uma sede própria no município no futuro.

“Tivemos um ótimo diálogo, a prefeitura mostrou-se preocupado com a instituição e demonstrou apoio para que o IFSC continue crescendo em São Lourenço. O município colocou-se à disposição para viabilizar um terreno para construirmos uma estrutura própria para o IFSC em São Lourenço do Oeste. E, enquanto isso, continuamos utilizando a estrutura da antiga EEB Rui Barbosa”, relatou Carossi.

ENSINO CÂMPUS SÃO LOURENÇO DO OESTE INSTITUCIONAL

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