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Estudantes do Ensino Médio vencem desafios propostos pela Acats

INOVAÇÃO Data de Publicação: 08 dez 2020 14:04 Data de Atualização: 09 dez 2020 11:06

Para pessoas de mente inquieta, caminhar entre as gôndolas de supermercados são um prato cheio para a criatividade. Pensando dessa forma, surgiu o Floripa Hack, que uniu estudantes e a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) para discutir os problemas, desafios e oportunidades do setor, e desenvolver soluções com potencial de gerar negócios reais. A equipe do Câmpus Florianópolis, Potência, composta apenas por alunos do Ensino Médio desenvolveu o protótipo de um sensor de peso  e de carga para solução do problema de ruptura de gôndola (falta de produto nas prateleiras) e conquistou o 1º lugar no evento. Do mesmo Câmpus, a equipe Indets também é composta por estudantes do IFSC e conquistou a terceira colocação. 

O Floripa Hack, que aconteceu de 6 a 14 de novembro, teve o objetivo de substituir a tradicional gincana de alunos da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2020 do IFSC. Consistiu em um hackathon online do programa GeraçãoZ do Sebrae com apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis, para, em princípio mobilizar toda a comunidade acadêmica.

Com o trabalho de divulgação nas redes sociais, grupos de whatsapp, lives de incentivo, o evento envolveu estudantes não só do IFSC, mas também da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Institutos Federais do Rio Grande do Sul (IFRS), do Pará (IFPA) e Sul Rio-grandense (IFsul) e Universidade São Paulo (USP), dentre outras, totalizando mais de 500 participantes. “A participação foi muito interessante, pois imaginávamos mobilizar somente os alunos do Câmpus Florianópolis. E de repente percebemos que não tínhamos limites de fronteira. Bastava as equipes terem internet. Já no hackathon conseguimos montar 17 equipes de 3 a 5 participantes”, conta o professor Eduardo Link, que esteve à frente da organização do Floripa Hack.

Vencedores

Das 17 equipes que executaram as diversas etapas e desenvolveram as soluções sobre os desafios impostos pelo setor supermercadista, ficaram cinco equipes. Estas equipes ganharam gratuitamente uma capacitação online sobre empreendedorismo, ministrada pela equipe do Sebrae.

As três melhores soluções propostas aos desafios apresentados são da equipe Indets, que apresentou um aplicativo para auxiliar na ruptura de gôndola nos supermercados, classificada em 3º lugar; da Algodom, com o projeto de eficiência energética, apresentando um protótipo que monitora os gastos energéticos de um supermercado, que conquistou o 2º lugar. A 1ª colocação ficou com o grupo Potência. 

A premiação do Hackathon foi a seguinte: kits básicos de arduíno para o 3º lugar; kits avançados de arduínos para todos os participantes da equipe Algodom (2ª colocada) e uma impressora 3D para a equipe do Câmpus Florianópolis (1º lugar).

Link destaca que a parceria do grupo geraçãoZ com a Prefeitura contribuiu não só na organização como na execução de todo Hackathon. “O IFSC contribuiu com alunos do curso da Engenharia Mecatrônica que ajudaram na montagem das plataformas virtuais e atendimento aos participantes. Além da participação nas lives e demais eventos paralelos durante a SNCT”, relata o docente, que completa: “a nossa participação foi fundamental, pois um evento deste porte necessitaria de seis meses de divulgação e conseguimos fazer em quatro  semanas. Sem uma instituição preparada, com pessoas engajadas como os professores Rogério e Erwin, com certeza não teríamos o resultado esperado. Parabéns a toda a direção do Câmpus Florianópolis.

Desafios e proposta

A competição foi composta por quatro desafios: ruptura de gondôla, que é a falta de produto na prateleira do supermercado para o cliente; eficiência energética, a fim de reduzir custos e obedecer a legislação para armazenamento de produtos; vendas e relacionamento com o cliente, ou seja, encontrar novas maneiras de fedilizar e se relacionar com os clientes e vender por outros canais; e ciência de decisão, que consiste em obter e processar dados para oferecer subsídios para tomada de decisão rápida.

“A equipe do IFSC composta somente por alunos do Ensino Médio surpreendeu a todos os avaliadores, com inovação simplicidade e humildade nas apresentações, características fundamentais e valorizadas”, conta Eduardo. O projeto da equipe Potência, segundo o professor iniciou com o protótipo de utilizar um sensor ultrassônico para solução do problema de ruptura de gôndola. “Porém com as dicas dos mentores do hackathon acabaram mudando para sensores de carga instalados nas gôndolas e que através de um sistema, aplicativo, avisaria o pessoal responsável pela reposição das prateleiras", relata Carolina Volpato, integrante da equipe.

Participação acadêmica

Carlos Eduardo Orgecoski é aluno do Câmpus Florianópolis e foi o responsável, juntamente com o estudante Paulo de Souza pela criação do Discord, programa utilizado no hackaton para comunicação, bate papo para interação na iniciativa. Segundo Carlos Eduardo, a plataforma possibilitou debates, troca de informações, alguns eventos de diversão, com intuito de juntar a galera e animar os participantes com jogos no próprio Discord. “Funcionou de forma dinâmica com os participantes”, destaca ele.

Paulo foi responsável por hostear as lives em seu computador, alimentar o youtube com as mesmas, além de ajudar no suporte via o Discord. As lives eram feitas pelos meets do google e eu mandava os links da reunião aos participantes e realizava essa transmissão pelo aplicativo de streaming gratuito OBS. Paulo conta que foi a primeira vez que realizou algo nessa área, desde encontrar um aplicativo de streaming.

Alessandra Fernandes estava focada na divulgação, comunicação e articulação com as pessoas. “Fiz a gestão do Instagram, criando, principalmente, conteúdo para os stories. Me comuniquei com as principais articulações estudantis aqui no IFSC, como os representante dos cursos (presidentes dos Centros acadêmicos), o presidente da Atlética do IFSC, o dono do canal no YouTube Mecatralha, que foi criado por um formando da Engenharia Mecatrônica, professores e ex-participantes de hackathons”, conta ela.

Alessandra também auxiliou na formação das equipes do hackathon e nas lives na parte de repassar as dúvidas. “Também fiquei no suporte em alguns períodos no Discord (plataforma oficial de comunicação do hackathon), gerenciei um jogo com algumas equipes também. Eu nunca tinha participado de um hackathon antes, e foi bem interessante. Me ajudou muito trabalhar a comunicação e administrar redes sociais”, finaliza a estudante.

Para o professor Eduardo Link, “foi uma experiência sensacional, pois o envolvimento da comunidade acadêmica mesmo de forma online, reuniões com outras escolas e universidades, abrindo os horizontes não apenas dos alunos mas também da gente, que estava na retaguarda. Além de mostrarmos para muitos que o IFSC está ativo e preocupado com o desenvolvimento humano mesmo neste momento difícil de pandemia”. 

O que é Hackathon

Evento que reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software em maratonas de trabalho com o objetivo de criar soluções específicas para um ou vários desafios. 

Inscrições abertas

O Ensino Médio Técnico do IFSC está com inscrições abertas para 39 opções de cursos até 15 de dezembro. São 1.443 vagas nas cidades de Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Palhoça, São Carlos, São José, São Miguel do Oeste e Xanxerê.

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