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Projeto de gerenciamento de energia do Câmpus Florianópolis é lançado para toda a rede federal

INOVAÇÃO Data de Publicação: 12 mar 2020 07:45 Data de Atualização: 12 mar 2020 07:49

O aplicativo do projeto Metodologia de Avaliação da Contratação de Demanda de Energia (Macde), desenvolvido pelo Departamento Acadêmico de Eletrotécnica (DAE) do Câmpus Florianópolis, foi lançado no fim de fevereiro para acesso a toda a rede de Institutos Federais no país, num total de 661 instituições.

O programa otimiza a contratação de energia com a distribuidora. “No caso do sul do Brasil, que tem inverno e verão bem definidos, podemos contratar dois patamares diferentes de energia. Não só, como é feito normalmente, um valor para todo o ano” conta o professor Rubipiara Fernandes, coordenador do projeto.

De acordo com o professor, um consumidor comum contrata uma demanda de energia fixa com a operadora da sua região. Caso o cliente use menos, pagará o mesmo valor acordado – ou seja, paga a mais do que realmente usou. Caso use mais do que o contratado, pagará um preço acrescido de multa por estar usando além do que foi solicitado. “Quando fazemos a análise, podemos partir esse contrato em períodos diferentes. No caso do Câmpus Florianópolis, há uma contratação para os meses quentes, em que a demanda aumenta, e outra para o inverno, quando gastamos menos energia elétrica”.

No primeiro ano, a nova forma de contratação resultou em uma economia de cerca de R$ 60 mil. “Um dos câmpus que simularam um contrato dentro do nosso aplicativo, por exemplo, viu que poderia economizar até R$100mil com os ajustes. Isso, em um único câmpus, já paga mais do que o investimento feito pela Setec no Macde”, complementa Fernandes.

O Macde surgiu dentro do IFSC Sustentável - ações de gestão da sustentabilidade no IFSC, entre 2017 e 2018. Em novembro de 2018, o programa contou com aporte de recursos da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), dentro do Programa Energif, ligado à rede de Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica. Além de Rubipiara, participam os professores Daniel Tenfen, Edison Aranha Neto e bolsistas da Engenharia Elétrica e do mestrado em Sistemas de Energia.

“Para nós, a adoção do aplicativo para toda a rede é um reconhecimento ao curso de Sistemas de Energia, pioneiro no Brasil”, conta Fernandes.

A adesão ao programa é opcional, mas a Setec deve capacitar os responsáveis pelos câmpus aos poucos. Nesta fase inicial de uso, é preciso fazer um levantamento dos gastos de energia dos últimos anos e inserir os dados no sistema. A partir disso, é feita a simulação. “A ferramenta é bem simples e pretendemos melhorá-la ainda mais a interface, tornado-a mais amigável. Além disso, é preciso treinar os responsáveis para fazer essa negociação com a operadora de energia elétrica”, explica Rubipiara Fernandes.

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