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Câmpus Canoinhas capacita profissionais da rede municipal sobre manipulação de alimentos

EXTENSÃO Data de Publicação: 06 dez 2019 08:13 Data de Atualização: 06 dez 2019 08:20

Os alunos do curso superior de tecnologia em Alimentos do Câmpus Canoinhas trabalharam oficinas de boas práticas de fabricação em serviços de alimentação com profissionais responsáveis pela merenda escolar da rede municipal de Canoinhas. As atividades fazem parte do projeto de extensão “Análise das condições higiênico-sanitárias de cozinhas de escolas da rede municipal de Canoinhas/SC”, encerrado na última segunda-feira (2), na prefeitura, com a apresentação dos resultados para os diretores das escolas participantes e nutricionistas.

Na primeira etapa do projeto, os alunos visitaram três escolas da rede municipal de ensino para analisar a adequação das cozinhas às boas práticas de fabricação e propuseram ações para melhorar ainda mais as condições higiênico-sanitárias de produção das refeições. “De certa forma, o trabalho desenvolvido é muito similar ao que os futuros tecnólogos em alimentos podem desenvolver na forma de consultoria ou como responsáveis por serviços de alimentação em estabelecimentos que produzem, fracionam, armazenam ou transportam alimentos”, explica o coordenador do projeto e professor da unidade curricular de qualidade na indústria de alimentos, Luiz Paulo de Lima.

Para os profissionais que trabalham com a merenda escolar, o projeto também é importante, conforme o professor, pois contribui com as ações que eles já executam e otimiza a gestão de recursos humanos. “Pessoas de fora do processo tendem a ver as coisas de forma diferente daquelas que estão no dia a dia destes estabelecimentos. Dessa forma, é comum os estudantes apresentarem sugestões além das ações que os responsáveis já mapearam e planejaram executar”, ressalta o professor.

Na segunda fase, os estudantes organizaram um treinamento sobre boas práticas de fabricação em serviços de alimentação para 37 servidores da prefeitura de Canoinhas que trabalham diretamente com a manipulação de alimentos. As oficinas foram ofertadas entre os dias 18 e 22 de novembro, com atividades teóricas e práticas, perfazendo oito horas de duração. O conteúdo abordou os temas perigos, microbiologia básica e doenças transmitidas por alimentos; higiene pessoal, de equipamentos e de alimentos; edificações; conservação de alimentos; e gestão de resíduos, conforme as legislações pertinentes.

“Foram utilizados os checklists do Pnae e da RDC n°275 para identificação das conformidades e das não-conformidades, onde foi possível apresentar ideias de ações corretivas para as escolas”, conta a estudante Luana Schimidberger Correa, do 6º módulo do curso de Tecnologia em Alimentos. “Esse projeto me possibilitou fazer uso do conhecimento teórico com a prática, sendo de fundamental importância para o meu desenvolvimento profissional”, enfatiza Luana.

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