Pular para o conteúdo

Notícias

Orquestra do Câmpus Florianópolis planeja apresentação no México

EXTENSÃO Data de Publicação: 20 nov 2019 13:42 Data de Atualização: 20 nov 2019 13:45

Após a segunda edição do concerto Ecos da América Latina, a Orquestra Experimental (Oexp) do IFSC Câmpus Florianópolis resolveu investir num projeto ousado: realizar a terceira edição do encontro de maestros latinos no México. “A intenção dessa vez é não só levar os maestros, mas também integrantes da orquestra, tanto alunos quanto professores”, explica o maestro da Oexp IFSC, Irineu Lopes Melo.

A segunda apresentação conjunta do brasileiro Irineu com Lucas Lazzarini (Argentina) e Patrício Méndez Garrido foi realizada no dia 13 de novembro, no Teatro do CIC, em Florianópolis. Como todas as apresentações da Orquestra do Câmpus Florianópolis, a entrada foi gratuita e foram recolhidos alimentos para doação a entidades beneficentes. O concerto teve também a participação do Coral do Câmpus Florianópolis.

Os três se conheceram em 2015, num curso de regência realizado na Camerata Florianópolis. Patrício é maestro do Conservatório Nacional do México. Lucas é diretor da Orquestra Solistas de Buenos Aires. A ideia partiu de Irineu e logo foi abraçada pelos colegas. A primeira edição foi realizada em 2017, também na capital catarinense.

“Vemos muitas vantagens nesse encontro. É um intercâmbio de ideias, de cultura. É diferente, por exemplo, eu tocar tango sendo do México. Posso conhecer tango, mas quando vem o Lucas e traz a visão do local de origem do tango, vejo por outro enfoque”, explica Patrício.

Para Lucas, o trabalho intenso e o cansaço valem a pena. São cerca de duas semanas de ensaio. “É um trabalho difícil para os músicos. Pois eles recebem a partitura e ensaiam com o Irineu. Mas depois temos alguns poucos dias para ensaiar de forma intensiva, pois a nossa interpretação sempre vai ser diferente, eles têm que pegar o nosso jeito de conduzir a orquestra”, completa Patrício.

Para o mexicano, a orquestra do IFSC está crescendo. “Há um problema que normalmente não se tem que é a rotatividade. Como é experimental o grupo se renova a cada dois anos, com os cursos, o trabalho é diferente de uma orquestra normal. Mas é um grupo que se esforça muito em aprender”, avalia.

EXTENSÃO