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Equipes do Câmpus Criciúma conquistam primeiras posições em Olimpíada de Robótica

CÂMPUS CRICIÚMA Data de Publicação: 27 out 2020 08:38 Data de Atualização: 03 nov 2020 09:47

Duas equipes de estudantes do curso técnico em Mecatrônica do Câmpus Criciúma do IFSC ficaram nas três primeiras posições da etapa catarinense da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A edição, disputada de forma virtual em 2020, foi realiza na última quinta-feira (22). É a segunda medalha de ouro consecutiva de uma equipe do Câmpus Criciúma.

A OBR é uma competição estudantil de robótica, realizada desde 2006, com a participação de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, com o objetivo estimular os jovens às carreiras científicas e tecnológicas. Em Santa Catarina, a coordenação da OBR é do professor do Câmpus Criciúma, Giovani Batista de Souza.

Neste ano, em razão das medidas de distanciamento social, a prova que era realizada em pistas físicas, pelas quais os robôs programados pelos alunos devem percorrer um trajeto e superar obstáculos, foi realizada de forma virtual. Os alunos deviam programar um robô de forma on-line que percorreu as pistas em uma plataforma virtual.

 

Robô programado pelos alunos do IFSC executa as tarefas na pista virtual da OBR 

 

“A prova prática virtual teve um peso muito grande na programação do robô, pois a parte física do robô foi escolhida através de seis modelos disponibilizados pela organização. A competição ocorreu da mesma forma que a prática, os competidores entravam na arena e colocavam seu código, programado por eles, para rodar. A arena executava o código e o robô se movimentava conforme o programa realizado pelos estudantes”, explica o professor Douglas Lucas dos Reis, responsável pelas equipes.

Além da prática com o robô na plataforma virtual, outra etapa da competição consiste na apresentação de um vídeo com o projeto do robô. O resultado desta parte da disputa sai em novembro.

Bicampeã!

Campeã na etapa estadual do ano passado, e oitava colocada na etapa nacional da OBR, a equipe Robotron foi novamente campeã. A equipe teve mudanças de 2019 para cá: permaneceu Kamylo Serafim Porto e entraram Kauan Biring Fontanela e Lucas Adriano dos Anjos. Eles estão no segundo ano do curso técnico em Mecatrônica e ficaram em primeiro lugar na disputa que reuniu 15 equipes de escolas de Santa Catarina, terminando com 880 pontos, contra 640 da segunda colocada.

“Essa conquista só reforça a excelente qualidade de ensino do IFSC, que mesmo em condições frágeis causadas pela pandemia conseguiu manter os alunos focados nos estudos. É uma conquista pessoal imensa para nós mesmos, trabalhamos duro durante meses e jamais passou pela nossa cabeça desistir”, festeja Kamylo, presente nas duas conquistas da Robotron.

Para se preparar, o time ficou longas horas em chamadas de vídeo, programando o robô remotamente, e também participou de amistoso organizados pela própria OBR. “Começamos a trabalhar assim que o simulador foi lançado. Foram incontáveis horas em chamada, programando e ajustando cada pequeno detalhe do robô. Participamos de alguns amistosos que nos ajudaram a melhorar e entender cada vez mais o robô. Estamos contentes com o resultado, mas não satisfeitos. Sabemos que temos muito a melhorar para a etapa nacional, já que na OBR, o aprendizado não tem fim”, conta Lucas.

A fase nacional da OBR será realizada de 10 a 14 de novembro, também de forma virtual. Participarão 81 equipes de cada um dos níveis da OBR (ensino fundamental e médio). Para o aluno Kauan, da Robotron, um dos grandes desafios foi coordenar o trabalho em equipe, ainda mais sendo realizado de forma remota.

“Durante nossa jornada, enfrentamos vários desafios, tanto com a programação quanto com o trabalho de equipe. Tivemos que aprimorar nossa capacidade de raciocínio lógico e adaptação e até nossa resiliência a frustrações, habilidade que é extremamente necessária na vida de um programador. Além disso, desenvolvemos um grande sincronismo em nossa equipe, pensamos e analisamos todo o processo do robô juntos, um verdadeiro trabalho em equipe”, diz Kauan.

Medalha de bronze

Além da primeira colocação, o Câmpus Criciúma teve outra equipe no pódio da OBR. À frente da Baiobots IFSC, Edmilson Alano Batista, Luiz Gustavo Fernandes, Lucas Westfal e Carlos Eduardo dos Santos Feliciano conquistaram a terceira posição naquela que foi a última participação dos alunos na OBR, já que estão no terceiro ano do curso técnico em Mecatrônica.

“Sem dúvidas a olimpíada contribuiu muito a nossa formação técnica, pois ela envolve a integração de mecânica, eletrônica e programação. Apesar de a versão virtual conter apenas programação, tivemos que aprender a se adaptar e desenvolver novas habilidades para superar os desafios. Para mim em particular, a OBR foi um dos principais motivos que me levou a adorar o curso, e me certificar do quero prosseguir em minha vida profissional”, diz Edmilson.

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