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Projeto do Câmpus Gaspar do IFSC é finalista do Prêmio Arte na Escola Cidadã

CÂMPUS GASPAR Data de Publicação: 15 set 2020 15:26 Data de Atualização: 15 set 2020 15:48

O projeto interdisciplinar “A paisagem do campo magnético”, desenvolvido com estudantes dos cursos técnicos integrados em Informática e Química do Câmpus Gaspar do IFSC, é um dos 20 finalistas do Prêmio Arte na Escola Cidadã, que busca valorizar o trabalho desenvolvido por professores de Artes e projetos que despertem novos olhares e inspirem alunos e a comunidade escolar. O trabalho de Gaspar é o único selecionado da região sul e é o resultado de um projeto sobre nanotecnologia que envolveu professores de diferentes áreas de conhecimento como Química, Artes, Informática, Biologia, Sociologia, História, Geografia, Matemática e da área de linguagens. A divulgação dos vencedores do Prêmio Arte na Escola Cidadã será realizada em 25 de novembro.

A ideia para o trabalho surgiu de um projeto de extensão que o professor de Química Watson Beck Júnior, do Câmpus Gaspar, desenvolvia com estudantes do Ensino Fundamental de escolas de Gaspar, Blumenau e Ilhota em que eram promovidas oficinas sobre nanociência e nanotecnologia.  “Os estudantes produziam em laboratório ferrofluido a partir de reagentes químicos, faziam as nanopartículas e passavam para um meio líquido que, na presença de um campo magnético, apresentam grande magnetização. O ferrofluido tem uma coloração preta e  utilizamos pigmentos coloridos para a criação de imagens. Eu fotografei algumas delas e apresentei para a professora de Artes Fernanda Trentini e nós resolvemos propor um trabalho interdisciplinar com os estudantes dos cursos técnicos integrados do IFSC”, explica o professor Watson.

Para entender todo esse processo, a professora de Artes também foi para o laboratório de Química produzir ferrofluido e buscar referência de como a arte dialoga com a nanociência. Ela explica que já estava trabalhando com os estudantes o conceito de paisagem e sobre a relação entre arte e tecnologia. “A arte contemporânea trabalha com nanociência e a proposta do projeto foi pensar na paisagem do campo magnético produzido através do experimento do ferrofluido. Nós elaboramos um roteiro em que os estudantes tinham que sintetizar o ferrofluido, visualizar o campo magnético e registrar em fotografias. Eles tinham ainda que reproduzir as imagens em materiais com alto relevo que fossem acessíveis, produzir legendas em braile, inglês e espanhol, produzir vídeos em que tinham que explicar todo o processo e fazer a audiodescrição. Esses materiais foram utilizados em uma exposição que foi realizada no Câmpus durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em outubro do ano passado.”

A professora explica que o projeto foi realizado ao longo de dois meses e que foi um grande desafio para as áreas envolvidas e para os estudantes. “Os alunos foram os protagonistas em todo esse processo, nós enquanto professores atuamos mais como mediadores. Eles construíram cada etapa e precisavam a todo momento pensar em como expor isso, como transformar em materiais acessíveis para o público que iria ver a exposição.  Essa foi a primeira vez que eu e o Watson trabalhos juntos de forma interdisciplinar. Projetos como esse contribuem para o reconhecimento da área de artes para a formação de um cidadão criativo e reflexivo e para a formação técnica desses estudantes.”

O professor Watson explica que um dos diferenciais do projeto é trazer conteúdos que costumam ser vistos apenas na graduação para trabalhar com estudantes da Educação Básica com é o caso da nanotecnologia que utiliza a tecnologia em escala nanométrica, ou seja, em dimensão atômica e molecular. “Com esse projeto nós conseguimos fazer com que os estudantes pudessem trabalhar o tema de uma forma transversal. Além da Química e de Artes, em Matemática, eles fizeram os cálculos das áreas de superfície, em Física trabalharam questões sobre diferentes tipos de magnetismo, na Geografia a questão do campo magnético, em Sociologia a ética do uso da tecnologia.”  

CÂMPUS GASPAR