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Projeto do Câmpus Gaspar cria rede colaborativa com professores da educação básica de ensino para produção de videoaulas e materiais didáticos durante a pandemia

CÂMPUS GASPAR Data de Publicação: 21 jan 2021 18:44 Data de Atualização: 21 jan 2021 19:18

Quando foi preciso mudar as atividades presenciais para o ensino remoto, por conta da pandemia, muitos professores precisaram adaptar suas aulas para o formato on-line e isso gerou uma série de dúvidas, principalmente, sobre o uso de ferramentas digitais. Para auxiliar os professores da educação básica de Gaspar, os professores Vanessa Oechsler e Francisco Felipe de Sousa, do Câmpus Gaspar, desenvolveram o projeto “Rede de ensino de Ciências e Matemática um instrumento de apoio ao ensino em momentos de isolamento social” que foi aprovado pela chamada interna do IFSC para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O projeto foi realizado de abril a dezembro de 2020 e contou com a participação de 16 professores de Matemática e Ciências dos anos finais do Ensino Fundamental de Gaspar. Para a troca de experiência entre os professores foi criado um grupo no whatsapp e um espaço no Google sala de aula para servir como repositório dos materiais produzidos. “Nossa proposta foi auxiliar os professores e compartilhar experiências. Eu e a professora Vanessa já utilizamos o Google sala de aula e temos canais no Youtube, a proposta era apresentar um pouco dessas ferramentas e orientá-los neste momento de ensino remoto”, explica o professor do Câmpus Gaspar Francisco Felipe de Sousa. 

A professora de Matemática Maria Bernadeti Nicolodi, da escola Norma Mônica Sabel, foi uma das participantes do projeto. Ela conta que uma das maiores dificuldades que enfrentou no início do ensino remoto foi para aprender a utilizar as ferramentas do Google sala de aula. “Eu sou professora de Matemática e utilizamos uma série de símbolos nos nossos materiais e quando eu colocava o conteúdo na plataforma do Google sala de aula desconfigurava a maior parte deles. O grupo de whatsapp criado pelo projeto foi fundamental neste momento para nos ajudar a tirar essas dúvidas. Era só colocar lá que em menos de 10 minutos surgia uma sugestão. Foi nesse grupo que também aprendi a fazer videoaulas utilizando o recurso da mãozinha, que é quando apenas a mão do professor aparece no vídeo enquanto ele escreve em uma folha de papel.”

No grupo do whatsapp, uma demanda recorrente dos professores era sobre a produção de videoaulas. “A maior parte dos professores da Educação Básica não estavam acostumados a produzir videoaulas, não sabiam que equipamentos utilizar, como gravar e queriam dicas de produção de vídeos. Eu apresentei alguns vídeos que eu já havia trabalhado e ajudei alguns professores a produzirem outros. Durante o projeto houve uma troca muito grande e eu também aprendi com os professores da rede. Uma professora, por exemplo, contou que costumava trabalhar probabilidade com os estudantes utilizando um pacote de confetes. Eles tinham que verificar quantos confetes costumam vir em um pacote e calcular a porcentagem de cada uma das cores. Os estudantes ficam muito entusiasmados com uma atividade como essa porque eles podem comer os confetes e é muito interessante porque as cores variam de pacote para pacote. Não há uma resposta padrão, isso evita que os estudantes copiem as respostas e isso é importante quando falamos em metodologias ativas”, afirma Vanessa Oechsler. (clique aqui e confira a videoaula)

A professora de Ciências Tamily Roedel da escola Ferandino Dagnoni foi uma das participantes do projeto. Ela conta que a troca entre os professores foi fundamental para que ela conseguisse produzir vídeos e criasse seu canal no Youtube, além disso conta que muito daquilo que aprendeu repassou para outros professores. “Minha mãe e minha irmã também são professoras e eu consegui ajudá-las a criar um canal no Youtube para postar as videoaulas.”

A experiência de Tamily no projeto rendeu também um artigo que foi apresentado no VII Congresso Nacional de Educação. No texto, ela fala dos recursos que utilizou nas aulas remotas de Ciências (como encontros síncronos com os estudantes via Google Meet e dos vídeos produzidos) e também apresenta uma pesquisa feita com os estudantes do 8º ano em que eles puderam avaliar as ferramentas digitais utilizadas. Dos alunos que responderam ao questionário, 96% disseram que os vídeos os auxiliaram a compreender os conteúdos de ensino, 55% disseram que preferem assistir vídeos curtos e objetivos, de até seis minutos, e o modelo de videoaula que mais os agradou foi aquele feito pelo próprio professor (93%). 
 

Base Nacional Comum Curricular

Além de auxiliar os professores da educação básica durante o ensino remoto, o projeto também tinha como objetivo apresentar materiais e propor metodologias para que os professores possam trabalhar em sala de aula conteúdos previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “No caso da Física, era no nono ano que ela era apresentada aos estudantes e com a mudança na BNCC, conteúdos da Física devem ser trabalhados ao longo de todos os anos finais do Ensino Fundamental.  Nossa proposta com o projeto foi também apresentar ferramentas digitais que possam auxiliar o professor no ensino desses conteúdos.  No caso da astronomia, por exemplo, que é um conteúdo que passa a ser trabalhado a partir do sexto ano, é possível utilizar um aplicativo para celular em que os estudantes podem apontar para o céu e identificar as constelações e verificar se o que veem é uma estrela ou um planeta”, explica o professor Francisco Felipe, do Câmpus Gaspar. 
 

CÂMPUS GASPAR

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