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Árvores de Canoinhas: projeto destaca importância de áreas verdes na cidade

CÂMPUS CANOINHAS Data de Publicação: 21 set 2020 13:32 Data de Atualização: 06 out 2020 12:17

O plantio de uma muda de guabiju, na Praça Francisco Timotheo Bojarski, em Canoinhas, tem um significado muito maior que a comemoração isolada do professor Lauro William Petrentchuk e seu filho Martim, de seis meses, em alusão ao Dia da Árvore, lembrado nesta segunda-feira, 21 de setembro. A ação concretiza o objetivo específico de “plantar uma árvore em espaço público (praça) como forma de incentivar a sociedade a refletir sobre a importância da arborização urbana”, dentro de um projeto de pesquisa desenvolvido pelo Câmpus Canoinhas.

Coordenado pelo professor Lauro e aprovado pelo edital PROPPI/DAE 23/2019, o projeto “Árvores de Canoinhas: identificação de espécies que compõem a paisagem urbana” conta com quatro alunas pesquisadoras do 2º ano do curso superior de Agronomia, Thuany Aparecida Levandoski Jansen, Jocieli Mileski Bueno e Larissa Baptista, como bolsistas, e Rabechlt Stange Almeida, como voluntária.

Nesta etapa, elas estão registrando, individualmente, as espécies existentes nas ruas de Canoinhas, com fotografias e informações sobre tipo de copa, poda e estado fitossanitário. Estes registros serão usados para o diagnóstico e mapeamento das espécies que compõem a paisagem urbana. A partir do diagnóstico, o projeto vai desdobrar suas ações para levar informações mais acessíveis sobre o assunto aos moradores de Canoinhas.

Além do plantio de guabiju na Praça Francisco Timotheo Bojarski, os outros objetivos específicos preveem a elaboração de um banco de imagens e informações referentes às espécies plantadas na cidade; o diagnóstico de quais árvores identificadas pelo projeto são ou não indicadas para a arborização urbana e quais as melhores formas de manejo; publicação de artigos sobre o assunto na imprensa local; e elaboração de um informativo sobre a importância da arborização urbana e com dicas de como realizar a escolha e o plantio adequado de árvores em vias urbanas.

O guabiju (Myrcianthes pungens) foi escolhido para representar o projeto por ser uma espécie nativa da Mata Atlântica. A árvore oferece frutos pequenos e adocicados muito apreciados pelos pássaros, possui características ornamentais e é indicada para arborização urbana.

A importância de áreas verdes na cidade

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o recomendado é que as cidades tenham, no mínimo, doze metros quadrados de área verde por habitante, um número superior ao encontrado atualmente. Entre as explicações para a arborização deficiente, estão o desinteresse das entidades gestoras dos municípios e a falta de cultura da população em cultivar árvores em meio às calçadas.

“Este projeto busca mostrar para a população canoinhense que a arborização urbana pode servir de um excelente recurso educacional, promovendo a disseminação da importância das árvores e a correta condução delas no meio urbano. O intuito é desmitificar que a arborização urbana causa sujeira, que suas folhas entopem bueiros ou calhas. A população esquece que as árvores nas cidades proporcionam sombra, embelezam as ruas, fornecem alimentos para a avifauna e minimizam maus cheiros, barulhos e poluição”, ressalta professor Lauro.

Segundo o professor, a presença de poucas árvores nos meios urbanos torna o ecossistema muito vulnerável à existência de pragas e doenças, o que pode trazer prejuízos para a arborização pela falta de variabilidade de espécies. “Por meio da prática correta de planejamento da arborização urbana, é possível criar um ecossistema urbano equilibrado, assim como é na natureza, mostrando que há muito mais benefícios que malefícios em se ter árvores na cidade”, ressalta.

Outros problemas decorrentes da falta de arborização refletem no alto consumo de energia elétrica, por causa dos aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, e nos desgastes prematuros de pinturas e faixadas das edificações pela incidência direta de radiação solar, entre outros.

De acordo com o professor, é importante lembrar também o papel social desempenhado pelas árvores. “O verde urbano constitui-se em áreas de encontro entre as pessoas, tornando-se um local que traz conforto. As funções de recreação, ecoturismo, lazer e ornamentação são fundamentais para uma sociedade que busca qualidade de vida.”

CÂMPUS CANOINHAS PESQUISA

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