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Dia do Professor: Conheça histórias de egressos do IFSC que hoje são docentes na instituição

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 15 out 2020 12:08 Data de Atualização: 15 out 2020 16:45

Atualmente, o IFSC conta com 1,6 mil professores  em seus 22 câmpus e no Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead). Para alguns, a história com a instituição começou antes de ter a relação de trabalho. Entre os docentes do instituto há vários egressos que, depois de se formarem, quiseram retornar ao local que tanto aprenderam para agora ensinar.

É o caso da professora de Panificação e Confeitaria do Câmpus Florianópolis-Continente Julyetty Crystyne da Silva.  Ela já era formada em Química - tinha feito licenciatura, bacharelado e até mestrado na área. Mas, em 2015, sentiu que faltava algo para se sentir satisfeita profissionalmente. Conversando com uma amiga, soube do  curso superior de Gastronomia do IFSC. “Escolhi o curso porque já dava aula de Química para Proeja e achava uma experiência ótima”, conta.

Dentro do curso de Gastronomia, ela sempre participou de projetos de pesquisa buscando, principalmente, a disseminação do conhecimento. “Sempre me senti muito bem no ambiente do IFSC”, relata. Assim que se formou, surgiu a oportunidade de fazer o processo seletivo para professora substituta na área de panificação e confeitaria. “Tive minhas dúvidas, pois não era uma área que eu tinha experiência, mas a vontade de dar aula e ainda dentro da instituição que me formou falou mais alto”, diz Julyetty.

Atualmente, a professora se sente extremamente satisfeita pela área que escolheu trabalhar e usa todos os conhecimentos que adquiriu com o tempo e estudos para melhorar cada vez mais as suas aulas. “A parte mais grata da profissão de professora é a interação com os alunos, poder ver como a vida deles muda com aquele conhecimento que você transmite para ele”, destaca.  “Sou extremamente grata ao IFSC por ter me dado diversas oportunidades de aprendizagem e de transmissão dela pela docência”, conclui.

Colega de trabalho no mesmo câmpus de Julyetty, a professora Mariana Kilpp também foi aluna do IFSC antes de se tornar professora da mesma instituição. Veja seu depoimento no vídeo abaixo:

Da época do Cefet-SC

A história da Juliana Coelho com o IFSC começou quando a instituição ainda era o Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (Cefet-SC). Em 2003, ela ingressou como aluna na primeira turma do curso superior de tecnologia em Radiologia do Câmpus Florianópolis. Hoje, 17 anos depois, ela é a coordenadora deste mesmo curso e professora do Departamento Acadêmico de Saúde e Serviços (DASS).

Há 11 anos, o dia 15 de outubro tem uma dupla celebração para Juliana. Além de ser o dia do professor, foi a data da sua posse como professora permanente do IFSC - já que antes de se tornar uma servidora efetiva, ela chegou a ser professora substituta no câmpus. “O IFSC também me proporcionou outras experiências: consegui fazer meu mestrado e o meu doutorado, inclusive atuando na área por seis meses em Londres com o doutorado sanduíche, uma experiência incrível”, conta.

Filha do Cefet-SC

É assim que a professora efetiva de Enfermagem do Câmpus Joinville, Marlete Scremin se apresenta: filha do Cefet. No vídeo abaixo, ela conta a sua história com o IFSC desde quando foi aluna até se tornar docente na mesma instituição:

 

De professor a colega de trabalho

O professor Golberi de Salvador Ferreira, do Departamento Acadêmico de Eletrônica (DAELN) do Câmpus Florianópolis, tem hoje, entre seus colegas de trabalhos, profissionais que foram seus professores no curso técnico de Eletrotécnica da então Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETF-SC). Depois que finalizou o curso técnico no IFSC, Golberi passou para o curso de Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “O ensino técnico fez uma grande diferença e nós, estudantes da ETF-SC, éramos referência nas aulas práticas”, relata. “Éramos destaque não só na questão do conhecimento, mas também do profissionalismo e do amadurecimento, pois entrávamos na universidade meio profissionais”, afirma.

Apesar de ser de uma família de professores, Golberi acabou se tornando professor por acaso. No ano em que estava se formando na universidade, ele foi assistir a uma palestra de uma grande empresa que estava prospectando futuros profissionais. No meio do evento, encontrou um professor que o chamou e disse que a ETF-SC precisava de um professor substituto com urgência na sua área. Dois dias depois, já estava dando aula. Mais tarde, acabou sendo efetivado após passar em um concurso público e passou a conviver com alguns de seus professores. “A pessoa foi meu professor foi quem me chamou para a oportunidade de dar aula aqui e hoje é meu colega de trabalho”, observa.

-> Leia mais depoimentos de professores do Câmpus Florianópolis que também foram alunos do IFSC

No Câmpus Itajaí, também tem professor que é egresso da ETF-SC. O professor de Mecânica Cássio Aurélio Suski fez o curso técnico integrado em Mecânica de 1991 a 1994. “Ao longo dos estudos na escola técnica, realizei várias atividades práticas e estágios onde tinha como função ensinar outros alunos e assim fui tomando gosto pela área acadêmica”, conta. Para ele, dar aula na instituição onde estudou é muito especial. “O conhecimento prático adquirido como aluno da então escola técnica, aliado ao conhecimento teórico aprofundado na graduação de engenharia, me proporcionou uma excelente formação profissional e pessoal”, destaca.

-> Veja mais casos de professores do IFSC do Câmpus Itajaí e do Câmpus Gaspar que estudaram no que hoje são os Institutos Federais de outros estados

Afinidade para a docência a partir de um projeto de extensão

Foi durante um projeto de extensão, enquanto estudante, que o professor Bruno dos Anjos comprovou sua afinidade para a docência. “Desde o momento em que ingressei no curso superior de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, no Câmpus Canoinhas, senti bastante afinidade com atividades ligadas à docência. Durante minha formação, participei de projetos de extensão que me levaram a gostar ainda mais da docência”, conta Bruno, que, atualmente é professor no curso técnico em Manutenção e Suporte em Informática, também no Câmpus Canoinhas.

Sua principal referência é a atuação, em 2018, no projeto Alunos como extensionistas do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. “No projeto, nós, discentes, ensinávamos lógica de programação a estudantes de nonos anos da rede pública municipal de Canoinhas para que eles participassem da Olimpíada Brasileira de Informática”, explica. As aulas renderam um ótimo desempenho para todos os alunos, das escolas municipais e do IFSC. Bruno se formou tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no final do mesmo ano e, já no começo de 2019, surgiu a oportunidade de participar do processo seletivo para professor substituto. Ele assumiu a vaga em agosto do ano passado, aos 21 anos.

Professor também precisa aprender

Trabalhar no Câmpus Palhoça Bilíngue do IFSC exigiu do professor Oscar Raimundo dos Santos Júnior adquirir novos conhecimentos. “Eu não tinha conhecimento da cultura surda antes de entrar no câmpus”, diz. Ao ingressar no câmpus, precisou conhecer, além dessa cultura, a língua brasileira de sinais (Libras), que é usada nas aulas e na comunicação com os estudantes surdos. “Mergulhei de cabeça pra aprender, ganhei meu sinal e fui me desenvolvendo”, conta.

Oscar é professor de Produção Audiovisual e Educação Bilíngue no câmpus, uma área bem diferente do curso que ele fez quando foi estudante da instituição, quando ela ainda se chamava Escola Técnica. Ele ingressou em 1998 no curso técnico integrado em Eletrotécnica no atual Câmpus Florianópolis e começou a trabalhar em uma companhia de teatro por causa dele: cuidava da iluminação e de objetos de cena. Por causa do teatro, decidiu, em 2001, ingressar em um curso de graduação em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Vídeo. Trabalhou em emissoras de TV e produtoras de vídeo e comerciais, fez trabalhos free lance e foi roteirista e diretor de filmes de curta metragem. 

Por incentivo da família, fez o concurso do IFSC e voltou à instituição como servidor em 2013, no cargo de técnico de laboratório audiovisual do Câmpus Palhoça Bilíngue. Em 2014, uma nova experiência: ministrou aulas em um curso do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Nunca tinha pensado em ser professor, na verdade, mas isso me incentivou bastante a tentar seguir essa área”, recorda. Em 2016, foi aprovado no concurso para docente do IFSC.

Sete anos após começar a trabalhar no câmpus e há quatro como professor, Oscar consegue ministrar sua disciplina sem auxílio de intérprete de Libras. Sobre a profissão, ele diz que adora ser professor e valoriza a troca de experiências que ocorre ao ter contato com as realidades e visões de mundo dos alunos. “Não é fácil, nem simples. Mas também é gratificante”, afirma.

-> Leia também histórias de professores do Câmpus São José que foram alunos do IFSC

2020: o ano que os professores se reinventaram

Como se ser professor(a) já não fosse desafiador o bastante, neste ano o mundo todo se viu enfrentando uma pandemia que fez com que as aulas presenciais fossem suspensas por meses. No IFSC, as atividades presenciais seguem suspensas até o final do ano. E a maioria dos professores que até então ministravam aulas presenciais tiveram que aprender diversos recursos tecnológicos para passar a dar aulas a distância por meio da tecnologia.

Como uma forma de homenagear os professores neste Dia do Professor, a IFSCTV produziu o vídeo abaixo:

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