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Projeto de leitura promove apresentações de obras da literatura brasileira

ENSINO Data de Publicação: 19 dez 2019 16:23 Data de Atualização: 20 dez 2019 18:11

Dez turmas dos cursos técnicos integrados em Mecânica e Recursos Pesqueiros do Câmpus Itajaí tiveram o desafio de trabalhar obras literárias brasileiras com um gênero musical e uma região do Brasil. Além de entregar um trabalho escrito para a professora de Português Juliane Cavalheiro, eles tiveram que fazer uma apresentação que foi realizada no último dia 13 no auditório.  A viagem literária, como o trabalho propunha, começou com a obra “O fantástico na ilha de Santa Catarina”, de Frannklin Cascaes, em que os alunos tinham que falar de Florianópolis e fazer uma apresentação de pau de fitas. Depois foi para Curitiba mostrar a poesia de Paulo Leminski e o rock, chegou ao Ceará e a Amazônia para falar do carimbó e de “Iracema”, de José de Alencar. Tiveram ainda trabalhos sobre Recife, interior de São Paulo e Itajaí.

“Foi muito gratificante porque o intuito deste trabalho é não fazer apenas avaliações por escrito. A literatura tem que sair das paredes da sala de aula e fazer um sentido diferente para os alunos e o projeto tem o objetivo de fazê-los vivenciar a leitura. Por isso eles transformam as leituras em outras formas de expressão artística e isso torna grandioso o  trabalho em sala de aula, porque eles ressignificam a obra e a literatura. A apresentação para a turma e para o professor não faz o mesmo sentido como fez agora quando eles apresentaram para o colégio inteiro. É um outro vínculo criado, é uma outra dinâmica”, avalia a professora Juliane.

A turma do quarto módulo do técnico integrado em Mecânica tinha que apresentar o cordel de Patativa do Assaré, o rap brasileiro e o interior do Ceará. “Criamos uma história de dois primos, um que morava no interior do Ceará e outro que vinha de São Paulo que se encontram por conta de um outro parente, que no caso era o Patativa do Assaré. Para nós, foi um desafio porque o rap, por exemplo, não é um ritmo que a maior parte dos alunos da nossa sala escuta. Gostei bastante da atividade porque ela faz os alunos interagirem e aprenderem mais”, explica a aluna Evellyn Araújo, que viveu na apresentação Ceará, a flor do sertão.

 Hellen Vitória da Silva, aluna do quarto módulo do técnico integrado em Recursos Pesqueiros,  viveu João Grilo, personagem de “O auto da compadecida”. Ela e a turma precisavam falar da obras de Ariano Suassuna, apresentar o forró de Luiz Gonzaga e o nordeste. “O que mais eu gostei desse trabalho é que a gente interage não só com os alunos da nossa sala, mas com todos os alunos.”

Tiveram ainda trabalhos sobre Dom Casmurro e funk, o sertanejo raiz e Monteiro Lobato, o chorinho e “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector, e o maracatu e a poesia das letras da música da banda de Itajaí Tarrafa Elétrica. 

Por Beatrice Gonçalves | Jornalismo IFSC 

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