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Câmpus Gaspar cria grupo de foguetes e participa de competição internacional

SEPEI Data de Publicação: 01 ago 2019 15:53 Data de Atualização: 01 ago 2019 16:03

Professores de Física, Informática, Química e Biologia e alunos dos técnicos integrados do Câmpus Gaspar estão trabalhando no desenvolvimento de minifoguetes, motores, sistemas aviônicos, bases de lançamento e combustíveis. Eles criaram o Grupo de Foguetes do IFSC Gaspar (GFIG) e, além de estarem presentes na Feira Tecnológica do Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei), irão participar do Latin American Space Challenge, evento internacional que reunirá equipes de cinco países e será realizado em Tatuí (SP), de 09 a 11 de agosto. Nessa competição, a equipe pretende lançar um minifoguete de alta potência a mais de um quilômetro tendo a bordo um experimento com leveduras para avaliar seu comportamento. “Para atingir essa altura, o foguete alcançará uma pressão atmosférica 15 a 16 vezes mais forte do que a aceleração da gravidade. Essa é uma pressão que o ser humano não suporta”, explica o professor de Física do Câmpus Gaspar Maurício Justino.

O GFIG têm quatro pequenos foguetes, que utilizam motores comerciais, ou seja, que são fabricados com motores vendidos no mercado, e estão trabalhando em um foguete de grande porte com motor não comercial, em que eles estão desenvolvendo todo o protótipo. A primeira experiência do grupo em uma competição foi em maio, quando eles participaram do 7º Festival Brasileiro de Minifoguetes, realizado em Curitiba. Eles fizeram o lançamento de um minifoguete a mais de 90 metros. “Nós só não ganhamos porque inscrevemos o minifoguete na categoria até 50 metros e como ultrapassamos e muito a meta não vencemos a prova” explica o professor de Informática do Câmpus Gaspar Leonardo Rauta.

O grupo começou a trabalhar no desenvolvimento de foguetes no início deste ano e a proposta de realizar estudos nesta área surgiu de uma aluna do técnico integrado em Química. Tainara Madruga foi quem procurou o professor de Física Maurício Justino porque queria participar da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog).  “Concorremos com um foguete com combustível líquido, que usa bicarbonato e vinagre, e passamos para a segunda fase ao alcançar um lançamento há mais de 100 metros. Foi muito importante participar do Mobfog porque foi um momento de trocar experiências com grupos de todo o Brasil e isso nos motivou a pensar no grupo de minifoguetes em Gaspar. Eu tenho interesse em cursar engenharia mecânica ou aeroespacial e participar desse grupo tem sido bastante enriquecedor. Temos feitos cálculos de integrais, que é um conteúdo trabalhado em cursos de nível superior, e feitos estudos sobre propolentes, que são as substâncias que darão propulsão aos foguetes”, explica Tainara.

Para desenvolver os foguetes e garantir a eficiência deles, o grupo tem feito uma série de estudos. É preciso entender os conceitos de centro de gravidade e centro de pressão para garantir a estabilidade do foguete, entender as reações químicas necessárias para que o propolente, de fato, faça a propulsão do foguete, o que exige entender a lei de Ação e Reação de Newton. Eles ainda utilizam aplicativos para fazer cálculos sobre o peso e o comprimento dos protótipos.

Alexia Firmes, do Ensino médio Técnico Integrado em Informática, faz parte do grupo de 16 alunos que têm participado do GFIG e tem atuado nos estudos sobre aerodinâmica. “Para mim tem sido bastante enriquecedor, alunos do técnico integrado em Informática e Química trabalhando juntos e mesmo participando de um subgrupo, que no meu caso, é o da aerodinâmica, nós temos contatos com todas as áreas que envolvem o lançamento do foguete. Eu vejo que participar do grupo tem me ajudado também a entender de lógica, matemática e física.”

Apoio

O projeto conta com o apoio das empresas Zeus do Brasil, Adubos Coxilha, JMS Tornotécnica, Sol Paragliders e Wickedbotz.

SEPEI