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IFSC terá laboratório em Xanxerê para "aprender fazendo" com estudantes, servidores e comunidade

ENSINO Data de Publicação: 03 jul 2020 18:13 Data de Atualização: 03 jul 2020 18:39

O Câmpus Xanxerê do IFSC será contemplado com um laboratório para desenvolver a cultura “learning by doing” (aprender fazendo, em tradução livre), que estimula a aprendizagem baseada em projetos. Este será um dos 113 laboratórios, chamados de “Lab IFMaker”, que serão construídos dentro das 41 instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica em todo o país.

A construção dos laboratórios será financiada pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), por meio da chamada pública do edital 35/2020. Dos 22 câmpus do IFSC, 17 participaram de uma chamada interna, e três ideias foram aprovadas. Xanxerê ficou em primeiro lugar, seguida de Florianópolis e Itajaí, mas estes dois passarão por outra rodada de avaliação, em nível nacional, concorrendo com os segundos e terceiros colocados em outros institutos federais pertencentes à Rede. 

No caso de Xanxerê, o projeto já foi aprovado e serão investidos R$ 132.990,00 para colocar em prática a iniciativa do câmpus. Segundo o professor de História e coordenador do projeto, Guilherme Babo Sedlacek, o laboratório prevê o desenvolvimento de um trabalho integrado de ensino, pesquisa e extensão através dos princípios de ensino “Maker” e da cultura do “learning by doing”. 

“Nosso projeto foi desenvolvido a partir de três linhas de pesquisa: ‘Indústria 4.0 e Empreendedorismo’, ‘Ensino STEAM’ e ‘Acessibilidade e Extensionismo’, cada linha com processos e produtos específicos a serem desenvolvidos com os estudantes dos diversos cursos no novo laboratório”, afirma o coordenador. 

Conexão com a comunidade

Na primeira linha de pesquisa, "Indústria 4.0 e Empreendedorismo", o foco está na atuação da empresa júnior do câmpus (Integra EJ), em articulação com o Projeto TEIA, de incubadora de empresas que está sendo implantada na cidade por iniciativa da Associação Empresarial de Xanxerê (ACIX). A ideia, segundo a equipe do IFSC, é realizar consultorias, prototipagens e ensaios nos eixos tecnológicos de fabricação mecânica, informática e produção alimentícia, usando tecnologias de manufatura aditiva, inteligência artificial e sistemas ciber-físicos.

A segunda linha de pesquisa foca-se no “Ensino STEAM” (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática - prevê despertar o interesse dos alunos em ciências exatas). Em Xanxerê, será possível desenvolver um trabalho multidisciplinar, com o foco na criatividade e na solução de problemas, através do uso didático-pedagógico de SmartTV, impressoras 3D, kits de arduíno e Lego Mindstorms. Além disso, o laboratório tem proposta multidisciplinar em sintonia com a Especialização em Multiletramentos na Educação, ofertada no câmpus, podendo contribuir para a formação de formadores para o ensino Maker.

Por fim, a linha de pesquisa “Acessibilidade e Extensionismo” tem como objetivo utilizar equipamentos do Lab IFMaker na dupla perspectiva de atendimento aos estudantes do câmpus com deficiências visuais graves e de fortalecimento da atuação extensionista no município e região. Através da produção de materiais didáticos adaptados para uso do câmpus e demais escolas públicas da região, bem como para o reforço de parcerias existentes para atendimento às necessidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos e Visuais de Xanxerê (Apadavix).

A equipe de elaboração do projeto é multidisciplinar e, até então, composta por Guilherme Babo Sedlacek, professor de História e coordenador; Jairo Gonçalves Carlos, professor de Física; Fabrício Macali, técnico de laboratório de Mecânica; Jackson Meires Dantas Canuto, professor de Informática; e Julio Cezar Barcellos da Silva, professor de Mecânica.

 

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