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Câmpus Florianópolis participa de Workshop Internacional sobre o Monitoramento da Poluição por Plástico no Mar

EVENTOS Data de Publicação: 21 nov 2019 13:17 Data de Atualização: 21 nov 2019 13:32

O Câmpus Florianópolis, representado pelo professor Walter Martin Widmer, do Departamento Acadêmico de Construção Civil, esteve presente no Workshop Internacional sobre o Monitoramento da Poluição por Plástico no Mar, realizado em São Paulo pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em colaboração com o Consulado dos Estados Unidos, nos dias 7 e 8 de novembro.

A Cetesb pretende ser o primeiro órgão ambiental estadual do Brasil a implantar um sistema de monitoramento de microplásticos nas águas costeiras brasileiras. A oficina serviu definir os detalhes metodológicos para esse monitoramento.

No primeiro dia, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin destacou as mudanças climáticas e a pobreza mundial como os dois grandes desafios da humanidade para o século 21. O professor do Instituto Oceanográfico da USP Alexander Turra falou sobre a importância da harmonização metodológica dos esforços de monitoramento de plástico marinho, e a Dra. Jennifer Brandon, da Universidade da Califórnia, demonstrou o aumento exponencial do registro sedimentar dos microplásticos na costa californiana.

No segundo dia, foi formada uma mesa-redonda para a discussão de metodologias de monitoramento do lixo plástico marinho. A apresentação de Widmer alertou para a necessidade do reconhecimento da grande variabilidade natural dos sistemas ambientais e, consequentemente, da necessidade de se incorporar uma replicação espaço-temporal sólida nos programas de monitoramento do microplástico marinho. Alguns projetos de pesquisa do Programa de Mestrado Profissional em Clima e Ambiente do IFSC foram destacados. Também foi relatada a experiência de montagem da Coleção Didática de Lixo Marinho do IFSC e os esforços recentes de criação da Rede Nacional de Coleções Didáticas de Lixo Marinho (Recolixo) por um grupo de institutos federais.

"O evento foi produtivo para se definir detalhes metodológicos do monitoramento e para sinalizar que o monitoramento do lixo marinho, em especial dos itens plásticos, tende a ser futuramente incorporado nas rotinas de monitoramento das agências estaduais de meio ambiente brasileiras" concluiu o professor.

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