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Pesquisa desenvolvida por estudantes de Agronomia do Câmpus SMO é premiada em seminário nacional

PESQUISA Data de Publicação: 03 dez 2020 09:38 Data de Atualização: 03 dez 2020 10:01

Uma pesquisa desenvolvida no IFSC Câmpus São Miguel do Oeste foi considerada a segunda melhor do 14° Seminário Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado (Senafrut), realizado em novembro de forma on-line. O trabalho é de autoria dos estudantes de Agronomia Paulo Sérgio Gularte, Nair Cristiane dos Santos e Bernardo Cerezer, sob a orientação da professora Aquidauana Miqueloto Zanardi. Ao todo, 175 pesquisas de diferentes instituições foram submetidas ao evento.

Intitulado como “Ação do ácido naftaleno acético e metil jasmonato na conservação pós-colheita de ameixas ‘Laetitia’”, o estudo foi desenvolvido no Laboratório de Fisiologia e Fitossanidade Vegetal do Câmpus SMO e contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Ainda teve colaboração da professora Keli Cristina Fabiane do IFSC Câmpus SMO e do doutorando Tiago Miqueloto da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

“A premiação deste trabalho contribui para demonstrar a importância da Ciência e como ela é transformadora principalmente no âmbito dos discentes, digo isto, porque temos alunos que se identificaram muito com a área da pesquisa e viram que a partir desta é possível contribuir para a geração de conhecimento à sociedade”, afirma a orientadora do trabalho professora Aquidauana Miqueloto Zanardi.

Entenda melhor

O trabalho consistiu na aplicação de dois hormônios vegetais, chamados de fitorreguladores, em frutos de ameixa do tipo Laetitia com o intuito de aumentar o período de conservação pós-colheita e manter a qualidade dos frutos. A pós-colheita da ameixa é um dos principais desafios encontrados atualmente pelos produtores. O estudo mostrou resultados promissores, os quais os fitorreguladores ácido naftaleno acético e metil jasmonato mostraram-se potenciais alternativas para aumentar o período de conservação, além de manterem uma melhor qualidade dos frutos.

“Esperamos que ao final desse estudo, possamos auxiliar os produtores de ameixa a resolverem os entraves encontrados na pós-colheita dessa fruta. Esperamos também, que os consumidores tenham acesso a frutos de boa qualidade, que atendam suas expectativas e que agradem ao consumidor”, relata o estudante de Agronomia Paulo Sérgio Gularte.

A pesquisa com a aplicação de fitorreguladores deve continuar. O grupo de fisiologia e pós-colheita do Câmpus SMO do IFSC trabalha com ameixa há três anos e tem feito diferentes estudos com essa cultura. Além dela, também existem pesquisas com pitaia, pitanga e morango.

“A equipe do Laboratório de Fisiologia e Fitossanidade Vegetal do Câmpus SMO gostaria de agradecer pela infraestrutura disponibilizada, a Fapesc pelo apoio financeiro, aos demais discentes do Curso Superior em Agronomia pelo auxílio na condução dos experimentos e ao professor Odimar Zanuzo Zanardi do IFSC Câmpus São Lourenço do Oeste pela análise dos dados das variáveis analisadas”, destaca a professora Aquidauana.

CÂMPUS SÃO MIGUEL DO OESTE PESQUISA

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