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Empresa júnior do Câmpus Criciúma se reinventa na pandemia

EXTENSÃO Data de Publicação: 17 nov 2020 07:25 Data de Atualização: 17 nov 2020 13:51

A necessidade de distanciamento social para conter o avanço da pandemia de coronavírus representou um desafio a mais para a Mecatrônica e Automação Júnior (MAJ), empresa júnior formada por estudantes de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Criciúma do IFSC. Trabalho remoto e reuniões virtuais marcaram o ano da empresa, que precisou se reinventar durante a pandemia.

Uma das principais mudanças sentidas pela MAJ foi a redução das chamadas “prospecções passivas”, quando a empresa é procurada por clientes para executar algum serviço. Assim, eles se dividiram em grupos para prospectar clientes de forma ativa.

“Com a pandemia, percebemos um problema com as prospecções passivas, então nos preparamos para a prospecção ativa. Toda semana fazemos ligações para empresas com o objetivo de converter em algum projeto”, explica Daniel Delano, diretor-presidente da MAJ.

Fundada em 2018, a MAJ realiza projetos e consultorias nas áreas da mecatrônica para empresas de médio e pequeno porte, pequenos negócios, indústrias, bem como instituições de ensino públicas e privadas. Como empresa júnior, a MAJ não tem fins lucrativos, tendo como objetivo principal proporcionar uma formação complementar ao estudante, que vivencia um contato real com o mundo do trabalho. 

Atualmente, 14 alunos de Engenharia Mecatrônica se envolvem diretamente com a MAJ. Destes, cinco integram a direção executiva: Maria Luiza Paiva (Administração e Finanças), Roberta Gerhardt (Comercial e Marketing), Lucas Castro (Projetos) e Gabriela Possamai (Gestão de Pessoas), além de Daniel Delano. Eles são orientados pelo professor Geóvio Kroth.

Mesmo com a pandemia afetando o trabalho, a MAJ desenvolveu ou está desenvolvendo quatro grandes projetos em 2020. O primeiro deles foi o desenvolvimento de um guincho hospitalar automatizado para a Fundação Hospitalar Santa Otília, de Orleans. Em junho, a MAJ doou 630 máscaras de proteção facial (face shields) para a secretaria de Saúde de Criciúma, após ter sido contemplada em um edital do IFSC para ações emergenciais de enfrentamento à pandemia.

Os alunos também foram procurados por clientes externos para desenvolver outros três produtos: uma placa elétrica para pagamentos e acionamento de lava-roupas para uma lavanderia self-service, um equipamento automatizado para o uso em treinamentos de tênis e a modelagem de uma máquina agrícola para o recolhimento de silagem.

“Estamos desenvolvendo projetos de automatização residencial. Também atuamos com desenvolvimento de produto, quando o cliente tem a ideia de criar uma máquina que não existe no mercado ou fazer alguma modificação em um equipamento. Além disso, estamos entrando no desenvolvimento de CNCs (comando numérico computadorizado) em geral”, explica Daniel.

Interessados em contratar a empresa júnior de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Criciúma podem acessar o site da MAJ ou o perfil da empresa no Instagram.

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