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Mais que medalhas, olimpíadas científicas proporcionam descobertas

ENSINO Data de Publicação: 22 ago 2019 19:01 Data de Atualização: 09 dez 2019 14:30

É de ouro a penúltima lembrança física que Bruno Munhoz Lavanini leva do ensino médio técnico no IFSC. A última é o canudo com o certificado de conclusão do curso técnico em Mecânica, recebido durante a formatura no último sábado (17), na mesma semana em que pegou sua medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), conquistada em 2018. Durante os quatro anos no Câmpus Joinville, foram dez medalhas em olimpíadas de diversas áreas e incontáveis experiências e descobertas. “O IFSC me ensinou a gostar de estudar, estudar bem e estudar gostando.”

Bronze em 2016, prata em 2017 e ouro em 2018, Bruno acredita que o resultado na OBR é uma sequência de aprendizado. “Fui evoluindo naturalmente dentro do IFSC, junto com a evolução do conteúdo nas aulas de física e matemática e o desafio de me superar ano a ano”, comenta Bruno. “Aprendi que para estudar, a gente precisa entender mesmo o assunto e não só decorar uma fórmula. Aprendi a estudar por diversão.”

Embora tenha recebido a medalha somente agora, Bruno já havia sido recompensado pelo título de campeão estadual na modalidade teórica da OBR ainda no ano passado. Por conta de seu excelente desempenho, ele representou Santa Catarina no Minicurso de Robótica, na etapa nacional do Robótica 2018, de 6 a 10 de novembro, em João Pessoa, Paraíba.

No desafio final do minicurso, Bruno ficou em segundo lugar e trouxe para casa duas medalhas - uma de prata e outra de finalista, o troféu de vice-campeão nacional, o robô que montou durante o evento e a confirmação de sua paixão pela robótica. “Sempre foi a olimpíada que mais gostei e para qual mais me dediquei, porque tem a ver com o que eu gosto. Acredito que a automação tem a ver com a evolução da humanidade, com o futuro. Existe uma relação lógica entre a robótica e a automação dos trabalhos pesados e perigosos.”

Atualmente, Bruno está trabalhando na empresa em que fez seu estágio, no ramo de produção de componentes, prensas e maquinários especiais personalizados para indústrias. Ele trabalha na área de planejamento e controle de processos. “Me identifiquei com esta parte de gestão de projetos”, conta.

Apaixonado por carros e corridas desde criança, foi Bruno quem passou o gosto para o pai, Marcelo, também egresso do curso técnico em Mecânica, mas do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), onde se formou em 1993, quando ainda era Escola Técnica Federal de São Paulo (ETFSP). “O curso técnico em Mecânica não foi uma imposição. Foi uma escolha dele, que teve nosso apoio”, destaca Marcelo Lavanini.

Foi acompanhado de seu pai e da mãe Rose Munhoz que Brunho chegou ao Câmpus Joinville para a prova do exame de classificação de ingresso no curso técnico, no dia 14 de junho de 2015, um domingo. Na época, seu pai, que é servidor da Receita Federal, havia sido transferido recentemente de São Paulo para Joinville. Bruno e o restante da família ainda residiam na capital paulista e voltariam para casa assim que terminasse a prova. Uma grande mala vermelha acompanhava a família.

E o que mudou entre o ingresso e a formatura? “Ele mudou muito. Entrou criança e saiu um homem. Aprendeu a estudar de forma mais produtiva, pegou gosto por conhecer as coisas, é mais crítico. E isso tem muito a ver com o curso técnico, que ensina a pensar, analisar, tomar decisões, calcular custo-benefício e prever o resultado de uma ação”, resume o pai.

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