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Estudantes franceses fazem intercâmbio no IFSC

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 20 ago 2019 16:15 Data de Atualização: 27 ago 2019 14:15
Estudantes franceses fazem intercâmbio no IFSC
Jonathan (à esquerda) e Simon chegaram ao IFSC em julho
O Câmpus São José recebe desde a metade de julho dois estudantes franceses que estão realizando estágio obrigatório de seus cursos. Jonathan Brigitte, 23 anos, e Simon Calluaud, 24, são alunos de engenharia do Cesi, instituição francesa cuja sigla, em português, significa “Câmpus de Ensino Superior e Formação Profissional” e que tem um acordo de cooperação com o IFSC desde o ano passado.

Os dois são os primeiros intercambistas que chegam ao Câmpus São José por meio desse acordo. Eles explicam que, em seus cursos (Jonathan faz uma formação geral em engenharia, enquanto Simon está num curso voltado à engenharia civil), precisam fazer um estágio em empresa ou instituição fora do Cesi. Optaram pelo IFSC por indicação de uma professora brasileira do Cesi que conhecia docentes do câmpus.

Jonathan, que estuda no câmpus do Cesi em Nanterre, na região de Paris, está trabalhando no desenvolvimento de um código de simulação em software para bomba de calor, um equipamento usado para transferir calor de uma fonte fria para uma fonte quente. “Nós não temos uma bomba de calor aqui, então vamos usar uma máquina de fazer gelo”, conta Jonathan. Depois, ele vai instalar sensores na máquina e realizar experimentos e, por fim, analisar os dados obtidos. O objetivo final do trabalho é contribuir com o desenvolvimento de bombas de calor de baixo custo para o aquecimento de água.

Já Simon, que estuda na cidade litorânea de La Rochelle, vai elaborar um projeto para a área de ostreicultura, baseado na pesquisa de doutorado do professor Marcos Garcia, do Câmpus São José, que fez parte dessa formação no Cesi. O professor desenvolveu um sistema para confinamento da ostra-do-pacífico, cultivada em Florianópolis, em baixa temperatura, o que evita a mortalidade da espécie, nativa de águas frias, no verão. Em três meses, Simon vai projetar um prédio energeticamente eficiente que comporte o sistema de confinamento em escala industrial.

Bem adaptados à região - Jonathan mora em São José e Simon, que está até arriscando aulas de surfe, em Florianópolis -, os dois franceses ficam no IFSC até a metade de outubro.
 
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