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Tem caratê no IFSC: academia do Câmpus São José realiza exame de faixa

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 12 dez 2019 13:06 Data de Atualização: 12 dez 2019 13:29

A Academia IFSC de Karatê Wado Kan (AIK) realizou na última quarta-feira, 11 de dezembro, seu 26º exame de faixa, no qual os alunos se habilitam a passar para uma faixa de graduação superior. A academia existe no câmpus desde 2006, tem aproximadamente 40 alunos, é gratuita, filiada à Federação Catarinense de Karatê (FCK) e aberta à comunidade.

Um dos criadores da academia, o professor Anastácio da Silva Júnior explica que os alunos foram avaliados no exame em kihon (fundamentos) e em kata (luta simulada, com sequência pré-estabelecida). Quem os avaliou foi o sensei (“professor” ou “mestre”, em japonês) Afonso Coutinho Guedes Pinto, um dos pioneiros da arte marcial em Santa Catarina. Pelo fato de a academia ser filiada à FCK (desde 2014), os certificados por ela emitidos são oficiais. Os exames de faixa ocorrem uma vez por semestre.

O objetivo final das aulas de caratê é formar um bom lutador, mas a arte marcial, afirma o professor Anastácio, traz outros benefícios, como autocontrole, autoconfiança e vigor físico. “É um treinamento que exige muita disciplina”, ressalta.

Esses benefícios são confirmados por Carlos Cesar dos Santos, 44 anos, ex-aluno do IFSC (formou-se no curso técnico em Refrigeração e Climatização em 2011) que reencontrou o caratê durante seu período como aluno da instituição – ele praticou a modalidade por quatro anos em sua cidade natal, Seara, no Oeste catarinense, mas depois passou cerca de 16 anos afastado dos dojôs (local onde são feitos os treinamentos de caratê). “Eu descobri que aqui tinha uma academia porque um dia o professor Anastácio entrou de quimono na sala para dar aula de refrigeração”, lembra Carlos.

O ex-aluno do IFSC, que trabalha com refrigeração industrial em uma empresa de São José, é faixa preta (que representa o nível mais alto) em caratê e considera que a arte marcial melhora a saúde, o bem-estar, a concentração e o respeito ao próximo. “No treinamento, quem é faixa preta tem que respeitar e ajudar quem é faixa branca (o nível inicial)”, comenta.

Por causa desses benefícios, ele não teve dúvidas em incentivar os dois filhos a praticarem o caratê. Um deles, Carlos Eduardo, de 12 anos, fez o exame para passar da faixa roxa para a marrom (penúltimo nível). Segundo o pai, o menino relatou que a concentração nos estudos melhorou depois de começar a treinar a modalidade.

Como participar

A AIK surgiu há 13 anos, por iniciativa dos professores Anastácio da Silva Júnior, que já era faixa preta na arte marcial, e Marcos Antonio Leite, que queria aprender caratê. Com aulas no próprio câmpus, começou atendendo professores e estudantes do IFSC (na época, ainda chamado CEFET-SC) e depois ampliou o público para a comunidade externa.

Os treinamentos acontecem às segundas, quartas e sextas das 17h30 às 18h30. Neste semestre, a academia conseguiu abrir também aulas para iniciantes às terças e sextas pela manhã, mas a continuidade desse horário depende da disponibilidade de carga horária dos professores no próximo semestre.

Quem tiver interesse em entrar na academia, pode entrar em contato com professor Anastácio (e-mail anastac@ifsc.edu.br). As aulas são gratuitas.

 

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