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Quando o conhecimento permite "pular" etapas: egresso é selecionado para Doutorado na Unicamp

ENSINO Data de Publicação: 27 jan 2020 05:30 Data de Atualização: 24 jan 2020 12:23

14 artigos publicados em periódicos, 26 resumos, 14 trabalhos completos e 24 resumos expandidos publicados em anais de congressos. Esses são alguns números que constam no currículo Lattes de William Gustavo Sganzerla, 23 anos, e egresso do Câmpus Lages, que hoje cursa, sem ter feito Mestrado, Doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

“Fui aprovado em processos seletivos de mestrado para muitas universidades, incluindo USP, Unicamp e UFSC; além de três processos de doutorado direto. Diante disso, eu escolhi realizar doutorado direto aqui na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), da Unicamp, pelo fato do curso ser conceito Capes 7 (nota máxima atribuída a pós-graduação) e com uma estrutura excepcional”, conta ele, atualmente bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Em seu projeto de Doutorado, sob a orientação da professora Dra. Tânia Forster Carneiro, ele trabalha na integração entre as tecnologias de extração supercrítica e digestão anaeróbica, visando a produção de percursores de biocombustíveis, biometano e hidrogênio, através de um processo otimizado e automatizado. Tânia é pesquisadora do assunto há mais de 10 anos, tanto no Brasil quanto na Espanha. 

William mudou para São Paulo há poucos dias, e menciona a dinâmica de sua rotina nesse novo período: “Já está muito corrida. O ritmo do grupo de pesquisa em que estou é fantástico, composto por alunos brasileiros, colombianos, peruanos, americanos e espanhóis. Já realizamos muitos trabalhos num período curto de tempo”. 

Base

O ex-aluno, nascido na cidade de Francisco Beltrão (sudoeste do Paraná) ingressou no IFSC em 2015. “Assim que entrei já iniciei a Inciação Científica, sendo orientado, desde sempre, pela professora Ana Paula de Lima Veeck”, relata William.

Quando bolsista de pesquisa no IFSC, estudava a caracterização de frutas nativas da serra catarinense, com foco na presença de compostos bioativos, atividade antioxidante e antimicrobiana; desenvolvimento de embalagens bioativas e biodegradáveis, para utilização em alimentos; e produção de nanomateriais visando a aplicação em alimentos.

“Os cursos são fantásticos, e este requisito é atribuído principalmente (e quase que exclusivamente) à qualidade excepcional do corpo docente do Câmpus Lages. Além disso, os professores com os quais convivi sempre estavam muito dispostos a auxiliar em todos os requisitos possíveis”, elogia William, que integrou uma das turmas do curso Técnico em Análises Químicas (2015) e, depois de 2017, Biotecnologia e algumas disciplinas do curso superior em Processos Químicos. 

Para seu futuro, William almeja uma experiência no exterior, mas seguindo também seu coração: “gosto muito da área de pesquisa, e pretendo continuar como pesquisador, seja na academia ou na própria indústria, coisa que no Brasil não é muito provável”, finaliza o ex-aluno do IFSC. 

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